Petrobras mantém em aberto o destino da P-35
A P-35 foi retirada da licitação de desmantelamento para avaliação de reaproveitamento e sua acostagem no Rio de Janeiro é prevista para 19 de outubro, após adequações para passagem sob a Ponte Rio-Niterói. A previsão foi divulgada pelo engenheiro Wagner Victer, Gerente Executivo de Programas Estruturantes da Petrobras, após visita à instalação, acompanhado por representantes da própria Petrobras e da Firjan Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Para permitir a passagem sob a Ponte Rio-Niterói, a unidade passará por intervenções que incluem a retirada de parte do flare e do turret.
A operação representa uma nova etapa da movimentação da unidade após sua retirada do campo de produção. A acostagem no estaleiro, contudo, não significa que o desmantelamento será realizado ali: a Petrobras ainda avalia o reaproveitamento da estrutura e não confirmou até o fechamento desta, a destinação definitiva da P-35.
A P-35 foi retirada da licitação de desmantelamento para avaliação de reaproveitamento e sua acostagem no Rio de Janeiro é prevista para 19 de outubro, após adequações para passagem sob a Ponte Rio-Niterói. A previsão foi divulgada pelo engenheiro Wagner Victer, Gerente Executivo de Programas Estruturantes da Petrobras, após visita à instalação, acompanhado por representantes da própria Petrobras e da Firjan Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Para permitir a passagem sob a Ponte Rio-Niterói, a unidade passará por intervenções que incluem a retirada de parte do flare e do turret.
A operação representa uma nova etapa da movimentação da unidade após sua retirada do campo de produção. A acostagem no estaleiro, contudo, não significa que o desmantelamento será realizado ali: a Petrobras ainda avalia o reaproveitamento da estrutura e não confirmou até o fechamento desta, a destinação definitiva da P-35.
Petrobras excluiu a P-35 da licitação de desmantelamento
A Petrobras havia aberto uma licitação para contratar serviços de preparação, remoção e destinação dos sistemas de casco e superfície (topsides) das plataformas P-35 e P-37. O escopo previa engenharia, desmontagem, guarda de equipamentos, tratamento de efluentes e resíduos sólidos e venda dos topsides como sucata.
Em julho de 2026, entretanto, a companhia decidiu retirar a P-35 do processo e manter a contratação referente à P-37. A unidade estava no Arsenal de Marinha, na Baía de Guanabara, passando por limpeza de bioincrustações do casco, retirada do flare e outras atividades preparatórias, enquanto a empresa conduzia estudos para avaliar seu reaproveitamento.
A decisão altera o encaminhamento inicialmente previsto. Em vez de contratar imediatamente a desmontagem e a destinação dos materiais da P-35, a Petrobras optou por aprofundar a avaliação de alternativas para o ativo. Isso não significa que a plataforma tenha sido aprovada para voltar à produção: a viabilidade depende de estudos de engenharia, integridade estrutural, custos de conversão e compatibilidade com um novo projeto.
Resultado das concorrências mostra o valor envolvido
A concorrência inicial recebeu propostas de quatro empresas: Relimpp Serviços Industriais, Gávea Logística, Porto do Açu e BNG Metalmecânica.
Com a retirada da P-35, a concorrência prosseguiu para a P-37; a Relimpp apresentou a melhor oferta para esse lote, de aproximadamente R$ 201,7 milhões, considerando os serviços de preparação, remoção e destinação, com ajustes referentes ao valor da sucata e ao consumo de diesel.
Os números mostram que o descomissionamento de grandes FPSOs envolve contratos de engenharia e logística de alto valor, mas também receitas potenciais com a recuperação de materiais. A estrutura contratual precisa distinguir o custo dos serviços, o valor comercial dos materiais recuperados e as obrigações de tratamento e destinação de resíduos.
Reaproveitar o casco é diferente de reutilizar os equipamentos
O Plano de Negócios 2026–2030 da Petrobras inclui o reaproveitamento parcial de plataformas entre as alternativas para ativos que chegam ao fim da vida operacional. O casco da P-35 pode ser avaliado para conversão e utilização em outro projeto, desde que as análises de integridade, vida útil remanescente e viabilidade econômica sejam favoráveis.
Já os sistemas de superfície apresentam desafios adicionais. A unidade tem mais de duas décadas de operação, e parte dos módulos e equipamentos pode não atender às especificações atuais de novos empreendimentos. Bombas, válvulas, instrumentos, tubulações e outros componentes precisam ser avaliados individualmente para determinar se podem ser reutilizados, reformados ou encaminhados à reciclagem.
A alternativa de reaproveitamento pode reduzir prazos e investimentos em comparação com a construção de uma nova estrutura, mas não elimina a necessidade de intervenções, inspeções e adequações. Caso a unidade seja considerada inviável para outro projeto, o desmantelamento e a recuperação dos materiais continuam sendo opções.
Fonte: Hub industrial Brasileiro






