Marinha do Brasil reforça capacidade de salvamento no litoral do Sudeste com nova lancha de alta performance
A Marinha do Brasil (MB) realizou, no dia 27, a cerimônia de batismo e entrega da Lancha de Busca e Salvamento (LSAR) “Rio de Janeiro”. A embarcação vai reforçar as operações de socorro no mar, com maior rapidez no atendimento a emergências. O novo meio passa a integrar a estrutura do Serviço de Busca e Salvamento Marítimo (Salvamar), responsável por coordenar ações de resgate em águas sob responsabilidade do Brasil.
A lancha foi projetada para atuar em situações de risco, mesmo em condições adversas. Com dois motores de 700 HP, pode atingir até 30 nós de velocidade, o equivalente a aproximadamente 56 quilômetros por hora, o que permite chegar a locais da área SAR de responsabilidade do Com1ºDN próximos da costa.
Na ocasião, Margarida Gomes Paula Domingues Amaral batizou a embarcação como madrinha, em cerimônia tradicional da Marinha associada à proteção e à boa sorte para o navio e sua tripulação.
Capacidade e emprego operacional da embarcação
A embarcação tem autonomia de cerca de 200 milhas náuticas, cerca de 370 quilômetros, e pode resgatar até 20 pessoas. Também conta com radar, sistemas de comunicação e câmera térmica, que auxilia na localização de náufragos, inclusive à noite.
De acordo com o Capitão dos Portos do Rio de Janeiro, Capitão de Mar e Guerra Leonardo Carvalho de Lucena Navaes, a nova lancha foi projetada para otimizar as operações de salvamento. “Projetada para eficiência e baixo custo operacional, a nova Lancha SAR tem capacidade para resgatar até 20 náufragos, consolidando-se como um novo modelo de atuação em emergências no mar. A embarcação pode ser tripulada por apenas quatro militares, o que reduz a necessidade de pessoal para seu guarnecimento.”
A LSAR “Rio de Janeiro” será utilizada pela Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, mas pode atuar em toda a área sob responsabilidade do Comando do 1º Distrito Naval, que abrange parte do litoral do Sudeste.
A entrega da lancha faz parte do processo de modernização dos meios utilizados em operações de busca e salvamento e tem como finalidade ampliar a segurança de quem navega na região.
Para o Comandante do 1º Distrito Naval, Vice-Almirante Iunis Távora Said, “a LSAR ‘Rio de Janeiro’ representa um salto operacional para o Salvamar Sudeste e para a Marinha, reunindo capacidade de operar em condições adversas de mar, menor tempo de acionamento e tecnologias embarcadas que ampliam a eficiência das missões — tais como equipamentos de comunicações, radar e câmera de imagem térmica “flir”— além da inédita capacidade de se ‘autoendireitar’ caso venha a emborcar, garantindo atuação rápida e segura para atendimento de demandas de socorro e salvamento nas áreas sob responsabilidade da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro.”
A incorporação da nova lancha também levou à criação de novos procedimentos operacionais e à revisão de rotinas de manutenção e de emprego das equipes de salvamento, acompanhando a evolução tecnológica dos meios utilizados nessas operações.
Fonte: Agência Marinha de Notícias






