{"id":9343,"date":"2014-12-01T09:19:44","date_gmt":"2014-12-01T11:19:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=9343"},"modified":"2014-12-01T09:50:57","modified_gmt":"2014-12-01T11:50:57","slug":"turma-afasta-exigencia-de-curso-da-marinha-para-formacao-de-portuarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/turma-afasta-exigencia-de-curso-da-marinha-para-formacao-de-portuarios\/","title":{"rendered":"Turma afasta exig\u00eancia de curso da Marinha para forma\u00e7\u00e3o de portu\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<div id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_22765\" class=\"\"><span id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_22766\" class=\"\">A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho julgou improcedente a pretens\u00e3o do Sindicato dos Arrumadores do Estado do Par\u00e1 de que a Convicon Cont\u00eaineres da Vila de Conde S\/A deixasse de contratar trabalhadores sem certifica\u00e7\u00e3o pela Marinha do Brasil. O relator do recurso da operadora portu\u00e1ria, ministro Walmir Oliveira da Costa, ressaltou que essa exig\u00eancia foi revogada pela <a class=\"\" href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8630.htm\" target=\"_blank\"><span class=\"\">Lei 8.630\/93<\/span><\/a> (Lei dos Portos), que atribuiu a forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra aos \u00d3rg\u00e3os Gestores de M\u00e3o de Obra (OGMOs).<\/span><\/div>\n<div class=\"\"><span class=\"\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25204\" class=\"\"><span id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25203\" class=\"\">Na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, o sindicato alegava que a empresa, a partir de novembro de 2010, vinha contratando diretamente arrumadores para as atividades de capatazia, e n\u00e3o trabalhadores ligados ao OGMO. Segundo a entidade, esses empregados n\u00e3o teriam a habilita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica necess\u00e1ria para tal, uma vez que, segundo o artigo 16 da <a class=\"\" href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/1980-1988\/L7573.htm\" target=\"_blank\"><span class=\"\">Lei 7.573\/1986<\/span><\/a>, somente estabelecimentos e organiza\u00e7\u00f5es da Marinha que ministram cursos de Ensino Profissional Mar\u00edtimo (EPM) t\u00eam atribui\u00e7\u00e3o legal para certificar a m\u00e3o de obra portu\u00e1ria. Por isso, pedia que a Justi\u00e7a condenasse a empresa a n\u00e3o utilizar tais trabalhadores, fixando multa di\u00e1ria pelo descumprimento em favor do sindicato.<\/span><\/div>\n<div class=\"\"><span class=\"\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"\"><span class=\"\">A operadora, em sua defesa, sustentou que \u00e9 o OGMO que det\u00e9m &#8220;expressa compet\u00eancia normativa&#8221; para gerenciar e treinar os portu\u00e1rios. No caso dos trabalhadores com v\u00ednculo de emprego, cabe ao empregador financiar o treinamento ou reembolsar o OGMO pelos custos despendidos. Afirmou ainda que seus contratados recebem treinamento intenso ministrado por empresa indicada pelo pr\u00f3prio OGMO, e est\u00e3o capacitados para a fun\u00e7\u00e3o de capatazia.<\/span><\/div>\n<div class=\"\"><span class=\"\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25206\" class=\"\"><span id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25205\" class=\"\">O pedido foi julgado improcedente pela 5\u00aa Vara do Trabalho de Bel\u00e9m, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 8\u00aa Regi\u00e3o (PA) proveu recurso do sindicato e determinou que a Convicon n\u00e3o contratasse trabalhadores sem capacita\u00e7\u00e3o profissional regular, &#8220;assim entendida as emitidas ou certificadas pela Marinha do Brasil, Capitania dos Portos e\/ou CIABA [Centro de Instru\u00e7\u00e3o Almirante Braz de Aguiar]&#8221;, fixando multa de R$ 1 mil por trabalhador irregular.<\/span><\/div>\n<div id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25207\" class=\"\"><span class=\"\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"\"><span class=\"\">Ao recorrer ao TST, a Convicon sustentou que a Marinha est\u00e1 expressamente proibida de treinar empregados em empresas privadas, e que o ensino profissional mar\u00edtimo de que trata a Lei 7.573\/86 diz respeito apenas \u00e0 Marinha Mercante. A mesma lei, argumentou, equipara os diplomas expedidos pelas organiza\u00e7\u00f5es da Marinha aos emitidos por cursos civis, como o feito por seus empregados.<\/span><\/div>\n<div class=\"\"><span class=\"\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"\"><b class=\"\"><span class=\"\">Mudan\u00e7as<\/span><\/b><\/div>\n<div class=\"\"><span class=\"\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"\"><span class=\"\">Ao analisar o recurso, o ministro Walmir Oliveira da Costa pontuou as diferen\u00e7as entre trabalhadores mar\u00edtimos (que executam atividades de navega\u00e7\u00e3o e de manuten\u00e7\u00e3o das embarca\u00e7\u00f5es) e portu\u00e1rios (movimenta\u00e7\u00e3o de cargas na \u00e1rea do porto). &#8220;Por motivos hist\u00f3ricos, portu\u00e1rios e mar\u00edtimos sempre foram atividades pr\u00f3ximas&#8221;, assinala. &#8220;No Brasil, at\u00e9 1989, eram consideradas atividades conexas, e a matr\u00edcula dos mar\u00edtimos e dos portu\u00e1rios eram mantidas pelas Capitanias dos Portos&#8221;.<\/span><\/div>\n<div id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25208\" class=\"\"><span class=\"\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25212\" class=\"\"><span id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25213\" class=\"\">O ministro destacou que a Lei dos Portos, em 1993, imp\u00f4s &#8220;mudan\u00e7as profundas&#8221; na administra\u00e7\u00e3o tanto dos portos como da m\u00e3o de obra, &#8220;antes caracterizadas, respectivamente, pelo forte intervencionismo estatal e pelo monop\u00f3lio sindical&#8221;. O controle da m\u00e3o de obra, antes da al\u00e7ada dos sindicatos, passou aos OGMOs, e a habilita\u00e7\u00e3o dos portu\u00e1rios passou a ter regula\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/span><\/div>\n<div id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25211\" class=\"\"><span class=\"\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25210\" class=\"\"><span id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25209\" class=\"\">&#8220;Toda a legisla\u00e7\u00e3o que enfeixava trabalhadores mar\u00edtimos e portu\u00e1rios como categorias afins ou conexas foi definitivamente revogada pela Lei 8.630\/93&#8221;, assinala o ministro Walmir Oliveira da Costa. &#8220;Portanto, o OGMO poder\u00e1 utilizar livremente qualquer institui\u00e7\u00e3o, p\u00fablica ou privada, para promover o treinamento dos trabalhadores interessados em inscrever-se no cadastro dos portu\u00e1rios, visto que lhe compete habilitar esse profissional&#8221;. Assim, n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1rio o reconhecimento pela Marinha, a quem a Lei dos Portos n\u00e3o confere &#8220;atribui\u00e7\u00e3o legal para certificar a m\u00e3o de obra portu\u00e1ria&#8221;. A compet\u00eancia do OGMO nessa mat\u00e9ria foi refor\u00e7ada pela <a class=\"\" href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2013\/Lei\/L12815.htm\" target=\"_blank\"><span class=\"\">Lei 12.815\/2013<\/span><\/a> e pelo <a class=\"\" href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2013\/Decreto\/D8033.htm\" target=\"_blank\"><span class=\"\">Decreto 8.033\/2013<\/span><\/a>, que a regulamentou, instituindo o F\u00f3rum Nacional Permanente para Qualifica\u00e7\u00e3o do Trabalhador Portu\u00e1rio.<\/span><\/div>\n<div id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25214\" class=\"\"><span class=\"\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25216\" class=\"\"><span id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25215\" class=\"\">Seguindo o voto do relator, a Turma deu provimento ao recurso da Convicon e restabeleceu a senten\u00e7a que julgou improcedentes os pedidos do sindicato. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime, com ressalva de fundamenta\u00e7\u00e3o do ministro Lelio Bentes Corr\u00eaa.<\/span><\/div>\n<div id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25218\" class=\"\"><span id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25217\" class=\"\">Leia <b class=\"\"><a class=\"\" href=\"http:\/\/aplicacao5.tst.jus.br\/consultaDocumento\/acordao.do?anoProcInt=2011&#038;numProcInt=190206&#038;dtaPublicacaoStr=21\/11\/2014%2007:00:00&#038;nia=6226488\" target=\"_blank\"><span class=\"\">aqui<\/span><\/a><\/b> a \u00edntegra do ac\u00f3rd\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25219\" class=\"\"><span class=\"\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25221\" class=\"\"><span id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25220\" class=\"\">(Carmem Feij\u00f3)<\/span><\/div>\n<div id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25222\" class=\"\"><span id=\"ecxyui_3_16_0_1_1417083726055_25223\" class=\"\">Processo: <a class=\"\" href=\"http:\/\/aplicacao5.tst.jus.br\/consultaProcessual\/resumoForm.do?consulta=1&#038;numeroInt=190206&#038;anoInt=2011\" target=\"_blank\"><span class=\"\">RR-306-24.2011.5.08.0005<\/p>\n<p><\/span><\/a><\/span>Fonte: TST<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho julgou improcedente a pretens\u00e3o do Sindicato dos Arrumadores do Estado do Par\u00e1 de que a Convicon Cont\u00eaineres&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":286,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[1475,1476,1473,1472,513,1474,1469,374,1471,554,393,1470],"class_list":["post-9343","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-arrumadores","tag-estado","tag-improcedente","tag-julgado","tag-para","tag-pretensao","tag-primeira","tag-sindicato","tag-superior","tag-trabalho","tag-tribunal","tag-turma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9343","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9343"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9343\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9344,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9343\/revisions\/9344"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/286"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9343"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9343"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9343"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}