MPor e Instituto PORTa assinam acordo para resgate da memória de comunidades portuárias e ribeirinhas no RS
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e o Instituto PORTa, do Instituto Caldeira em Porto Alegre (RS) assinaram, na última semana, um memorando de apoio institucional e cooperação do projeto ‘Territórios Portuários’. O objetivo é resgatar a memória das comunidades portuárias e ribeirinhas de Porto Alegre e Guaíba. O documento foi firmado pelo secretário nacional de hidrovias e navegação do MPor, Otto Luiz Burlier da Silveira Filho, pelo secretário nacional de portos, Alex Ávila, e pela diretora executiva do Instituto PORTa, Patrícia Lia Brentano.
O apoio institucional das duas secretarias do MPor ao projeto reconhece a relevância da iniciativa para a valorização dos territórios portuários, da memória e da relação histórica entre as comunidades, as águas e a atividade portuária e hidroviária. O projeto é uma iniciativa do PORTa, tendo como protagonistas os moradores, trabalhadores e comunidades ribeirinhas de Porto Alegre e Guaíba.
A proposta é realizar, ao longo de 2027, um amplo trabalho de pesquisa, educação patrimonial, formação cultural, registro de memória oral, produção audiovisual e vivências nos territórios, reunindo histórias de vida, saberes e modos de fazer relacionados ao rio, ao cais e às atividades portuárias. O projeto prevê programação gratuita e acessível e busca fortalecer o pertencimento territorial e a transmissão dos saberes entre gerações.
Entre as ações previstas estão o registro de depoimentos e histórias de vida, oficinas e encontros com as comunidades, produção de um documentário, visitas a espaços de relevância histórica e patrimonial, mentoria cultural, circuito e mostra cultural, além da criação de um acervo digital e de um mapa cultural dos territórios. As atividades serão desenvolvidas com acessibilidade, incluindo Libras, legendas, audiodescrição e espaços sem barreiras.
O memorando estabelece uma convergência institucional em torno da iniciativa e prevê que o Instituto PORTa conduza o projeto de forma articulada com comunidades, instituições públicas, organizações da sociedade civil, instituições culturais, educacionais e demais parceiros.
“Não existe desenvolvimento portuário sem território e não existe território portuário sem pessoas. O ‘Territórios Portuários’ nasce para ouvir essas comunidades, registrar suas histórias e reconhecer que a memória de quem viveu e vive o porto também faz parte do patrimônio e do futuro do Rio Grande do Sul”, explicou Patrícia.
Fonte: Portos e Navios






