SINCOMAM participa de reunião das centrais sindicais com presidente Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu na última quarta-feira, dia 18 de janeiro, com as centrais sindicais. O encontro, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, foi acompanhado de dirigentes de diversas entidades sindicais, entre as quais o SINCOMAM, que esteve representado pelo Diretor Presidente ALCIR DA COSTA ALBERNOZ.
Na reunião, todas as centrais sindicais tiveram momento de fala e apresentaram várias questões às demandas da classe trabalhadora: financiamento sindical, igualdade de gênero e raça nos ambientes de trabalho e equiparação salarial, melhores condições de trabalho para o conjunto da classe trabalhadora, valorização real do salário mínimo, liberdade sindical, enfrentamento de atos antissindicais, a valorização da negociação coletiva e até mesmo “revogaço” da reforma trabalhista.
Em sua fala, ALCIR DA COSTA ALBERNOZ, condenou as práticas antissindicais, denunciou as demissões e perseguições contra a classe trabalhadora.
“Entendemos que somente a mobilização sindical é capaz de promover as mudanças necessárias. E, por isso, precisamos de liberdade para lutar, para nos organizar e para ter sindicatos autônomos”, concluiu ALBERNOZ.
Durante o encontro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou a criação de um grupo de discussão para tratar de uma política permanente de valorização do salário mínimo. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.302. O valor foi estabelecido por uma medida provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro em dezembro do ano passado.
O governo ainda não implantou o valor prometido durante a transição, que seria de R$ 1.320. O tema deve ser discutido por esse grupo, e não há data anunciada para a adoção do novo valor.
Segundo o documento assinado na reunião, o governo terá prazo de 45 dias, renovável por mais 45, para formular uma proposta permanente de valorização do salário mínimo.
Participarão da elaboração os ministérios de Trabalho e Emprego; Fazenda; Planejamento e Orçamento; Previdência Social; Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Secretaria-Geral da Presidência e Casa Civil.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a proposta deverá respeitar a “previsibilidade” da economia.
Em seu discurso, Lula retomou um dos compromissos firmados durante a campanha: o de propor uma nova estrutura de financiamento para os sindicatos e novas regras trabalhistas que levem em conta o cenário atual do mercado.






