Governo prepara contraproposta para destravar concessão da Hidrovia do Paraguai
O governo brasileiro prepara uma contraproposta para tentar destravar a concessão da Hidrovia do Paraguai, que segue travada por impasses de governança e negociação entre Brasil, Paraguai e Bolívia. O movimento ocorre em um projeto pensado estratégico para a navegação interior e para o escoamento de cargas do Centro-Oeste.
Em 2024, o Ministério de Portos e Aeroportos estimou investimento de R$ 63,8 milhões na primeira concessão hidroviária do país, com prazo contratual de 15 anos e possibilidade de prorrogação. A modelagem prevê atuação no Tramo Sul, no Canal do Tamengo e estruturas em associadas, entre Corumbá (MS) e a foz do rio Apa, com trecho de cerca de 600 km.
O ponto de atrito mais recente é a negociação entre os países que dividem o corredor. Em maio, interlocutores paraguaios já indicaram interesse em ampliar a discussão para além da governança da hidrovia, o que contribuiu para o atraso do processo. Em junho, Brasil, Paraguai e Bolívia avançaram em um modelo de gestão trinacional, com foco em sinalização, monitoramento e manutenção da navegação.
A concessão é vista pelo governo como teste para futuros projetos hidroviários, mas o cronograma ainda depende de consenso político e regulatório. O tema ganhou novo peso depois que o Ministério de Portos e Aeroportos reforçou, em julho, que a hidrovia integrasse um corredor logístico relevante para a navegação interior e para o comércio regional.
Fonte: Portos e Navios






