{"id":9055,"date":"2014-11-14T08:35:35","date_gmt":"2014-11-14T10:35:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=9055"},"modified":"2014-11-13T10:42:16","modified_gmt":"2014-11-13T12:42:16","slug":"holanda-pune-em-us-240-milhoes-fornecedora-da-petrobras-por-propina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/holanda-pune-em-us-240-milhoes-fornecedora-da-petrobras-por-propina\/","title":{"rendered":"Holanda pune em US$ 240 milh\u00f5es fornecedora da Petrobras por propina"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico da Holanda anunciou ontem, quarta-feira (12), que a empresa SBM Offshore aceitou um acordo para pagar US$ 240 milh\u00f5es como puni\u00e7\u00e3o por &#8220;casos de propina&#8221; em Angola, Guin\u00e9 Equatorial e Brasil.<\/p>\n<p>A empresa atua na \u00e1rea de constru\u00e7\u00e3o de plataforma de petr\u00f3leo e tem contratos de aluguel com a Petrobras.<\/p>\n<p>Segundo a procuradoria holandesa, a empresa fez &#8220;pagamentos impr\u00f3prios&#8221; que somam US$ 200 milh\u00f5es, sendo US$ 180 milh\u00f5es para obter contratos entre 2007 e 2011 nesses tr\u00eas pa\u00edses investigados.<\/p>\n<p>&#8220;Esses pagamentos constituem indicadores de infra\u00e7\u00f5es de propina nos setores p\u00fablicos e privados&#8221;, diz a procuradoria, que havia aberto uma investiga\u00e7\u00e3o sobre o caso.<\/p>\n<p>Segundo a procuradoria, com o acordo feito com a SBM, &#8220;a Holanda mostra que toma medidas contra corrup\u00e7\u00e3o estrangeira&#8221;. Em troca da devolu\u00e7\u00e3o de US$ 240 milh\u00f5es, a empresa deve evitar uma a\u00e7\u00e3o na justi\u00e7a local.<\/p>\n<p>No Brasil, os valores envolvidos chegam a US$ 139 milh\u00f5es. Em abril, a SBM Offshore informou que pagou esse valor a um representante no Brasil, mas afirmou que, apesar dos ind\u00edcios, n\u00e3o encontrou provas de que funcion\u00e1rios p\u00fablicos receberam dinheiro.<\/p>\n<p>Em seu comunicado, o Minist\u00e9rio P\u00fablico da Holanda diz que as trocas de informa\u00e7\u00f5es com as autoridades estrangeiras &#8220;estabeleceram que pagamentos foram feitos de empresas de um agente brasileiro para servidores do governo brasileiro&#8221;. As autoridades holandesas n\u00e3o d\u00e3o mais informa\u00e7\u00f5es sobre isso. Esses dados, informou a procuradoria, estavam &#8220;inacess\u00edveis&#8221; \u00e0 SBM.<\/p>\n<p>A empresa SBM e o Minist\u00e9rio P\u00fablico holand\u00eas n\u00e3o mencionam o nome desse representante que recebeu os recursos no Brasil.<\/p>\n<p>Seria o empres\u00e1rio J\u00falio Faerman, citado numa den\u00fancia de um ex-funcion\u00e1rio divulgada na internet por meio do site Wikipedia que menciona os mesmos US$ 139 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Faerman representou os interesses da SBM no Brasil at\u00e9 2012, e afirmou que as acusa\u00e7\u00f5es de pagamento a funcion\u00e1rios da Petrobras eram &#8220;caluniosas e difamat\u00f3ria&#8221;. De acordo com a den\u00fancia na internet, ele ficava com 1% do valor dos contratos e repassava 2% a funcion\u00e1rios da Petrobras.<\/p>\n<p>Em nota nesta quarta, a SBM diz que espera &#8220;retomar o di\u00e1logo&#8221; com a Petrobras ap\u00f3s a conclus\u00e3o dessas investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No fim de mar\u00e7o, a Petrobras havia divulgado o resultado de sua pr\u00f3pria auditoria afirmando que &#8220;n\u00e3o encontrou fatos ou documentos que evidenciem pagamento de propina a empregados&#8221; da empresa em rela\u00e7\u00e3o aos contratos com a empresa.<\/p>\n<p>Funcion\u00e1rios da Petrobras estiveram em fevereiro na sede da SBM Offshore, na Holanda, para ter acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre o caso.<\/p>\n<p>Fonte: Leandro Colon enviado especial a Doha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico da Holanda anunciou ontem, quarta-feira (12), que a empresa SBM Offshore aceitou um acordo para pagar US$ 240 milh\u00f5es como puni\u00e7\u00e3o por&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":4359,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-9055","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9055","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9055"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9055\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9056,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9055\/revisions\/9056"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4359"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}