Moro diz que não cabe mais perícia técnica em recibos de aluguéis apresentados por Lula

Moro diz que não cabe mais perícia técnica em recibos de aluguéis apresentados por Lula

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, decidiu, pela não realização da perícia nos 31 recibos de aluguéis apresentados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não cabe mais realizar provas”, explicou.

Lula é acusado de receber um apartamento em São Bernardo do Campo como propina da Odebrecht em troca de contratos com a Petrobras. Ele nega e apresentou recibos de pagamento dos aluguéis para o empresário Glaucos Costamaques, proprietário do imóvel.

Para os procuradores, esses recibos são ideologicamente falsos, ou seja, foram produzidos para dar aparência de legalidade a atos ilícitos. 

No despacho, Moro deu três dias para que o Ministério Público Federal (MPF) e as defesa de Lula e de Costamarques apresentem os seus argumentos finais no processo de incidente de falsidade.

MPF x Lula

Na segunda-feira (18), o Ministério Público Federal (MPF) desistiu da perícia técnica. De acordo com os procuradores, conjunto probatório atual já permite concluir que Costamarques firmava os recibos ideologicamente falsos em blocos, com objetivo de dissimular a locação do apartamento.

“Após a colheita da prova oral, não mais persiste a postulação de realização de prova pericial porque os aspectos pontuais atinentes à confecção dos documentos de que se trata, que se pretendia aclarar por prova técnica, já estão suficientemente elucidados”, consideraram os procuradores.

A defesa de Lula, que responde por corrupção e lavagem de dinheiro, também se manifestou na segunda-feira. Os advogados afirmam que a perícia técnica não é necessária porque os recibos são autênticos.

“(…) Está devidamente comprovada a autenticidade dos recibos apresentados bem como a quitação emitida em favor da inquilina, D. Marisa Letícia Lula da Silva, não havendo novos requerimentos a serem realizados por esta Defesa”, escreveram os advogados.

Um perito particular contratado pela defesa do ex-presidente disse que os documentos com datas de 2011 a 2015 foram assinados em datas diferente.

Fonte: G1