Produção própria de O&G da Petrobras cresceu 11,7% em um ano

Produção própria de O&G da Petrobras cresceu 11,7% em um ano

A produção média de petróleo, GNL e gás natural da Petrobras alcançou a marca recorde de 3,5 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed) no terceiro trimestre de 2026, 11,7% acima do mesmo trimestre de 2025 e 5,3% acima do segundo trimestre deste ano (3,34 MMboed). A companhia atribui o resultado, principalmente, do maior patamar de eficiência da produção em 8 anos, do ramp-up dos FPSOs P-78 e P-79, no campo de Búzios, do atingimento do topo de produção do FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, além do menor volume de perdas por paradas para manutenções.

Neste trimestre, entraram em operação 12 novos poços produtores, sendo seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos. A Petrobras destacou que o aumento da eficiência operacional dos ativos foi resultado da confiabilidade dos sistemas de produção e da disciplina operacional, permitindo alcançar a melhor marca desde o 4º trimestre de 2018, consolidando o desempenho consistente registrado nos últimos trimestres.

O FPSO Alexandre de Gusmão, o quinto instalado no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu, em 25 de agosto, sua capacidade de produção originalmente prevista em projeto, de 180 mil barris por dia (mbpd). Posteriormente, após a implementação de aditivo para aumento de capacidade, a plataforma alcançou, em 3 de setembro, um novo pico de produção de 190 mbpd. Mero, cujas plataformas registraram, conjuntamente, produção média de óleo de 760 mbpd no 3T26 é o terceiro maior campo produtor de petróleo do Brasil, atrás apenas de Búzios e Tupi.

No campo de Mero, o FPSO Sepetiba, superou a capacidade de processamento de óleo originalmente projetada, de 180 mbpd, chegando a alcançar pico diário de 212 mbpd em setembro. A plataforma, afretada junto à SBM Offshore, está entre as unidades líderes de produção do Brasil. O FPSO Almirante Tamandaré, que também produz no campo de Búzios, atingiu recorde de produção média mensal de óleo com 263 mbpd em julho de 2026, mantendo-se como a plataforma com a maior produção no Brasil.

Pela primeira vez, no 3T26, as plataformas de Búzios superaram a marca de 11 milhões de m³/d de exportação média de gás natural. De acordo com a Petrobras, o resultado consolida a trajetória de crescimento do campo e reforça a confiabilidade operacional de suas plataformas na entrega contínua de gás ao mercado brasileiro.

As plataformas P-80 e P-82 deixaram, respectivamente, em 30 de setembro e em 18 de outubro, o estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura, rumo ao campo de Búzios, o maior campo do Brasil em reservas e produção, no pré-sal da Bacia de Santos. As duas unidades integram o conjunto de seis plataformas gigantes da Petrobras, cada uma com capacidade nominal para produzir 225 mbpd e comprimir 12 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente, figurando entre as maiores da indústria mundial. A entrada em operação de ambas está prevista para 2027, sendo a nona e a décima unidades instaladas nesse campo.

Refino
No 3T26, as vendas de derivados no mercado interno alcançaram 1.854 mbpd, o maior volume desde o 3T21 e o melhor resultado considerando o parque de refino atual. Na comparação com o trimestre anterior, o crescimento foi de 6,4%, impulsionado principalmente pela alta de 14,4% nas vendas de diesel e de 9,9% nas de QAV. A avaliação da Petrobras é que o desempenho positivo também se refletiu no mercado externo, onde foram registradas exportações recordes de 1.251 mbpd de petróleo e derivados. A empresa destacou que esses resultados foram alcançados com planejamento integrado, elevada utilização do parque de refino, eficiência operacional e otimização logística, que ampliou a capacidade e a flexibilidade das operações.

A produção total de derivados foi de 1.869 mbpd no 9M26, representando aumento de 7,2% versus 9M25. No 3T26 a produção foi de 1.873 mbpd, mantendo elevado o Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias, de 99%. A Petrobras informou que o resultado do FUT no 3T26 foi 5 p.p. acima do obtido no 3T25, com participação de médios (diesel e QAV) e de gasolina no volume total produzido em 68%, reforçando o foco da companhia na maximização da produção de combustíveis de maior valor agregado.

Bunker
Outro destaque foi o início do fornecimento de bunker por via marítima no Complexo Industrial Portuário de Suape (PE), ampliando a atuação nos mercados do Norte e Nordeste. A iniciativa, segundo a Petrobras, expande a oferta de soluções da companhia em um dos mais importantes corredores logísticos do país.

A primeira operação comercial de fornecimento de bunker HSFO (High Sulfur Fuel Oil) foi realizada no Porto do Rio de Janeiro, ampliando o portfólio de bunker da companhia em um mercado estratégico para a navegação internacional com mais alternativas de atendimento a embarcações de grande porte.

Indústria naval
O Starnav Elektra, primeiro navio do Programa Mar Aberto, foi entregue e a Petrobras avançou na renovação e ampliação da frota de apoio marítimo. Construído no Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC), o PSV (transporte de suprimentos) reúne tecnologias voltadas à eficiência energética, além de estar preparado para operar parcialmente com combustível renovável no futuro. A Petrobras ressaltou que a renovação da frota reforça eficiência, segurança e apoio à indústria naval nacional.

Fonte: Portos e Navios