Tripulação formada exclusivamente por mulheres é destaque do 'Starnav Elektra'

Tripulação formada exclusivamente por mulheres é destaque do ‘Starnav Elektra’

Um dos marcos do recém entregue PSV híbrido Starnav Elektra é a tripulação formada exclusivamente por mulheres. A embarcação navegou de Santa Catarina ao Rio de Janeiro com uma tripulação 100% feminina. A equipe embarcada, sob a liderança da comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon, é composta por 16 mulheres que estão a bordo de uma das embarcações de apoio marítimo mais modernas e eficientes do offshore brasileiro, batizada e entregue no último dia 17 de setembro.

Isabela disse que sua função, por si só, já seria uma grande responsabilidade, mas estar à frente da embarcação com uma tripulação formada exclusivamente por mulheres, torna essa experiência ainda mais significativa. “Existe um sentimento de orgulho por fazer parte de um marco para o setor offshore, mas também tenho muita consciência da responsabilidade que isso representa. Somos uma tripulação de 16 mulheres, cada uma ocupando sua função por sua formação, experiência e competência profissional”, destacou a comandante.

Ela destacou o compromisso de conduzir a embarcação com segurança, responsabilidade e eficiência, garantindo que toda a tripulação tenha condições de desempenhar o seu trabalho da melhor forma possível. “Não estamos a bordo apenas por sermos mulheres. Somos profissionais do mar e estamos aqui porque temos qualificação para exercer nossas funções. O fato de estarmos escrevendo uma página importante da história do setor é consequência de uma oportunidade que permitiu reunir essas profissionais em uma mesma embarcação”, ressaltou.

Isabela considera esse um dos momentos mais marcantes de sua trajetória profissional. Ela falou que a carreira marítima é construída ao longo de muitos anos, com estudo, embarques, experiência, renúncias e, principalmente, muita responsabilidade. “Chegar ao comando de uma embarcação já representa uma conquista importante. Poder exercer essa função em um projeto que também tem um significado histórico para outras mulheres torna esse momento ainda mais especial”, disse.

A comandante lembrou que, quando começou sua carreira, esse cenário de uma embarcação offshore operando com todas as funções a bordo ocupadas por mulheres — parecia algo muito distante. Segundo Isabela, fazer parte dessa realidade mostra o quanto o setor evoluiu e também o quanto ainda é possível avançar. “Quero olhar para esse momento não apenas como uma conquista pessoal, mas como parte de um caminho que foi construído por muitas mulheres que vieram antes de nós e que pode tornar o caminho um pouco mais natural para aquelas que virão depois”, celebrou.

Ela acredita que outras mulheres, principalmente as que estão iniciando suas carreiras, passam a enxergar essas funções como espaços profissionais que também podem ocupar ao ver uma embarcação offshore sendo operada por uma tripulação totalmente feminina. “Para o setor, a experiência também demonstra que ampliar a participação feminina não precisa ficar apenas no discurso. É possível criar oportunidades efetivas em todas as funções e níveis hierárquicos, inclusive nas posições de liderança”, afirmou.

Isabela espera que esse marco do Starnav Elektra incentive outras empresas a ampliar essas oportunidades e, ao mesmo tempo, estimule mais mulheres a conhecer a carreira marítima e a se preparar profissionalmente para ela. “O mais importante, para mim, é que um dia uma tripulação como a nossa deixe de ser vista como algo excepcional. Quando a presença de mulheres em qualquer função a bordo — da base ao comando — for encarada com naturalidade, teremos avançado de verdade”, comentou a comandante.

A presidente da Petrobras e madrinha do Starnav Elektra, Magda Chambriard, disse que um paradigma foi quebrado no apoio marítimo e que a companhia está empenhada em ampliar a diversidade e inclusão em toda a cadeia offshore. Ela acrescentou que, dos oito membros da diretoria, quatro são mulheres. “Temos cada vez mais moças embarcando nas nossas plataformas. A gente vem dizendo que estava faltando esse esforço nos barcos de apoio. Então esse momento é uma alegria que a gente diz assim: ‘Olhem para essas moças e vejam como é possível ter moças nos barcos de apoio também. E eles são mais de 400 no Brasil”, disse Magda na cerimônia de batismo.

Na ocasião, o presidente da Starnav, Carlos Eduardo Pereira, destacou que a comandante Isabela comanda embarcações da empresa há mais de 11 anos. “Trata-se de um marco para a navegação de apoio marítimo brasileira e uma demonstração clara de que competência, liderança e excelência profissional não possuem gênero”, afirmou Pereira em seu discurso.

Fonte: Portos e Navios