{"id":9704,"date":"2014-12-18T08:59:56","date_gmt":"2014-12-18T10:59:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=9704"},"modified":"2014-12-18T08:59:56","modified_gmt":"2014-12-18T10:59:56","slug":"auditoria-da-cgu-aponta-prejuizo-de-us-6594-milhoes-em-pasadena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/auditoria-da-cgu-aponta-prejuizo-de-us-6594-milhoes-em-pasadena\/","title":{"rendered":"Auditoria da CGU aponta preju\u00edzo de US$ 659,4 milh\u00f5es em Pasadena"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Relat\u00f3rio registra que valor da compra de refinaria foi superior ao &#8216;justo&#8217;. Auditoria foi encaminhada \u00e0 Petrobras; CGU determinou processo contra 22<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Auditoria realizada pela Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU) aponta que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, causou preju\u00edzo de US$ 659,4 milh\u00f5es \u00e0 Petrobras. Segundo o relat\u00f3rio, a aquisi\u00e7\u00e3o da refinaria foi realizada por um valor superior ao que era considerado &#8220;justo&#8221;, caso o estado em que a refinaria americana se encontrava \u00e0 \u00e9poca da compra fosse levado em considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2006, a Petrobras pagou US$ 360 milh\u00f5es por 50% da refinaria (US$ 190 milh\u00f5es pelos pap\u00e9is e US$ 170 milh\u00f5es pelo petr\u00f3leo que estava em Pasadena). O valor \u00e9 muito superior ao pago um ano antes pela belga Astra Oil pela refinaria inteira: US$ 42,5 milh\u00f5es. Em 2008, a Petrobras e a Astra Oil se desentenderam e uma decis\u00e3o judicial obrigou a estatal brasileira a comprar a parte que pertencia \u00e0 empresa belga. Assim, a aquisi\u00e7\u00e3o da refinaria de Pasadena acabou custando US$ 1,2 bilh\u00e3o \u00e0 petroleira nacional, mais de 27 vezes o que a Astra teve de desembolsar.<\/p>\n<p>Em seu relat\u00f3rio, a CGU afirma que a compra foi baseada em uma &#8220;potencial rentabilidade&#8221; que a refinaria poderia trazer \u00e0 estatal brasileira e &#8220;n\u00e3o no valor dos ativos&#8221; do empreendimento americano.<\/p>\n<p>A CGU tamb\u00e9m encontrou na auditoria a exist\u00eancia de cl\u00e1usulas contratuais que seriam favor\u00e1veis \u00e0 Astra, e que n\u00e3o compensariam de &#8220;forma justa&#8221; a Petrobras. A cl\u00e1usula &#8220;put option&#8221;, por exemplo, determinava que, em caso de desacordo entre os s\u00f3cios, a outra parte (no caso, a Petrobras) seria obrigada a adquirir o restante das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da Controladoria-Geral foi encaminhado nesta ter\u00e7a-feira (16) \u00e0 Petrobras para que, segundo o \u00f3rg\u00e3o, a estatal possa adotar provid\u00eancias necess\u00e1rias, &#8220;judicial ou extrajudicialmente&#8221;, a devolu\u00e7\u00e3o do valor aos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, determinou a instaura\u00e7\u00e3o de processos administrativos contra 22 funcion\u00e1rios e ex-funcion\u00e1rios apontados pela auditoria como respons\u00e1veis pelo neg\u00f3cio. Entre eles, est\u00e3o o ex-presidente da Petrobras Jos\u00e9 S\u00e9rgio Gabrielli e os ex-diretores da estatal Nestor Cerver\u00f3, Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Jorge Zelada.<\/p>\n<p>Fonte: G1 \/ Pol\u00edtica<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio registra que valor da compra de refinaria foi superior ao &#8216;justo&#8217;. 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