Operação com transporte de bunker ampliará serviços logísticos da Transpetro

Operação com transporte de bunker ampliará serviços logísticos da Transpetro

A Transpetro pretende iniciar, ainda em 2026, a operação com transporte de bunker por barcaças, no Rio de Janeiro. A primeira embarcação entra na fase flutuante do processo construtivo até o fim de agosto e a previsão é que seja concluída em outubro. Além do Rio, a companhia vai fazer posteriormente o abastecimento de navios com bunker em Santos (SP) e em Belém (PA). O novo modal integra a estratégia da Transpetro para ampliar os serviços logísticos oferecidos aos clientes.

Para ingressar no modal de navegação interior, a companhia contratou 18 barcaças junto ao Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, sendo 10 com capacidade de 3 mil toneladas de porte bruto (TPB) e oito de 2 mil TPB. Além disso, foram contratados e 18 empurradores, que estão sendo construídos pelo estaleiro Indústria Naval Catarinense (INC). O investimento total para as aquisições será de aproximadamente R$ 630 milhões.

De acordo com o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, a barcaça terá como base de operação o Terminal Aquaviário de Ilha d’Água, no Rio de Janeiro, e reforça a atuação multimodal da companhia, que já opera 46 terminais, 8,5 mil quilômetros de dutos e uma frota de 32 navios.

Ele destacou que esse é mais um serviço logístico que passará a ser oferecido pela companhia. “Nossa estratégia é ser cada vez mais multimodal, o que é essencial para atender os clientes num país de dimensões continentais como o Brasil. Estamos presentes em todas as regiões do país e, sem dúvida, estamos preparados para atender qualquer desafio de logística de petróleo, derivados e biocombustíveis”, ressaltou Bacci.

Todas as 18 barcaças devem estar em operação até fevereiro de 2028, para atuar em polos estratégicos como Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Belém (PA), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). O mercado de barcaças no Brasil movimenta aproximadamente 10 milhões de toneladas de petróleo e derivados por ano.

As barcaças, sem propulsão própria, serão movimentadas pelos empurradores, com operação sincronizada a até 6 nós. As unidades terão até 70 metros de comprimento, 16 metros de boca e 4,5 metros de calado, com possibilidade de transportar diferentes combustíveis em tanques dedicados ou segregados. Também poderão operar com energia elétrica em terra e utilizar energia solar.

Os empurradores, responsáveis pela manobra do conjunto, terão até 18,7 metros de comprimento, 9,2 metros de boca, 3,7 metros de calado e potência de 450 kW, com tração de até 13 toneladas e autonomia de cinco dias de navegação contínua. As embarcações contam com tecnologias que ampliam a precisão das operações, sobretudo em áreas restritas.

Fonte: Portos e Navios