‘Mar Aberto’ já tem 82 embarcações contratadas, diz Magda Chambriard

‘Mar Aberto’ já tem 82 embarcações contratadas, diz Magda Chambriard

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse, na última sexta-feira (26), que a empresa já tem 82 embarcações contratadas, além de duas em contratações e mais 12 a serem contratadas nos próximos anos. As unidades entregam o ‘Mar Aberto’, programa de renovação e modernização da frota do Sistema Petrobras, que prevê a construção de 96 embarcações até 2032, com investimentos estimados em R$ 32 bilhões na indústria naval brasileira.

A iniciativa abrange a construção e o afretamento de 40 novas embarcações de apoio marítimo, além da construção de 20 navios de cabotagem, 18 barcaças e 18 empurradores destinados à renovação da frota da Transpetro. A exigência mínima dessas contratações é de 40% de nacionalização na etapa de construção das embarcações, que contam com financiamento do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

Na agenda em Itajaí, acompanhada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Magda afirmou que a meta inicial, estabelecida em janeiro de 2025, era atingir a marca de 48 embarcações contratadas ou com edital lançado até dezembro de 2026. Segundo Magda, o número de embarcações em construção atingiu 22 unidades em maio de 2025, com investimento estimado de R$ 9,5 bilhões. Ela acrescentou que, posteriormente, foram contratadas 18 barcaças e 18 empurradores em estaleiros nacionais.

Para o presidente da Petrobras, o programa é factível, ancorado nas necessidades da maior empresa do Brasil. O atual plano de negócios da companhia prevê investimentos de US$ 109 bilhões nos próximos cinco anos. “Quem tem a maior frota de apoio marítimo do mundo e transporte [produtos] claros e derivados para uma potência que é das 10 maiores economias do mundo, não pode se furtar a ter navios contratados diretamente com mão de obra estrangeira. Temos 220 milhões de habitantes, não é possível que não encontremos apoio para operar nossas próprias embarcações e construir esses navios aqui”, afirmou.

Em Santa Catarina, os estaleiros Detroit e Navship possuem um total de 22 embarcações em suas carteiras, que operam para a Petrobras, com entregas previstas até 2031. No primeiro, em Itajaí, são 10 projetos, dos quais 6 PSVs (transporte de suprimentos) e 4 OSRVs (combate ao derramamento de óleo) da Starnav. Outros 6 PSVs da Bram Offshore, de Edison Chouest, foram contratados pela petroleira e serão construídos no estaleiro do grupo (Navship), em Navegantes. O Navship também construirá outros 6 OSRVs para o grupo DOF.

O estado também terá a construção de 18 empurradores, no estaleiro INC (Indústria Naval Catarinense), contratados para atividades da Transpetro. Há uma expectativa de geração de 15 mil empregos em Santa Catarina, entre diretos e indiretos, com um montante de R$ 12,4 bilhões de investimentos para construção das embarcações. “Santa Catarina está despontando como foco importante de construção de embarcações de apoio marítimo com qualidade classe mundial”, declarou Magda.

O presidente da Petrobras ressaltou que o conteúdo local mínimo de 40%, previsto nos contratos do Mar Aberto, vem sendo superado com folga nos projetos em curso, com a ajuda do FMM e de outros incentivos, como o mecanismo de depreciação acelerada dos ativos. No evento em Itajaí, Magda destacou que o segmento de apoio marítimo ficou cerca de 10 anos sem encomendas para novas construções. “A partir de 2031, precisamos ter continuidade porque o Brasil merece e precisa. Já declaramos capacidade e compromisso com a indústria naval”, defendeu.

Fonte: Portos e Navios