Petrobras aposta em eficiência de plataformas para frear queda na curva de produção

Petrobras aposta em eficiência de plataformas para frear queda na curva de produção

Durante reunião com investidores sobre resultados do segundo trimestre, companhia destacou que paradas programadas e aumento de produtividade das novas unidades têm contribuído para reduzir declínio

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse, nesta sexta-feira (7), que a companhia vem conseguindo reduzir os declínios na produção graças a um conjunto de medidas, como a melhor gestão das jazidas, mais eficiência na operação das plataformas, melhor gestão dos reservatórios, correta injeção de água e adequação de outros métodos de produção que contribuem para o aumento da produção offshore. Ela destacou que, durante a atual gestão, essa queda da produção passou de 12% ao ano para em torno de 4%/ano.

Magda destacou que, com a capacidade produtiva do pré-sal e da Petrobras interligando poços, gerindo melhor as jazidas, perfurando poços de alta produtividade e conectando as plataformas, é possível que uma plataforma como as atuais, com capacidade de 225 mil barris por dia de capacidade, possa alcançar a produção 270 mil barris/dia.

Ela citou que o FPSO Almirante Tamandaré, primeira plataforma da Petrobras de porte acima das anteriores, com capacidade para produzir 225 mil barris/dia, teve sua capacidade ampliada para 270 mil barris e já chegou a produzir esse pico de produção. “Com novas plataformas chegando e as novas plataformas que entraram em produção recentemente ‘rampando’ e atingindo seu pico, vamos atingir resultados planejados e provavelmente superá-los, só que superar resultados é alguma coisa que gostamos de entregar sem prometer antes”, afirmou durante webcast com investidores.

A Petrobras prevê outras três novas plataformas desse porte entrando em operação entre 2026 e 2027, todas elas de 225 mil barris/dia e podendo atingir 270 mil barris/dia de capacidade. “Significa 45 mil barris por dia. Vezes quatro são 180 mil barris/dia adicionais por conta do empenho da Petrobras de superar as metas que lhe são apresentadas”, projetou a executiva.

A diretora executiva de exploração e produção (E&P), Sylvia Anjos, acrescentou que a Petrobras vêm investindo em planejar melhor as paradas programadas, em tecnologia e na capacitação de pessoal. A aposta na integridade nas unidades é importante, considerando que as paradas anuais representam cerca de 290 mil barris/dia num ano. “Estamos fazendo manutenção, cuidando da integridade para que possamos parar menos e garantir que, com as paradas programadas, a gente mantenha a estabilidade”, afirmou Sylvia.

Fonte: Portos e Navios