{"id":9888,"date":"2015-01-05T09:43:32","date_gmt":"2015-01-05T11:43:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=9888"},"modified":"2015-01-05T09:43:32","modified_gmt":"2015-01-05T11:43:32","slug":"armadores-de-cabotagem-apostam-em-cargas-pesadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/armadores-de-cabotagem-apostam-em-cargas-pesadas\/","title":{"rendered":"Armadores de cabotagem apostam em cargas pesadas"},"content":{"rendered":"<p>As empresas de navega\u00e7\u00e3o que operam na cabotagem, entre os portos do pa\u00eds, est\u00e3o apostando no desenvolvimento do transporte mar\u00edtimo de equipamentos ligados \u00e0 infraestrutura. Esse segmento de mercado \u00e9 conhecido como &#8220;carga de projeto&#8221; e inclui pe\u00e7as industriais como p\u00e1s e torres e\u00f3licas, turbinas e geradores de hidrel\u00e9tricas e outros produtos e bens, inclusive para a ind\u00fastria de petr\u00f3leo. Empresas de porte como Alian\u00e7a, Log-In e Norsul t\u00eam investido em barcos para transportar cargas pesadas e fora de padr\u00e3o e acreditam no crescimento desse mercado, apesar das oscila\u00e7\u00f5es na demanda. H\u00e1 empresas menores que tamb\u00e9m veem perspectivas positivas neste segmento da cabotagem.<\/p>\n<p>&#8220;Entendemos que h\u00e1 um mercado a ser desenvolvido na carga de projeto e, por isso, afretamos, em agosto, o navio BBC Scandinavia&#8221;, disse Cleber Lucas, diretor de planejamento e desenvolvimento da Log-In. O navio tem capacidade para transportar 6.350 toneladas e conta com dois guindastes aptos a i\u00e7ar, em conjunto, cargas de at\u00e9 500 toneladas. Lucas disse que, ao fim do aluguel do navio, a Log-In deve transformar esse contrato em afretamento a &#8220;casco nu&#8221;, com bandeira brasileira. Esse \u00e9 um contrato em que o afretador tem a posse, o uso e o controle da embarca\u00e7\u00e3o, incluindo o direito de designar comandante e tripula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A principal carga de projeto para as empresas de cabotagem tem sido os equipamentos dos parques e\u00f3licos, com fretes mar\u00edtimos entre o Sul e o Nordeste do Brasil. &#8220;O setor de infraestrutura est\u00e1 demandando [fretes para cargas de projeto] e entendemos que esse ser\u00e1 um neg\u00f3cio de longo prazo&#8221;, disse Julian Thomas, diretor-superintendente da Hamburg S\u00fcd para a costa leste da Am\u00e9rica do Sul. A Hamburg S\u00fcd controla a Alian\u00e7a Navega\u00e7\u00e3o e Log\u00edstica, empresa que alugou este ano um navio multiprop\u00f3sito, o Alian\u00e7a Energia, para carregar equipamentos de grandes dimens\u00f5es e volumes.<\/p>\n<p>A Alian\u00e7a alugou o navio, batizado de Alian\u00e7a Energia, por tr\u00eas anos. A embarca\u00e7\u00e3o tem capacidade para transportar cerca de 19 mil toneladas de carga e \u00e9 equipada com tr\u00eas guindastes que, juntos, podem i\u00e7ar pe\u00e7as de at\u00e9 800 toneladas. Embora entenda que haver\u00e1 demanda assegurada para a carga de projeto, Thomas disse que o mercado precisa responder \u00e0 oferta de servi\u00e7os na cabotagem. &#8220;Caso contr\u00e1rio n\u00e3o vamos manter um servi\u00e7o \u00e0 toa&#8221;, disse Thomas.<\/p>\n<p>Thomas disse acreditar que h\u00e1 espa\u00e7o para todos os agentes presentes nesse segmento da cabotagem se desenvolverem, mas afirmou que \u00e9 preciso que todas as empresas operem com as mesmas regras e em condi\u00e7\u00f5es sim\u00e9tricas de custos. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 uma refer\u00eancia ao que a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac), presidida por Lucas, chama de &#8220;venda de bandeira&#8221;. &#8220;A Abac quer o fim da venda de bandeira, movimento que envolve empresas brasileiras de navega\u00e7\u00e3o [EBNs] de papel que emprestam o nome para dar cobertura \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de empresas estrangeiras na cabotagem&#8221;, disse Lucas.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq) colocou em consulta p\u00fablica proposta de altera\u00e7\u00e3o de norma para disciplinar o afretamento de embarca\u00e7\u00e3o por EBNs nas navega\u00e7\u00f5es de apoio portu\u00e1rio, apoio mar\u00edtimo, cabotagem e longo curso. Segundo fontes do setor, &#8220;empresas de papel&#8221; estariam contestando dispositivo dessa norma da Antaq.<\/p>\n<p>Para \u00c2ngelo Baroncini, diretor-presidente da Norsul, existem boas perspectivas para a carga de projeto na cabotagem, mas o desenvolvimento deste segmento vai depender do que acontecer na economia. Baroncini disse que a Norsul controla navios de bandeira brasileira que operam com cargas de projeto. Mas esses navios n\u00e3o est\u00e3o totalmente dedicados a trabalhar neste mercado pois n\u00e3o h\u00e1 carga a toda hora.<\/p>\n<p>A Norsul, controlada pela fam\u00edlia Lorentzen, tem dois navios multiprop\u00f3sito e uma barca\u00e7a oce\u00e2nica aptos a trabalhar com cargas de projeto. Al\u00e9m desses tr\u00eas navios, a empresa avalia importar temporariamente um navio com capacidade elevada de i\u00e7amento para operar com cargas de projeto na cabotagem.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As empresas de navega\u00e7\u00e3o que operam na cabotagem, entre os portos do pa\u00eds, est\u00e3o apostando no desenvolvimento do transporte mar\u00edtimo de equipamentos ligados \u00e0 infraestrutura&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":3530,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-9888","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9888","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9888"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9888\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9889,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9888\/revisions\/9889"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3530"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9888"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9888"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9888"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}