{"id":9964,"date":"2015-01-08T09:15:24","date_gmt":"2015-01-08T11:15:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=9964"},"modified":"2015-01-08T09:15:24","modified_gmt":"2015-01-08T11:15:24","slug":"cosan-mira-investimento-em-gasoduto-no-pre-sal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cosan-mira-investimento-em-gasoduto-no-pre-sal\/","title":{"rendered":"Cosan mira investimento em gasoduto no pr\u00e9-sal"},"content":{"rendered":"<p>A inten\u00e7\u00e3o da Cosan de aumentar os investimentos no mercado de g\u00e1s natural vai al\u00e9m do interesse em adquirir novas distribuidoras. Enquanto estuda a separa\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio a partir da cria\u00e7\u00e3o de uma nova companhia, a Distribui\u00e7\u00e3o de G\u00e1s Participa\u00e7\u00f5es, que controlar\u00e1 a Comg\u00e1s e ser\u00e1 respons\u00e1vel por investimentos futuros no setor, a Cosan avalia entrar tamb\u00e9m em projetos de infraestrutura de escoamento e j\u00e1 costura internamente um investimento num gasoduto para transportar o g\u00e1s do pr\u00e9-sal at\u00e9 S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O projeto ainda d\u00e1 seus primeiros passos e \u00e9 mantido em sigilo pela empresa. O Valor apurou, contudo, que a Cosan, atrav\u00e9s da Rumo Log\u00edstica, j\u00e1 deu entrada no processo de licenciamento do empreendimento no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama). O gasoduto foi registrado como Sistema de Escoamento e Tratamento de G\u00e1s Natural do Polo Pr\u00e9-Sal da Bacia de Santos, mas vem sendo batizado informalmente no mercado como Rota 4.<\/p>\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio de Energia de S\u00e3o Paulo, Marco Antonio Mroz, a empresa est\u00e1 procurando parceiros interessados em formar cons\u00f3rcio, inclusive grandes consumidores. \u201cExiste a possibilidade de grandes consumidores investirem no gasoduto\u201d, informou o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>A estimativa, segundo Mroz, \u00e9 que o gasoduto exija investimentos da ordem de R$ 6 bilh\u00f5es e tenha capacidade para escoar cerca de 15 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos di\u00e1rios de g\u00e1s. O objetivo \u00e9 atender \u00e0s necessidades de petroleiras que, sem infraestrutura pr\u00f3pria, ainda n\u00e3o possuem planos de monetiza\u00e7\u00e3o para suas futuras produ\u00e7\u00f5es. A iniciativa possibilitaria a entrada de novos fornecedores num mercado dominado pela Petrobras.<\/p>\n<p>De acordo com estudo da EY (ex-Ernst &amp; Young), em parceria com a Gas Energy, o mercado deve se tornar menos concentrado at\u00e9 2020, quando a participa\u00e7\u00e3o da Petrobras na oferta nacional de g\u00e1s deve atingir os 75%. Atualmente, esse percentual \u00e9 superior a 90%, segundo a Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP).<\/p>\n<p>A expectativa da EY\/Gas Energy \u00e9 que os produtores privados que atuam no pr\u00e9-sal, como Shell, Total, Repsol Sinopec e Petrogal, disponibilizem ao mercado cerca de 20 milh\u00f5es de m3 \/dia em 2020 \u2013 volume suficiente para mais que dobrar o atual mercado paulista de g\u00e1s natural. Sem gasodutos pr\u00f3prios, essas empresas comercializam atualmente seus respectivos volumes de g\u00e1s com a Petrobras.<\/p>\n<p>\u201cAcreditamos que haja espa\u00e7o para a entrada de novos players no mercado. H\u00e1 uma demanda latente que ainda n\u00e3o desenvolvemos. O consumo de g\u00e1s na ind\u00fastria est\u00e1 estagnado h\u00e1 sete anos. A ind\u00fastria n\u00e3o tem acesso a novos volumes de g\u00e1s e h\u00e1 uma enorme capacidade do mercado para absorver esse g\u00e1s novo\u201d, analisa o consultor Marco Tavares, da Gas Energy.<\/p>\n<p>Segundo Carlos Assis, s\u00f3cio-l\u00edder do Centro de Energia e Recursos Naturais da EY, j\u00e1 existem investidores estrangeiros interessados no mercado brasileiro de g\u00e1s, mas a entrada desses agentes depende de avan\u00e7os regulat\u00f3rios.<\/p>\n<p>\u201cEssa movimenta\u00e7\u00e3o s\u00f3 vai ocorrer a medida em que a quest\u00e3o regulat\u00f3ria for sendo clareada e haja um direcionamento da pol\u00edtica energ\u00e9tica para o g\u00e1s. O Brasil tem atributos favor\u00e1veis para um cen\u00e1rio de competi\u00e7\u00e3o. Comparado a outros pa\u00edses produtores, temos uma democracia est\u00e1vel, institui\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas, uma economia relativamente est\u00e1vel, potencial de crescimento no mercado interno. Se destravarmos nosso mercado, vamos alavancar o potencial do g\u00e1s natural no pa\u00eds\u201d, opinou Assis.<\/p>\n<p>A entrada de novos investidores na constru\u00e7\u00e3o de gasodutos, contudo, n\u00e3o \u00e9 tarefa das mais simples. A iniciativa da Cosan em torno do Rota 4 n\u00e3o \u00e9 a primeira tentativa de se tentar viabilizar um gasoduto de escoamento dos novos produtores do pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>O projeto chegou a entrar na pauta das petroleiras, mas n\u00e3o avan\u00e7ou diante das dificuldades inerentes. \u201cHouve algumas conversas preliminares entre algumas empresas, mas n\u00e3o avan\u00e7ou. H\u00e1 dificuldades muito grandes para viabilizar o projeto. Al\u00e9m do grande custo para instala\u00e7\u00e3o desse gasoduto, h\u00e1 uma grande dificuldade com o timing do desenvolvimento dos projetos. Muitas vezes n\u00e3o h\u00e1 o casamento da entrada em opera\u00e7\u00e3o deles e, com capacidade ociosa, compromete-se a viabilidade do investimento e amortiza\u00e7\u00e3o do gasoduto\u201d, comenta um executivo de uma petroleira multinacional.<\/p>\n<p>A fonte comenta, ainda, que as dist\u00e2ncias entre os campos do pr\u00e9-sal s\u00e3o muito grandes, \u00e0s vezes superiores a 100 quil\u00f4metros, o que traz custos impeditivos para o projeto.<\/p>\n<p>Mesmo assim, os investimentos privados em infraestrutura no mercado de g\u00e1s come\u00e7am a dar seus primeiros passos no pa\u00eds. A Excelerate Energy, por exemplo, tem um pr\u00e9-acordo com o grupo Bolognesi para constru\u00e7\u00e3o de dois terminais de regaseifica\u00e7\u00e3o (que convertem g\u00e1s natural liquefeito em g\u00e1s natural), nos portos de Suape (PE) e Rio Grande (RS).<\/p>\n<p>Para estimular a entrada dos novos \u201cplayers\u201d na comercializa\u00e7\u00e3o do g\u00e1s, o governo de S\u00e3o Paulo quer criar demanda e, para isso, vai propor que as tr\u00eas distribuidoras de g\u00e1s natural do estado (Comg\u00e1s, Gas Natural Fenosa e Gas Brasiliano) invistam cerca de R$ 6 bilh\u00f5es na expans\u00e3o da rede ao longo dos pr\u00f3ximos cinco anos. A proposta ainda ser\u00e1 avaliada pela Ag\u00eancia Reguladora de Saneamento e Energia de S\u00e3o Paulo (Arsesp), durante os processos de revis\u00e3o tarif\u00e1ria das concession\u00e1rias, previstos para serem conclu\u00eddos em 2015.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A inten\u00e7\u00e3o da Cosan de aumentar os investimentos no mercado de g\u00e1s natural vai al\u00e9m do interesse em adquirir novas distribuidoras. 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