De 1847 a 2026: Capitania dos Portos comemora mais um ano de presença da Marinha em Alagoas

De 1847 a 2026: Capitania dos Portos comemora mais um ano de presença da Marinha em Alagoas

Da primeira sede na Praça Lavenère Machado às atuais instalações no histórico bairro do Jaraguá, ocupadas desde 1955, a trajetória da Capitania dos Portos acompanha quase dois séculos de transformação das atividades marítimas, fluviais e lacustres de Alagoas. Ao completar 179 anos, a organização mantém responsabilidades que alcançam fiscalização, formação de aquaviários, prevenção de acidentes e proteção da vida humana em uma área que inclui o litoral, o Rio São Francisco e o complexo lagunar.

A cerimônia comemorativa foi presidida pelo Capitão dos Portos, CF Cristiano, e contou, entre os presentes, com o presidente da SOAMAR-AL, Paulo Hansen. A Ordem do Dia destacou a continuidade da missão e o legado dos militares e servidores civis que integraram a organização ao longo de sua história.

Capitania dos Portos de Alagoas preserva trajetória iniciada em 1847

A Capitania dos Portos de Alagoas (CPAL) foi criada pelo Decreto Imperial nº 539, de 3 de outubro de 1847, ainda durante o Segundo Império. Segundo a Ordem do Dia apresentada na cerimônia de aniversário, a organização teve sua primeira sede na Praça Lavenère Machado, nº 176, em imóvel onde atualmente funciona o Sindicato dos Estivadores do Estado.

Posteriormente, a Capitania foi transferida para o prédio que havia abrigado a primeira Escola de Aprendizes-Marinheiros de Alagoas. Em 19 de novembro de 1955, passou a ocupar suas atuais instalações no bairro do Jaraguá, área historicamente vinculada à atividade portuária de Maceió.

Segurança da navegação e formação de aquaviários estão no centro da missão

Durante o momento em que o Capitão dos Portos falou para a tripulação, citou que a atuação da CPAL vai além da fiscalização de embarcações. A organização trabalha para promover a segurança da navegação, a salvaguarda da vida humana, a proteção do meio ambiente e a regularidade das atividades aquaviárias desenvolvidas em águas marítimas, fluviais e lacustres do estado.

Essa missão inclui inspeções, orientação a usuários, formação de aquaviários e atendimento a situações de emergência. O documento destaca que cada uma dessas atividades integra um sistema de prevenção no qual normas, conhecimento técnico e responsabilidade operacional têm relação direta com a redução de riscos para pessoas e embarcações.

Entenda a atuação da Capitania

As Capitanias dos Portos exercem funções ligadas à Autoridade Marítima em suas áreas de responsabilidade. No caso de Alagoas, a sua responsabilidade abrange o litoral, Rio São Francisco e o complexo lagunar, além da interação com comunidades marítimas e usuários das vias navegáveis. A fiscalização, nesse contexto, é apresentada não apenas como controle, mas também como atividade de prevenção e orientação.

O alcance territorial informado para a estrutura é estadual: dos 102 municípios alagoanos, 82 são atendidos diretamente pela Capitania e 20 pela Agência Fluvial de Penedo. Essa distribuição permite levar serviços e ações da Autoridade Marítima a diferentes regiões, inclusive fora da faixa costeira.

Porto de Maceió, pesca e turismo náutico dependem de ambiente aquaviário seguro

O CF Cristiano relacionou a atuação da CPAL a atividades econômicas e sociais que dependem diretamente de águas seguras e reguladas. Entre elas estão o Porto de Maceió, o Terminal da Braskem, a pesca, o transporte de passageiros, o turismo náutico e as demais operações realizadas pela comunidade marítima alagoana.

Ao manter fiscalização, formação e orientação, a Capitania contribui para que essas atividades sejam executadas dentro das normas de segurança e com atenção à proteção da vida humana e do meio ambiente. O impacto da organização, portanto, ultrapassa os limites de uma unidade militar e alcança trabalhadores, empresas, passageiros, pescadores e usuários das águas do estado.

Impacto para Alagoas

Para Alagoas, a importância da CPAL está na combinação entre presença histórica e função prática. A organização acompanha uma área marcada por litoral, lagoas e pelo Rio São Francisco e atua em atividades que sustentam mobilidade, turismo, pesca e operações portuárias. A segurança da navegação funciona, nesse cenário, como requisito para preservar vidas e permitir o funcionamento regular dessas atividades.

Na mensagem de aniversário, a Capitania também relacionou sua missão ao conceito de poder marítimo e à importância do mar para o comércio e para o desenvolvimento das nações. Esse enquadramento reforça a ideia de que a atuação local da CPAL integra uma missão mais ampla da  Marinha do Brasil: proteger a vida humana, preservar o meio ambiente e garantir o uso seguro das águas brasileiras.

Fonte: Defesa em Foco