{"id":9589,"date":"2014-12-12T07:48:40","date_gmt":"2014-12-12T09:48:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=9589"},"modified":"2014-12-12T23:44:21","modified_gmt":"2014-12-13T01:44:21","slug":"hidrovia-tiete-parana-volta-a-operar-so-em-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/hidrovia-tiete-parana-volta-a-operar-so-em-2015\/","title":{"rendered":"Hidrovia Tiet\u00ea-Paran\u00e1 volta a operar s\u00f3 em 2015"},"content":{"rendered":"<p><strong><strong><\/strong><\/strong><\/p>\n<p>Paralisada desde o final de maio, por decis\u00e3o da ONS (Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico), a hidrovia Tiet\u00ea-Paran\u00e1 s\u00f3 deve voltar a operar regularmente no primeiro semestre de 2015. Desde a sua interdi\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 estiagem no Estado de S\u00e3o Paulo, deixaram de ser transportadas mais de 6 milh\u00f5es de toneladas de produtos, com especial destaque para a safra de gr\u00e3os e farelos vindos de Mato Grosso e Goi\u00e1s. Em 2014, passaram pela Tiet\u00ea-Paran\u00e1 apenas 500 mil toneladas de soja e milho, frustrando as expectativas dos produtores que esperavam escoar 2,5 milh\u00f5es de toneladas pelo mais importante corredor hidrovi\u00e1rio do pa\u00eds. Em 2013, foram transportadas 6,2 milh\u00f5es de toneladas de cargas como milho, soja, \u00f3leo, madeira, carv\u00e3o, adubo e areia.<\/p>\n<p>O motivo da interdi\u00e7\u00e3o partiu de uma decis\u00e3o da ONS em privilegiar a gera\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica nas usinas de Ilha Solteira, no rio Paran\u00e1, e a de Tr\u00eas Irm\u00e3os, no rio Tiet\u00ea. Em raz\u00e3o da conten\u00e7\u00e3o da vaz\u00e3o, com o objetivo de manter os reservat\u00f3rios em alta, houve a redu\u00e7\u00e3o do calado do rio Tiet\u00ea para n\u00edveis abaixo do permitido para a navega\u00e7\u00e3o dos comboios. As normas de navega\u00e7\u00e3o exigem um calado m\u00ednimo de 2,20 metros para navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O ponto cr\u00edtico est\u00e1 em um trecho de 10 km entre a usina Tr\u00eas Irm\u00e3os e a usina de Nova Avanhandava, nos munic\u00edpios de Andradina e Buritama, no qual o calado encontra-se com 1 metro. Com isso, a frota de 21 comboios que costumavam operar na hidrovia est\u00e1 parada, o que ocasionou cerca de 1.000 demiss\u00f5es entre empregos diretos e indiretos e um preju\u00edzo estimado em R$ 700 milh\u00f5es entre os armadores, segundo o Sindasp (Sindicato dos Armadores de Navega\u00e7\u00e3o Fluvial do Estado de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>&#8220;A decis\u00e3o de preservar os reservat\u00f3rios das usinas foi equivocada e causou uma crise n\u00e3o apenas entre os armadores, como no setor do agroneg\u00f3cio, que foi obrigado a recorrer ao frete rodovi\u00e1rio, que \u00e9 30% mais caro que o hidrovi\u00e1rio&#8221;, afirma Luiz Fernando Horta de Siqueira, presidente do Sindasp. Para ele, os armadores est\u00e3o aptos a retornar \u00e0s atividades desde que haja um prazo m\u00ednimo de tr\u00eas meses para a recontrata\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra dispensada. &#8220;Mas o dano maior foi a perda de credibilidade do modal. Um trabalho de 20 anos foi jogado fora&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p>Com 2.400 km de extens\u00e3o, a hidrovia Tiet\u00ea-Paran\u00e1 tem como trecho mais relevante o percurso entre S\u00e3o Sim\u00e3o (GO) e Pederneiras (SP), respons\u00e1vel pelo transporte de 2,5 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os e farelos do Centro Oeste. Em Pederneiras, os produtos seguem por modal ferrovi\u00e1rio at\u00e9 o porto de Santos. Mas, com a paralisa\u00e7\u00e3o, cerca de 2 milh\u00f5es de toneladas foram transportadas por caminh\u00f5es, em um percurso m\u00e9dio de 2.250 km. Segundo Edeon Vaz Ferreira, diretor executivo do Movimento Pro Log\u00edstica, a perspectiva de colheita da soja em Mato Grosso est\u00e1 prevista para meados de janeiro em raz\u00e3o da demora das chuvas. &#8220;Caso a hidrovia n\u00e3o seja reaberta at\u00e9 fevereiro, haver\u00e1 engarrafamento de caminh\u00f5es nas rodovias&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Segundo Renato Pavan, presidente do comit\u00ea de infraestrutura e competitividade da Abag (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio), o preju\u00edzo estimado do setor \u00e9 de R$ 30 milh\u00f5es. Para o pr\u00f3ximo ano, a perspectiva \u00e9 que a produ\u00e7\u00e3o de soja e milho do Centro-Oeste progressivamente migre do modal hidrovi\u00e1rio para a ferrovia, j\u00e1 que h\u00e1 a previs\u00e3o da chegada da Norte-Sul em S\u00e3o Sim\u00e3o e sua interliga\u00e7\u00e3o com o porto de Santos.<\/p>\n<p>O Departamento Hidrovi\u00e1rio do Estado de S\u00e3o Paulo, respons\u00e1vel pelos 800 km do trecho paulista, trabalha com dois cen\u00e1rios para a abertura. O mais otimista prev\u00ea o retorno para o dia 15 de janeiro, mas a decis\u00e3o precisa ser aprovada pela ONS, pela ANA (Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas) e pelo Ibama.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico\/Guilherme Meirelles | Para o Valor, de S\u00e3o Paulo<br \/>Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paralisada desde o final de maio, por decis\u00e3o da ONS (Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico), a hidrovia Tiet\u00ea-Paran\u00e1 s\u00f3 deve voltar a operar regularmente no&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":9590,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-9589","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9589","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9589"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9589\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9591,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9589\/revisions\/9591"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9590"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9589"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9589"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9589"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}