O porta-aviões São Paulo está vagando a 30 km da costa pernambucana, impedido de atracar em Suape devido à carga da substância, utilizada antigamente nos navios para evitar incêndios, mas com potencial nocivo.
Segundo a empresa, a solicitação foi feita nesta segunda-feira (12) e está embasada na Lei de Acesso à Informação (LAI). O requerimento também foi enviado ao Porto do Recife.
“De acordo com as normas vigentes no Brasil, o uso de amianto ou materiais contendo amianto em navios foi proibido somente a partir de janeiro de 2011. O ex porta-aviões NAe São Paulo foi construído na década de 60, período em que o uso da substância na construção de embarcações era amplamente permitido”, afirma o advogado da empresa, Zilan Costa e Silva.
“A única forma de realizar o descarte do amianto é levarmos o navio para desmonte e reciclagem no estaleiro na Turquia, mas para isso é preciso consertá-lo, caso contrário ficará vagando eternamente na costa pernambucana, correndo risco de acidentes como recentemente ocorreu no Rio de Janeiro”, completa Costa e Silva.
A empresa argumenta, ainda, que o navio percorreu águas brasileiras e internacionais livremente e sem questionamentos em relação ao amianto até ser vendido para a empresa turca SOK, em 2020.
Recentemente, a MSK trocou o rebocador do navio alegando falta de combustível no porto de Suape. O novo rebocador permanece com os restos do casco a cerca de 30 km do Porto de Suape.
Fonte: Jornal do Commercio