Marinha integra Operação “Ágata Amazônia 2026” no combate a ilícitos no Rio Negro (AM)
Integrando o Comando Conjunto Harpia, ativado pelo Ministério da Defesa para coordenar as ações militares da Operação “Ágata Amazônia 2026”, a Marinha do Brasil (MB), por meio da Força Naval Componente (FNC), atuou no Rio Negro e seus afluentes, no estado do Amazonas, entre os dias 22 de abril e 15 de maio.
A operação tem por objetivo intensificar a presença do Estado e apoiar o combate à prática de ilícitos transfronteiriços e ambientais na região amazônica. A MB atuou em conjunto com militares do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, com apoio de agências governamentais.
A FNC desempenhou uma série de atividades na área, dentre elas: Patrulha e Inspeção Naval; Ações de inteligência, reconhecimento, vigilância e aquisição de alvo (IRVA); Controle Fluvial; Ações de Assistência Hospitalar e Ações Cívico-Sociais.
Integraram a Força o Navio-Patrulha Fluvial “Rondônia”, o Navio de Assistência Hospitalar “Carlos Chagas”, o Aviso Hidroceanográfico Fluvial “Rio Solimões”, a Barca-Oficina “Alecrim”, a Agência Escola Flutuante “Multirum”, uma aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste (EsqdHU-91), a Lancha de Combate “Aruanã” do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas (1ºBtlOpRib) e a embarcação DGS “Raptor” do Grupo de Embarcações de Operações Ribeirinhas do Amazonas (GrEOpRibAM).
Além dos militares da MB, atuaram na FNC militares do 3º Batalhão de Infantaria de Selva (3º BIS), do Exército Brasileiro, além de policiais militares do Batalhão de Policiamento Ambiental e do Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo da Polícia Militar do Estado do Amazonas.
Combate a ilícitos transfronteiriços e ambientais
Durante os 23 dias de operação, os meios da FNC realizaram ações de fiscalização nas principais áreas de interesse da região, averiguando denúncias relacionadas à presença de atividades ilícitas, verificando prováveis pontos de apoio logístico ao crime organizado e coletando informações relevantes sobre a atuação desses grupos criminosos.
Nas proximidades de Barcelos (AM), foram encontrados animais silvestres, armas de fogo e munições em uma embarcação que navegava próximo ao município. Tanto infrator quanto material foram levados ao 75° Distrito Integrado de Polícia em Barcelos para dar prosseguimento aos procedimentos legais e, ao final da ação, os animais apreendidos foram devolvidos à natureza. Na mesma região, foi encontrada uma pele de onça proveniente da caça ilegal em uma comunidade ribeirinha.
Ações sociais
Além das ações repressivas, militares da FNC atuaram em ações sociais que levaram à melhoria da qualidade de vida das comunidades indígenas e ribeirinhas ao longo do Rio Negro e seus afluentes.
O NAsH “Carlos Chagas” realizou Ações de Assistência Hospitalar nos municípios de Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos e nas comunidades de São Tomé, São Francisco, Matozinho, Acariquara, Marará, Carvoeiro, Panacarica, Remanso e Moura. Foram realizados 520 atendimentos médicos, 308 atendimentos odontológicos, 145 exames laboratoriais e distribuídos mais de 17 mil medicamentos.
Durante as Ações Cívico-Sociais no Rio Urubaxi, militares do Navio-Patrulha “Rondônia” realizaram o reparo do gerador que fornece energia elétrica para a comunidade indígena de Acariquara. O conserto reestabeleceu o acesso à energia para os 189 moradores da comunidade, entre os quais havia um número considerável de crianças, que estavam sem aulas devido à quebra do equipamento.
Em Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, militares da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) realizaram o Projeto “Capitania Itinerante” promovendo ações de fiscalização e serviços de regularização documental de condutores. Durante a operação, foi realizada a cerimônia de formatura do curso de Formação de Aquaviários de Marinheiro Auxiliar Fluvial de Convés e Máquinas (CFAQ-MAF/MMA). O curso profissionalizante formou 39 aquaviários que atuarão nas embarcações que navegam no Rio Negro e outras hidrovias da Amazônia.
Em Barcelos, mais de 80 alunos do Ensino Fundamental e Médio da Escola Estadual Padre João Badalotti assistiram a uma palestra sobre os aspectos sociais da Operação Ágata e puderam conhecer mais sobre os impactos positivos da operação e o papel das Forças Armadas na garantia da soberania e na proteção das fronteiras do Brasil.
Fonte: Agência Marinha de Notícias






