ANP prevê R$ 17,8 bi em descomissionamento em 2026

ANP prevê R$ 17,8 bi em descomissionamento em 2026

O descomissionamento de estruturas de produção de óleo e gás está entre as grandes oportunidades de negócios no Brasil, segundo o diretor-geral da agência reguladora ANP, Artur Watt. Durante a OTC 2026, em Houston, nos Estados Unidos, ele posicionou o descomissionamento como uma frente de investimento no país, ao lado de novas fronteiras promissórias, como a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas.

O diretor-geral da ANP projeta investimento de R$ 17,81 bilhões em descomissionamento no Brasil, neste ano. O pico acontecerá em 2031, quando deverão ser gastos R$ 25,18 bilhões. Ao todo, em dez anos, até 2036, o descomissionamento vai exigir investimento de R$ 158 bilhões. 

Para o ano que vem é esperado um investimento de R$ 15 bilhões. O mesmo valor deve continuar sendo investido anualmente até 2029. Em 2030, serão R$ 12,71 bilhões. Ao fim de uma década, em 2036, serão R$ 6 bilhões. 

“O país continua a expandir seu potencial por meio de novas fronteiras, da Bacia de Pelotas à Margem Equatorial, oferecendo diversas oportunidades para empresas de todos os portes. Ao mesmo tempo, segmentos emergentes como o descomissionamento e iniciativas de baixo carbono estão ganhando relevância, fortalecendo uma combinação única de escala, oportunidade e sustentabilidade”, afirmou Watt à plateia da OTC 2026.

A ANP projeta, em dez anos, o abandono de 523 poços permanentes, a desmobilização de 38 plataformas, a remoção de 41 cabeças de poços e de 3,3 mil km de linhas, além da recuperação de 32 km2 de meio ambiente.

Apenas a Petrobras prevê gastar US$ 9,7 bilhões na destinação sustentável de equipamentos e abandono de poços nos próximos cinco anos. Ao todo, a empresa projeta desmobilizar 68 unidades produtoras, duas delas ainda neste ano. Até 2029, a empresa irá desligar dez plataformas.

Fonte: Revista Brasil Energia