Petrobras renegocia 13 contratos de sondas

Petrobras renegocia 13 contratos de sondas

A Petrobras aproveitou a baixa da cotação do petróleo no período pré-guerra do Irã para renegociar contratos de sondas com melhores preços. Diante da oportunidade, cancelou um leilão em aberto para contratar um equipamento para o campo de Búzios. Apenas a concorrência para Mero foi mantida. A vencedora foi a Foresea, com a sonda ODN I.

Segundo fontes do mercado, na renegociação, a Petrobras alcançou seu objetivo financeiro, atingindo a meta interna, que tinha como premissa um barril do tipo Brent na casa dos US$ 60.

Ao todo, foram postergados 13 acordos de afretamento de sonda – três da Constellation (Gold Star, Alpha Star e Brava Star), um da Foresea (Norbe VI), um da Noble (Courage), um da Seadrill (West Polaris), três da Transocean (Orion, Corcovado e Aquila), um da Valaris (DS-4), e três da Ventura (SSV Victoria, Atlantic Zonda e Carolina). Contando com a contratação da Foresea para Mero, foram 14 acordos fechados.

Os prazos de utilização dos equipamentos, valores e datas finais dos contratos firmados variaram caso a caso. Os prazos vão de 135 a 1455 dias. Já os valores adicionais variam de US$ 145 milhões a US$ 569 milhões. A primeira data de entrega é setembro deste ano e a última, janeiro de 2031.

Com essas renegociações, o esperado para 2027 é um ano de mais calmaria. A única contratação projetada pelo mercado para o ano que vem é a do projeto de Sergipe Águas Profundas (SEAP), que teve o FPSO recentemente contratado da SBM.

Os projetos da Foz do Amazonas e de Pelotas, outras frentes exploratórias, ainda são uma incógnita, porque o primeiro ainda depende de licenciamento ambiental para avançar mais e o segundo, do resultado dos levantamentos sísmicos.

Ainda assim, a visão de fontes do mercado é de que o cenário é de estabilidade, com um número elevado de sondas em utilização no país. Há 36 unidades mobilizadas, mas duas devem ser mandadas para outras regiões do mundo, em breve, por conta da demanda.

Havia uma expectativa de que empresas chinesas entrassem no mercado brasileiro por meio das concorrências realizadas pela Petrobras. Mas, com as renegociações e cancelamento de leilões, isso não aconteceu. Os atores permanecem os mesmos.

Fonte: Revista Portos e Navios