Campo de Búzios bate novo recorde e atinge 1,1 milhão de barris por dia

Campo de Búzios bate novo recorde e atinge 1,1 milhão de barris por dia

O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, voltou a superar sua própria marca histórica e alcançou produção diária de 1,1 milhão de barris de petróleo por dia (bpd). O volume ultrapassa o recorde anterior, de 1 milhão de bpd, registrado em outubro de 2025, e consolida o ativo como principal campo produtor do país em águas profundas e ultraprofundas.

O novo patamar foi atingido em 23 de junho, somando a produção das unidades já em operação no campo. Búzios conta hoje com plataformas do tipo FPSO e unidades fixas que vêm entrando em operação em ritmo acelerado desde 2018, com sucessivas rampas de produção acima das capacidades inicialmente previstas em alguns sistemas.

O campo já havia se consolidado como referência na carteira da companhia ao alcançar, em 2025, a marca de 1 milhão de bpd, ultrapassando Tupi como maior produtor individual da Petrobras. Em paralelo, dados da Pré-Sal Petróleo (PPSA) indicam que Búzios também se destacou em termos de produção acumulada: em 2024, o campo já havia atingido 1 bilhão de barris de óleo produzidos desde o início da operação, com projeções de capacidade total próxima de 2 milhões de bpd até 2030 com a entrada de novos sistemas.

O avanço em Búzios tem impacto direto na oferta brasileira de petróleo no mercado internacional. Estudo recente da Bloomberg Línea destacou que o aumento da produção no campo ajudou a colocar o Brasil entre os países que mais elevaram a oferta fora da Opep no último ano, atrás apenas dos Estados Unidos, em um contexto de preços pressionados e busca por maior eficiência operacional nos projetos offshore.

Para a cadeia de suprimentos ligada à exploração e produção no pré-sal, a nova marca reforça a demanda por serviços de engenharia submarina, construção de poços, logística de apoio e escoamento de óleo e gás na Bacia de Santos. A continuidade do plano de instalação de novas unidades em Búzios até o fim da década deverá manter o campo como um dos principais vetores de contratação de embarcações de apoio, sistemas submarinos e soluções de processamento de alta capacidade na costa brasileira.

Fonte: Portos e Navios