Com área do antigo Inhaúma, ICTSI ampliará capacidade de contêineres e diversificará negócios no Rio

Com área do antigo Inhaúma, ICTSI ampliará capacidade de contêineres e diversificará negócios no Rio

A ICTSI apresentou, nesta quinta-feira (27), os próximos passos da expansão da Rio Brasil Terminal (RBT), terminal arrendado no Porto do Rio, e a estratégia para a área do antigo estaleiro Inhaúma adquirida em 2024, onde será implantado um terminal de uso privado. O TUP contribuirá com o aumento da capacidade para movimentação de contêineres e com a diversificação de negócios do grupo filipino, ingressando em atividades ligadas à indústria naval, como reparos, desmantelamento e base de apoio offshore.

O CLIP — Centro de Logística, Operações Industriais e Portuárias, no bairro do Caju, é o projeto da ICTSI que amplia a atuação do grupo nos segmentos offshore e industrial no Rio de Janeiro. O empreendimento contará com 171 mil metros quadrados (m²) e reforça a estratégia de crescimento da companhia no estado.

O grupo adquiriu 321.000 m² dos 420.000 m² da área do antigo estaleiro Inhaúma, onde implantará o terminal de uso privado. Parte desse TUP receberá instalações administrativas da área arrendada no porto organizado, permitindo a próxima etapa da expansão do pátio de contêineres. Na área concedida pela autoridade portuária, a empresa investirá R$ 948 milhões em aumento da capacidade, conforme anunciado no ano passado.

O CEO da RBT, Roberto Lopes, explicou que, para a integração dos pátios, a empresa investiu na nova área para transferir as instalações que não são operacionais, como prédios, escritórios, vestiários e refeitórios. As instalações não operacionais permitem o início das obras de integração dos pátios do terminal concedido, parte do TRI assinado com o Ministério dos Portos e Aeroportos (MPor) em novembro de 2025.

“Fizemos a aquisição dessa área de 321.000 m² em 2024 e começou um processo de revitalização porque era uma área que estava parada há mais de 10 anos. Aqui é o antigo estaleiro em uma que ficou quase mais de 10 anos sem atividade”, disse Lopes à Portos e Navios.

Ele contou que foram removidos mais de 80.000 m² de áreas de antigos armazéns que não teriam utilidade e foram transformados em pátio. “Parte dele vai ser para aumentar ainda mais a capacidade, levando o terminal para uma capacidade de 1,2 milhões de TEUs por ano lá em 2031. E o outro lado a gente vai dedicar para construir uma área industrial e para óleo e gás”, detalhou Lopes. Atualmente, a capacidade instalada é de aproximadamente 500 mil TEUs.

Em relação à diversificação dos negócios, o executivo disse que a RBT apostará na oferta de atividades de estaleiro, principalmente para reparos e desmantelamento de plataformas, além de atender o mercado de petróleo e gás e apoio offshore. A empresa informou que as operações de logística, movimentação e armazenagem nos pátios e armazéns não alfandegados já estão autorizadas pelas autoridades competentes e já contam com licenciamento ambiental.

Novos Guindastes
No evento do grupo na tarde de hoje, a RBT iniciou a operação de seus dois novos portêineres STS (Ship-to-Shore) e mostrou a plataforma para aumentar as conexões multimodais do Rio de Janeiro com São Paulo e Minas Gerais. A chegada dos dois novos portêineres elevou, de cinco para sete, o número de equipamentos desse tipo na Rio Brasil Terminal. Os novos STS têm capacidade para atender navios de até 24.000 TEUs.

Na infraestrutura marítima, a RBT conta atualmente com 800 metros lineares de cais no Terminal 1, com calado homologado para navios de até 15,3 metros. A nova estrutura reúne áreas de pátio, berço para operações multipropósito e conexão ferroviária, além de instalações industriais voltadas à indústria naval e de óleo e gás. O ‘Rio Connecta+’ é a plataforma logística que integra o Porto do Rio a terminais multimodais, ferrovias, rodovias e diferentes mercados consumidores e produtores do país.

A rede reúne a iTracker Floriano (RJ), a iTracker Suzano (SP), a CLIA Cragea Suzano (SP), a Cragea em São José dos Campos (SP) e o CLIA Pouso Alegre (MG). A estrutura integrada busca ampliar a conectividade do terminal com importantes polos industriais, centros consumidores e regiões produtoras do Brasil, incluindo o Centro-Oeste.

“A gente aposta aqui em duas coisas. Parte da área para o desenvolvimento logístico do Rio de Janeiro para atender uma hinterlândia maior. A gente quer transformar o Rio num hub logístico para atender não só o mercado do Rio, mas o mercado de Minas Gerais e de São Paulo. Para isso, a gente fez investimentos também na montagem de uma plataforma logística usando ferrovia e o outro é o aquecimento do mercado de óleo e gás”, disse Lopes à reportagem.

Fonte: Portos e Navios