{"id":9706,"date":"2014-12-18T09:01:40","date_gmt":"2014-12-18T11:01:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=9706"},"modified":"2014-12-18T09:01:40","modified_gmt":"2014-12-18T11:01:40","slug":"liminar-garante-continuidade-de-contratos-para-exploracao-do-porto-de-manaus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/liminar-garante-continuidade-de-contratos-para-exploracao-do-porto-de-manaus\/","title":{"rendered":"Liminar garante continuidade de contratos para explora\u00e7\u00e3o do Porto de Manaus"},"content":{"rendered":"<p>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, concedeu liminar na Reclama\u00e7\u00e3o (RCL) 17466 para suspender decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que manteve a anula\u00e7\u00e3o, por ato unilateral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), de concorr\u00eancia, e contratos dela decorrentes, para revitaliza\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do porto de Manaus. O ministro Lewandowski entendeu que a mat\u00e9ria em discuss\u00e3o \u2013 princ\u00edpios da seguran\u00e7a jur\u00eddica, contradit\u00f3rio e da ampla defesa \u2013 tem status constitucional, atraindo a compet\u00eancia do STF para decidir o caso. A liminar garante a execu\u00e7\u00e3o dos contratos at\u00e9 o julgamento de m\u00e9rito.<\/p>\n<p>De acordo com os autos, o diretor-geral do DNIT anulou a Concorr\u00eancia 01\/2001 e os contratos dela oriundos, celebrados entre a Empresa de Revitaliza\u00e7\u00e3o do Porto de Manaus e a Esta\u00e7\u00e3o Hidrovi\u00e1ria do Amazonas S\/A com a Sociedade de Navega\u00e7\u00e3o, Portos e Hidrovias (SNPH), para arrendamento do Porto de Manaus. As empresas obtiveram liminar no Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF-1) garantindo a execu\u00e7\u00e3o dos contratos.<\/p>\n<p>O TRF-1 entendeu que n\u00e3o se justificava o rompimento de contrato com mais de cinco anos de vig\u00eancia sem a exist\u00eancia de prova concreta de irregularidade e sem a total obedi\u00eancia ao devido processo legal. Inconformada, a Uni\u00e3o ajuizou suspens\u00e3o de seguran\u00e7a no STJ para suspender essa decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao deferir a liminar para suspender a decis\u00e3o do STJ, o presidente do STF argumentou que a mat\u00e9ria em discuss\u00e3o tem natureza constitucional, pois se trata de saber se, com a anula\u00e7\u00e3o administrativa de um contrato em vigor h\u00e1 mais de cinco anos, houve ou n\u00e3o viola\u00e7\u00e3o \u00e0s garantias previstas no artigo 5\u00ba, incisos LIV (ningu\u00e9m ser\u00e1 privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal) e LV (aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral s\u00e3o assegurados o contradit\u00f3rio e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes), da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p>O ministro Lewandowski constatou que a plausibilidade jur\u00eddica do pedido (debate sobre a viola\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do devido processo legal, al\u00e9m do contradit\u00f3rio e da ampla defesa) torna prudente a suspens\u00e3o da decis\u00e3o reclamada a fim de garantir eventual utilidade do provimento de m\u00e9rito. Observou ainda que o perigo da demora reside na abrupta paralisa\u00e7\u00e3o de contrato em vigor h\u00e1 mais de cincos anos, \u201cque representa grave preju\u00edzo econ\u00f4mico \u00e0s reclamantes, que ap\u00f3s lograrem vencer o certame licitat\u00f3rio, realizaram vultosos investimentos para explora\u00e7\u00e3o do Porto de Manaus (AM)\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Justi\u00e7a em foco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, concedeu liminar na Reclama\u00e7\u00e3o (RCL) 17466 para suspender decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ)&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":6060,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-9706","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9706","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9706"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9706\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9707,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9706\/revisions\/9707"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6060"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9706"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9706"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9706"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}