Frota de apoio offshore fecha semestre com 469 embarcações em AJB
A frota de apoio marítimo em águas jurisdicionais brasileiras (AJB) chegou ao final do primeiro semestre com 469 embarcações, 12 unidades a menos do que em fevereiro (481), que foi o maior número entre os seis primeiros meses do ano. A verificada em junho tem duas unidades a menos do que em maio e sete unidades a mais do que em junho de 2025 (462), de acordo com o relatório mais recente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) e do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma). Do total contabilizado em junho, 391 corresponderam a unidades de bandeira brasileira e 78 de bandeira estrangeira.
Em relação a dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 232 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 118 de bandeira brasileira. Cerca de 107 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para o pavilhão nacional nesse período.
Em junho, assim como no mês anterior, as embarcações com bandeira nacional correspondiam a 83% da frota de apoio offshore, enquanto 17% representavam as embarcações de apoio com bandeiras estrangeiras. Em maio, a frota totalizou 471 embarcações, sendo 390 de bandeira brasileira e 81 de bandeiras estrangeiras. Em abril, foram 390 de bandeira brasileira e 85 de bandeiras estrangeiras, totalizando 475 embarcações.
Em março de 2026, a frota tinha 477 embarcações: 391 de bandeira brasileira e 86 de bandeiras estrangeiras. Em fevereiro, a frota totalizava 481 embarcações (390 de bandeira brasileira e 91 de bandeira estrangeira). Em janeiro, a frota totalizou 477 embarcações — 387 de bandeira brasileira e 90 de bandeira estrangeira. Em dezembro de 2025, 383 correspondiam a unidades de bandeira brasileira e 90 de bandeiras de outros países.
De acordo com a publicação, a frota em junho de 2026 era composta por 43% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate ao derramamento de óleo), totalizando 203 barcos, assim como nos três meses anteriores. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 68 unidades no período (15%), enquanto 62 barras eram LHs (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que atingiram 13% do total. Outros 37 barcos de apoio eram RSVs (embarcações equipadas com robôs), 21 eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e barcos de tripulação (transporte de tripulantes), 20 PLSVs (lançamento de linhas)
e 17 CSV (transferência FPSO-NT sem DP)/MPSVs (multipropósito).
A Bram Offshore/Alfanave, do grupo Edison Chouest, permanece como a empresa de navegação com mais embarcações em operação, ou aguardando contratação, com 78 unidades (11 estrangeiras), seguida pela CBO, que opera 45 barcos de apoio com bandeira brasileira e pela OceanPact, com 29 (três estrangeiras). Starnav e a DOF/Norskan aparecem na sequência, respectivamente, com 28 (1 estrangeira) e 27 (6 estrangeiras).
A Tranship consta com 26 embarcações, sendo uma de bandeira estrangeira. A Wilson Sons Ultratug (WSUT), com 22 embarcações de bandeira brasileira, vem logo em seguida. A frota da Oceânica soma 19 unidades (4 com bandeiras estrangeiras). A Camorim aparece com 18 unidades, sendo 17 de bandeira brasileira e uma de bandeira estrangeira.
A frota da Bram/Alfanave, segundo o relatório, conta com 49 PSVs/OSRVs, 12 AHTS, 9 RSVs, 4 WSV(estimulação de poços) e 3 CSV/MPSVs (multi-função), entre outras embarcações. A CBO (13), DOF/Norskan (13) e a Bram (12) foram, respectivamente, as empresas de apoio offshore que, em junho, tinham mais AHTS nas suas frotas. A Tranship permanece como a empresa com mais embarcações LH/SV: 23 unidades, seguidas pela Camorim, que tem 14 unidades com essas especificações.
Nem todas as unidades envolvidas na publicação estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado local, em manutenção ou fora de operação. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferiores a 1.000. Os dados foram obtidos em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas.
Fonte: Portos e Navios






