Militares e PRF estão em Seropédica para garantir escolta de caminhoneiros

Militares e PRF estão em Seropédica para garantir escolta de caminhoneiros

Militares do Exército e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram deslocados para Seropédica, na Baixada Fluminense para fazer a escolta de caminhoneiros estacionados no maior ponto de concentração de grevistas no Rio de Janeiro.

Os militares tentaram negociar com os caminhoneiros para que eles desocupassem o local onde estão há nove dias ( desde 21 de maio).

Por volta das 17h25, de acordo com informações do RJTV, não houve acordo e os caminhoneiros decidiram permanecer no posto de gasolina. Segundo eles, não existe ocupação do acostamento e que receberam autorização do dono de um terreno para ficar no espaço. Eles também estão autorizados no pátio do post.

A Polícia Rodoviária Federal disse que vai aplicar uma multa de R$ 100 mil reais por hora para empresários do setor e de R$ 10 mil por dia para caminhoneiros autônomos. De acordo com a PRF, eles estão amparados por uma lei do Superior Tribunal de Justiça que prevê aplicação de multas no caso de paradas no acostamento ou regiões próximas. Os agentes da PRF fotografaram as placas dos caminhões.

Mais cedo, os militares chegaram a organizar uma escolta com agentes da PRF para os motoristas que desejavam deixar o ponto no posto de gasolina. Um helicóptero da polícia rodoviária também sobrevoava a região no meio da tarde.

Denúncias de ameaças

Desde a madrugada, as forças de segurança recebem informações de que homens armados impedem os caminhões de deixar o local. Policiais federais estiveram em Seropédica informando aos caminhoneiros que quem quisesse poderia deixar o local.

A partir daí, uma série de denúncias chegaram ao gabinete de crise, criado no Centro Integrado de Comando e Controle, no Centro do Rio, informando que homens armados impediam que os caminhoneiros deixassem o local, segundo apurou o G1.

Muitos caminhoneiros disseram que têm recebido a ajuda dos patrões com dinheiro, comida e envio de reforços para rendição.

“Se não fosse o apoio do patrão, poucos estariam aqui”, disse Evandro, caminhoneiro há 15 anos.

As quentinhas de comida, quando chegam no local onde estão reunidos, são vendidas por R$ 10 e disputadas entre os motoristas. Muitos contam que precisam da boa vontade de moradores do local para se alimentarem.

Na tarde de sexta, segundo um grupo de caminhoneiros, quem os ajudou a “tirar a barriga da miséria” foram criminosos que atuam na região.

“Até os milicianos trouxeram pão com mortadela pra ajudar a gente. Foi a minha sorte, porque não consegui comprar comida porque meu dinheiro acabou”, contou Roberto, caminhoneiro há 42 anos.