{"id":9596,"date":"2014-12-12T07:58:24","date_gmt":"2014-12-12T09:58:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=9596"},"modified":"2014-12-12T07:58:24","modified_gmt":"2014-12-12T09:58:24","slug":"gerente-da-petrobras-diz-ter-alertado-graca-foster-sobre-abusos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/gerente-da-petrobras-diz-ter-alertado-graca-foster-sobre-abusos\/","title":{"rendered":"Gerente da Petrobras diz ter alertado Gra\u00e7a Foster sobre abusos"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Gerente apresentar\u00e1 ao MPF emails e documentos que comprovam alertas ignorados pela estatal<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Defendida pela presidente Dilma Rousseff, a atual diretoria da Petrobras recebeu diversos alertas de irregularidades em contratos da estatal muito antes do in\u00edcio da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, em mar\u00e7o deste ano, e n\u00e3o apenas deixou de agir para conter desvios que ultrapassaram bilh\u00f5es de reais como destituiu os cargos daqueles que trabalharam para investigar as ilicitudes e chegou a mandar uma denunciante para fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p>As irregularidades foram comprovadas atrav\u00e9s de centenas de documentos internos da estatal obtidos pelo Valor PRO, servi\u00e7o de informa\u00e7\u00e3o em tempo real do Valor. Elas envolvem o pagamento de R$ 58 milh\u00f5es para servi\u00e7os que n\u00e3o foram realizados na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o, em 2008, passam por uma escalada de pre\u00e7os que elevou de US$ 4 bilh\u00f5es para mais de US$ 18 bilh\u00f5es os custos da Refinaria Abreu e Lima e atingem contrata\u00e7\u00f5es atuais de fornecedores de \u00f3leo combust\u00edvel das unidades da Petrobras no exterior que subiram em at\u00e9 15% os custos.<\/p>\n<p>As constata\u00e7\u00f5es de problemas nessas \u00e1reas foram comunicadas para a presidente da estatal, Gra\u00e7a Foster, e para Jos\u00e9 Carlos Cosenza, que substituiu o delator Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento e \u00e9 respons\u00e1vel pela Comiss\u00e3o Interna de Apura\u00e7\u00e3o de desvios na estatal.<\/p>\n<p>Para Gra\u00e7a foram enviados e-mails e documentos comunicando irregularidades ocorridas tanto antes de ela assumir a presid\u00eancia, em 2012, quanto depois. A presidente foi informada a respeito de contrata\u00e7\u00f5es irregulares na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o da Diretoria de Abastecimento, sob o comando de Paulo Roberto Costa, e de aditivos na Abreu e Lima, envolvendo o &#8220;pool&#8221; de empreiteiras da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato. Em 2014, foram remetidas a Gra\u00e7a den\u00fancias envolvendo os escrit\u00f3rios da estatal no exterior. Nenhuma provid\u00eancia foi tomada com rela\u00e7\u00e3o a esse \u00faltimo caso, ocorrido sob a sua presid\u00eancia.<\/p>\n<p>Cosenza, que em depoimento \u00e0 CPI mista da Petrobras, em 29 de outubro passado, declarou nunca ter ouvido falar em desvios de recursos na estatal em seus 34 anos na empresa, tamb\u00e9m recebeu, nos \u00faltimos cinco anos, diversos e-mails e documentos com alertas a respeito dos mesmos problemas.<\/p>\n<p>As advert\u00eancias de que os cofres da Petrobras estavam sendo assaltados partiram de uma gerente que foi transferida para a \u00c1sia. Venina Velosa da Fonseca est\u00e1 na estatal desde 1990, onde ocupou diversos cargos. Ela come\u00e7ou a apresentar den\u00fancias quando era subordinada a Paulo Roberto como gerente executiva da Diretoria de Abastecimento, entre novembro de 2005 e outubro de 20009. Afastada da estatal, em 19 de novembro, Venina vai depor ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, em Curitiba, onde tramita o processo da Lava-Jato.<\/p>\n<p>As suspeitas da ge\u00f3loga tiveram in\u00edcio em 2008, quando ela verificou que os contratos de pequenos servi\u00e7os &#8211; chamados de ZPQES no jarg\u00e3o da estatal &#8211; atingiram R$ 133 milh\u00f5es entre janeiro e 17 de novembro daquele ano. O valor ultrapassou em muito os R$ 39 milh\u00f5es previstos para 2008 e a gerente procurou Costa para reclamar dos contratos que eram lan\u00e7ados em diferentes centros de custos, o que dificultava o rastreamento. Segundo ela, o ent\u00e3o diretor de Abastecimento apontou o dedo para o retrato do presidente Lula e perguntou se ela queria &#8220;derrubar todo mundo&#8221;. Em seguida, Costa disse que a gerente deveria procurar o diretor de comunica\u00e7\u00e3o, Geovanne de Morais, que cuidava desses contratos.<\/p>\n<p>Venina encaminhou a den\u00fancia ao ent\u00e3o presidente da estatal, Jos\u00e9 S\u00e9rgio Gabrielli. Ele instalou comiss\u00e3o sob a presid\u00eancia de Rosemberg Pinto para apurar o caso. Assim como Geovanne, Gabrielli e Rosemberg s\u00e3o do PT da Bahia. Esse \u00faltimo foi eleito deputado estadual pelo partido. O relat\u00f3rio da comiss\u00e3o apurou que foram pagos R$ 58 milh\u00f5es em contratos de comunica\u00e7\u00e3o para servi\u00e7os n\u00e3o realizados. Al\u00e9m disso, foram identificadas notas fiscais com o mesmo n\u00famero para diversos servi\u00e7os, totalizando R$ 44 milh\u00f5es. Dois fornecedores de servi\u00e7os tinham o mesmo endere\u00e7o. S\u00e3o as empresas R. A. Brand\u00e3o Produ\u00e7\u00f5es Art\u00edsticas e Guanumbi Promo\u00e7\u00f5es e Eventos. Ambas na rua Guanumbi, 628, em Jacarepagu\u00e1, no Rio. O caso foi remetido para a Auditoria. Geovanne foi demitido, mas entrou em licen\u00e7a m\u00e9dica, o que evitou que fosse desligado imediatamente da Petrobras, onde permaneceu por mais cinco anos.<\/p>\n<p>Em 3 de abril de 2009, Venina enviou um e-mail para Gra\u00e7a Foster pedindo ajuda para concluir um texto sobre problemas identificados na estatal. Na \u00e9poca, Gra\u00e7a era Diretora de G\u00e1s e Energia.<\/p>\n<p>Paralelamente aos problemas na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o com contratos milion\u00e1rios sem execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, Venina verificou uma escalada nos pre\u00e7os para as obras em Abreu e Lima que elevou os custos para US$ 18 bilh\u00f5es e fomentou dezenas de aditivos para empreiteiras. Os contratos para as obras na refinaria continham cl\u00e1usulas pelas quais a Petrobras assumia os riscos por eventuais problemas nas obras e arcava com custos extras. Para execut\u00e1-las, eram feitos aditivos e as empreiteiras suspeitas de cartel no setor venceram boa parte das concorr\u00eancias.<\/p>\n<p>Apenas na fase 2 das obras da refinaria havia a previs\u00e3o de contrata\u00e7\u00f5es de US$ 4 bilh\u00f5es junto a empreiteiras. Num of\u00edcio de 4 de maio de 2009, Venina criticou a forma de contrata\u00e7\u00e3o que, em pelo menos quatro vezes naquela etapa, dispensou as licita\u00e7\u00f5es e, em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, beneficiou as empresas da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi), entidade que tem firmas acusadas na Lava-Jato como associadas, como a UTC Engenharia e a Toyo Setal. &#8220;Entendemos que n\u00e3o devemos mitigar o problema, mas resolv\u00ea-lo pela ado\u00e7\u00e3o de medidas corretas, ou seja, com o in\u00edcio das licita\u00e7\u00f5es em Abreu e Lima&#8221;, disse a gerente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Documento interno da Petrobras de 2009 mostra que Venina fez 107 Solicita\u00e7\u00f5es de Modifica\u00e7\u00e3o de Projetos (SMPs), o que resultaria numa economia de R$ 947,7 milh\u00f5es nas obras da refinaria. Mas as sugest\u00f5es da gerente n\u00e3o foram aceitas.<\/p>\n<p>Outra sugest\u00e3o n\u00e3o atendida foi a de acrescentar uma cl\u00e1usula chamada &#8220;single point responsibility&#8221; nos contratos pela qual a construtora se tornaria respons\u00e1vel por eventuais problemas nas obras da refinaria, devendo arcar com os gastos. Mas a \u00e1rea de Servi\u00e7os, comandada, na \u00e9poca, por Renato Duque, manteve os contratos no formato antigo, sem essa cl\u00e1usula, transferindo os \u00f4nus para a estatal. Duque foi preso pela Pol\u00edcia Federal na Lava-Jato e Pedro Barusco, seu ex-subordinado na estatal, que tamb\u00e9m \u00e9 citado em v\u00e1rios documentos, fez um acordo de dela\u00e7\u00e3o premiada para devolver US$ 97 milh\u00f5es obtidos no esquema.<\/p>\n<p>As obras de terraplanagem da refinaria levaram a gastos exponenciais. Elas foram contratadas, em junho de 2007, por R$ 429 milh\u00f5es junto a um cons\u00f3rcio formado por Camargo Corr\u00eaa, Galv\u00e3o Engenharia, Construtora Queiroz Galv\u00e3o e Construtora Norberto Odebrecht. Em seguida, v\u00e1rios aditivos foram autorizados pela Diretoria de Engenharia da Petrobras e assinados por Cosenza, presidente do Conselho da Refinaria. Um e-mail obtido pelo Valor PRO mostra que ele foi alertado sobre o aumento nos custos das obras de terraplanagem em Abreu e Lima.<\/p>\n<p>O desgaste de fazer as den\u00fancias e n\u00e3o obter respostas fez com que Venina deixasse o cargo de gerente de Paulo Roberto, em outubro de 2009. No m\u00eas seguinte, a fase 3 de Abreu e Lima foi autorizada. Em fevereiro de 2010, a ge\u00f3loga foi enviada para trabalhar na unidade da Petrobras em Cingapura. Chegando l\u00e1, lhe pediram que n\u00e3o trabalhasse e foi orientada a fazer um curso de especializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 7 de outubro de 2011, Venina escreveu para Gra\u00e7a Foster, na \u00e9poca, diretora de G\u00e1s e Energia: &#8220;Do imenso orgulho que eu tinha pela minha empresa passei a sentir vergonha&#8221;. &#8220;Diretores passam a se intitular e a agir como deuses e a tratar pessoas como animais. O que aconteceu dentro da Abast (Diretoria de Abastecimento) na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o e obras foi um verdadeiro absurdo. T\u00e9cnicos brigavam por formas novas de contrata\u00e7\u00e3o, processos novos de monitoramento das obras, melhorias nos contratos e o que acontecia era o esquartejamento do projeto e licita\u00e7\u00f5es sem aparente efici\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>Na mensagem, Venina diz que, ap\u00f3s n\u00e3o ver mais alternativas para mudar a situa\u00e7\u00e3o, iria buscar outros meios e sugere apresentar a documenta\u00e7\u00e3o que possui a Gra\u00e7a. &#8220;Parte dela eu sei que voc\u00ea j\u00e1 conhece. Gostaria de te ouvir antes de dar o pr\u00f3ximo passo&#8221;, completa, dirigindo-se \u00e0 ent\u00e3o diretora de Energia e G\u00e1s.<\/p>\n<p>Em 2012, a ge\u00f3loga voltou ao Rio, onde ficou por cinco meses sem nenhuma atribui\u00e7\u00e3o. A alternativa foi retornar a Cingapura, agora, como chefe do escrit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Em 25 de mar\u00e7o de 2014, Venina encaminhou um e-mail a Cosenza sobre perdas financeiras em opera\u00e7\u00f5es internacionais da estatal que ela identificou a partir do trabalho em Cingapura. A Petrobras comercializa combust\u00edvel para navios, denominados bunkers. As unidades da estatal no exterior recebem \u00f3leo combust\u00edvel feito no Brasil e fazem a mistura com outros componentes para atender \u00e0 exig\u00eancias de qualidade para vend\u00ea-los a outros pa\u00edses. As perdas ocorrem quando previs\u00f5es no ponto de carga n\u00e3o refletem o que foi descarregado. Al\u00e9m desse problema de medi\u00e7\u00e3o das quantidades de combust\u00edvel, Venina verificou outro fato ainda mais grave. Negociadores de bunkers estavam utilizando padr\u00f5es anormais para a venda \u00e0 estatal. Eles compravam bunkers a um pre\u00e7o e revendiam a valores muito maiores para a Petrobras. A ge\u00f3loga contratou um escrit\u00f3rio em Cingapura que obteve c\u00f3pias das mensagens das tratativas entre os bunkers com &#8220;fortes evid\u00eancias&#8221; de desvios. Mesmo ap\u00f3s a den\u00fancia dessas pr\u00e1ticas, esses negociadores n\u00e3o foram descredenciados. Pelo contr\u00e1rio, eles mantiveram privil\u00e9gios junto \u00e0 estatal, como garantia de vendas para a Petrobras mesmo quando estavam ausentes ou em f\u00e9rias.<\/p>\n<p>Esses problemas da Petrobras no exterior foram comunicados em outro e-mail a Cosenza, em 10 de abril de 2014. Nele, est\u00e1 escrito que as perdas podem chegar a 15% do valor da carga de petr\u00f3leo e \u00f3leo combust\u00edvel. Esse percentual equivale a milh\u00f5es de d\u00f3lares, considerando que apenas o escrit\u00f3rio de Cingapura pagou dividendos de US$ 200 milh\u00f5es, em 2013. O lucro l\u00edquido da unidade atingiu US$ 122 milh\u00f5es at\u00e9 outubro deste ano. Novamente, n\u00e3o houve resposta por parte do diretor sobre o que fazer com rela\u00e7\u00e3o a perdas de milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Na tentativa de obter uma orienta\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o da estatal, Venina fez, em 27 de maio, uma apresenta\u00e7\u00e3o na sede da Petrobras, no Rio, sobre as perdas envolvendo a comercializa\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel no exterior. Nela, foi alertado que a pr\u00e1tica se disseminou pelas unidades da estatal, atingindo v\u00e1rios pa\u00edses. Em junho, Venina prop\u00f4s a cria\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea de controle de perdas nos escrit\u00f3rios da empresa no exterior. Nada foi feito.<\/p>\n<p>Uma \u00faltima mensagem sobre o assunto foi enviada em 17 de novembro. Dois dias depois, a dire\u00e7\u00e3o da Petrobras afastou Venina do cargo. Ap\u00f3s fazer centenas de alertas e recomenda\u00e7\u00f5es sobre desvios na empresa, ela foi destitu\u00edda pela atual diretoria, sem saber qual a raz\u00e3o, ao lado de v\u00e1rios funcion\u00e1rios suspeitos na Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato. A not\u00edcia lhe chegou pela imprensa, em 19 de novembro.<\/p>\n<p>Um dia depois, a ge\u00f3loga escreveu um e-mail para Gra\u00e7a Foster. &#8220;Desde 2008, minha vida se tornou um inferno, me deparei com um esquema inicial de desvio de dinheiro, no \u00e2mbito da Comunica\u00e7\u00e3o do Abastecimento. Ao lutar contra isso, fui amea\u00e7ada e assediada. At\u00e9 arma na minha cabe\u00e7a e amea\u00e7a \u00e0s minhas filhas eu tive.&#8221; A ge\u00f3loga n\u00e3o detalhou no e-mail para Gra\u00e7a o que aconteceu, mas teve a arma apontada para si, no bairro do Catete. N\u00e3o lhe levaram um tost\u00e3o, mas houve a recomenda\u00e7\u00e3o de que ficasse quieta.<\/p>\n<p>&#8220;Tenho comigo toda a documenta\u00e7\u00e3o do caso, que nunca ofereci \u00e0 imprensa em respeito \u00e0 Petrobras, apesar de todas as tentativas de contato de jornalistas. Levei o assunto \u00e0s autoridades competentes da empresa, inclusive o Jur\u00eddico e a Auditoria, o que foi em v\u00e3o&#8221;, continuou.<\/p>\n<p>Em seguida, ela reitera que se op\u00f4s ao esquema de aditivos na Abreu e Lima. &#8220;Novamente, fui exposta a todo tipo de ass\u00e9dio. Ao deixar a fun\u00e7\u00e3o, eu fui expatriada, e o diretor, hoje preso, levantou um brinde, apesar de dizer ser pena n\u00e3o poder me exilar por toda a vida&#8221;, disse, referindo-se a Costa.<\/p>\n<p>&#8220;Agora, em Cingapura, me deparei com outros problemas, tais como processos envolvendo a \u00e1rea de bunker e perdas, e mais uma vez agi em favor da empresa (&#8230;). N\u00e3o chegaram ao meu conhecimento a\u00e7\u00f5es tomadas no segundo exemplo citado, dando a entender que houve omiss\u00e3o daqueles que foram informados e poderiam agir.&#8221; A ge\u00f3loga termina a mensagem fornecendo seu telefone a Gra\u00e7a.<\/p>\n<p>O Valor PRO perguntou \u00e0 Petrobras quais provid\u00eancias foram tomadas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s den\u00fancias, mas a estatal n\u00e3o respondeu at\u00e9 o fechamento dessa edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gerente apresentar\u00e1 ao MPF emails e documentos que comprovam alertas ignorados pela estatal Defendida pela presidente Dilma Rousseff, a atual diretoria da Petrobras recebeu diversos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":3847,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-9596","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9596","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9596"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9596\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9597,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9596\/revisions\/9597"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3847"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9596"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9596"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9596"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}