O ex-porta-aviões São Paulo vaga em círculos no mar de Pernambuco após ser impedido de entrar na Turquia
A maior embarcação de guerra da Marinha do Brasil, o ex-porta-aviões São Paulo vaga em círculos no mar de Pernambuco após ser impedido de entrar na Turquia por não se saber ao certo quanto de material tóxico ainda existe a bordo (sobretudo amianto, material cancerígeno mundialmente condenado que, de acordo com convenções internacionais, não pode ser transportado, muito menos exportado).
Uma vez de volta ao país, o ex-porta-aviões da Marinha do Brasil não recebeu autorização para atracar em porto algum – nem mesmo no do Rio de Janeiro, de onde ele partiu, três meses atrás – pelo mesmo motivo da negativa turca: a quantidade desconhecida de material tóxico existente a bordo.
Há um mês, os 16 membros do rebocador holandês, sob o comando do capitão russo Dmitry Nefedov, aguardam uma resposta que nunca chega. A embarcação não pode ser ancorada, e não possui mais motores nem meios próprios de mobilidade para o caso de necessidade, por questões de segurança, os tripulantes passam dias e noites arrastando aquele gigante casco de 33 000 toneladas para um lado e para o outro nas proximidades do porto de Suape.
“O rebocador parece ainda ter combustível, mas o seu comandante já pediu reforço de alimentos e suprimentos para a tripulação, que também foi parcialmente substituída, porque já estava no mar há bastante tempo”, diz um agente marítimo do porto pernambucano encarregado de atender ao comboio, mas que tampouco arrisca dizer como deve terminar este caso, inédito na história da navegação marítima brasileira, por sinal.
Fonte: Click Petróleo e Gás






