Eike pagou US$ 16,5 milhões em propina a Cabral

Eike pagou US$ 16,5 milhões em propina a Cabral

Eike Batista pagou US$ 16,5 milhões (cerca de R$ 52 milhões) em propina por ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral por meio de um falso contrato, declararam à Justiça Federal dois operadores que fecharam acordo de delação premiada. 

O empresário teve a prisão decretada na Operação Eficiência, novo desdobramento da Lava Jato no Rio. A Polícia Federal solicitou a Interpol, a polícia internacional, que Eike Batista seja incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, o que possibilita sua prisão por qualquer força policial do país em que esteja. A defesa do empresário diz que ele está em Nova York a trabalho e que negocia sua volta ao país.O advogado do empresário, Fernando Martins, confirma que ele está em Nova York e diz que negocia seu retorno ao Brasil. “Ele está à disposição para esclarecer tudo.” 

Ao determinar a prisão preventiva de Eike Batista, o juiz Marcelo Bretas considerou que o empresário mentiu ao prestar depoimento ao Ministério Público Federal (MPF). Segundo o magistrado, isso reforça a tese do maior envolvimento do empresário com a organização criminosa comandada pelo ex-governador do Rio. O grupo de Cabral é suspeito de ocultar no exterior aproximadamente U$ 100 milhões, cerca de R$ 340 milhões. 

“O patrimônio dos membros da organização criminosa chefiada pelo senhor Sérgio Cabral é um oceano ainda não completamente mapeado. O limite é… Eu já diria que esses US$ 100 milhões é além do imaginável”, afirmou procurador Leonardo Cardoso de Freitas, em entrevista nesta manhã para detalhar a operação. 

A força-tarefa da Lava Jato diz que Eike é suspeito de pagar dinheiro em troca de facilitações para fechar contratos públicos no Rio. No entanto, não foi determinado qual era o objetivo específico do pagamento dos US$ 16,5 milhões. Segundo o procurador, no Brasil, a imputação do crime de corrupção não requer a identificação do “ato de ofício”.

Fonte: G1