Antaq estende prazo de consulta pública sobre concessão do canal de acesso ao Porto de Santos

Antaq estende prazo de consulta pública sobre concessão do canal de acesso ao Porto de Santos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) prorrogou até 1º de julho de 2026 o prazo para envio de contribuições à consulta e audiência públicas do projeto de concessão do canal de acesso aquaviário do Porto de Santos (SP). A extensão do período de participação social foi formalizada em decisão ad referendum da diretoria da agência, publicada em abril.

Com a decisão, usuários, terminais, armadores e demais interessados ganham quase dois meses adicionais em relação ao prazo original, que se encerraria em 2 de maio. Nesse intervalo, as manifestações devem ser encaminhadas exclusivamente por meio de formulário eletrônico disponível no site da ANTAQ, com possibilidade de anexar mapas, plantas e demais documentos técnicos por e-mail específico indicado pela agência.

O projeto em análise trata da concessão do canal de acesso aquaviário do Porto de Santos por 25 anos, com previsão de investimentos da ordem de R$ 23 bilhões ao longo do contrato, segundo nota técnica da própria ANTAQ. O modelo envolve dragagem de manutenção e aprofundamento, balizamento, gestão de tráfego e demais serviços associados à navegação no principal porto do país em movimentação de cargas.

A agência também adiou a audiência pública presencial e virtual que discutiria o projeto, informando que uma nova data será definida e comunicada oportunamente. A prorrogação do prazo para contribuições foi proposta pelo diretor-geral Frederico Dias, com o argumento de ampliar o debate setorial em torno das minutas de edital, contrato e estudos técnicos que embasam a concessão.

Em fevereiro, a ANTAQ já havia aprovado a abertura da consulta e audiência públicas sobre o canal, destacando que as manifestações recebidas poderão resultar em ajustes nos documentos do futuro leilão. Segundo análise da consultoria Lefosse, o processo licitatório deve estabelecer metas de desempenho para segurança da navegação e níveis de serviço, o que tende a impactar diretamente a operação de navios de longo curso e cabotagem que acessam o complexo santista.

Fonte: Portos e Navios