Petrobras destaca sucesso nas antecipações de operação de novas plataformas
A Petrobras avalia que a estratégia de monitorar e antecipar ‘atividades críticas’ tem contribuído para a antecipação do início operacional de novas plataformas, como a P-79, que entrou em operação no campo de Búzios três meses antes do previsto no cronograma. O diretor executivo de engenharia, tecnologia e inovação em exercício da Petrobras, Flávio Bretanha Freire, disse, nesta terça-feira (12), que não será possível garantir o adiantamento, mas que será interrompido o mesmo trabalho feito para a P-79 em três novas unidades.
“O que garantimos é que o mesmo trabalho da P-79, será feito na P-80, P-82 e P-83”, afirmou Freire, durante coletiva de imprensa sobre os resultados da Petrobras no primeiro trimestre deste ano. Na ocasião, ele disse que a viagem ao local de operação ( Sailaway ) da P-80 está prevista para o segundo semestre de 2026, assim como a P-82, que terá o mesmo processo na sequência.
A Petrobras mantém o planejamento da operação dessas três unidades para o ano de 2027. “Nossa engenharia tem antecipado nossas plataformas que estavam muito atrasadas. Recuperamos tudo isso (…). Com certeza a produção dessas três é para o ano que vem, mas em 2026 esperamos fazer o Sailaway”, reforçando a diretora executiva de E&P, Sylvia Anjos.
Freire destacou que a diretoria executiva da Petrobras monitora quase diariamente as ‘atividades críticas’ dos projetos de produção. As equipes de poços por exemplo os preparam para o ramp up, enquanto a equipe subsea pré-lança linhas de ancoragem e linhas submarinas. A equipe dos topsides, por sua vez, executa atividades antecipadas e planeja a viagem das plataformas da Ásia para águas jurisdicionais brasileiras (AJB) já com a unidade tripulada, ganhando alguns meses de atividade interna.
O diretor executivo de engenharia, tecnologia e inovação em exercício da Petrobras acrescentou que o grande número de relações com órgãos ambientais, órgãos externos, reguladores e agências dificultam a assertividade de dados ou de garantir que determinada unidade será antecipada. “Não temos como garantir essa antecipação porque existe uma quantidade enorme de variáveis externas e de conhecimento não completo”, finalizou Freire.
Fonte: Revista Portos e Navios






