{"id":8783,"date":"2014-10-28T08:17:12","date_gmt":"2014-10-28T10:17:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=8783"},"modified":"2014-10-27T14:34:18","modified_gmt":"2014-10-27T16:34:18","slug":"brasil-desenvolve-projeto-para-construcao-de-submarinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/brasil-desenvolve-projeto-para-construcao-de-submarinos\/","title":{"rendered":"Brasil desenvolve projeto para constru\u00e7\u00e3o de submarinos"},"content":{"rendered":"<p><strong><strong><em>Novos submarinos v\u00e3o substituir os cinco convencionais que o Brasil disp\u00f5e. Ve\u00edculo ser\u00e1 projetado e constru\u00eddo no pa\u00eds<br \/><\/em><\/strong><\/strong><\/p>\n<p>O Brasil avan\u00e7a na constru\u00e7\u00e3o de submarinos, um deles com propuls\u00e3o nuclear, em parceria com a Fran\u00e7a. O objetivo \u00e9 proteger 8.500 km de litoral e riquezas ocultas no fundo do mar, como as reservas do pr\u00e9-sal e de minerais da Amaz\u00f4nia Azul. Os novos submarinos devem substituir os cinco convencionais que o Brasil possui atualmente, constru\u00eddos entre 1980 e 1990, em parceria com a Alemanha.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 AFP, o Almirante-de-Esquadra Gilberto Max Roff\u00e9 Hirschfeld, coordenador-geral do Prosub, Programa de Desenvolvimento de Submarinos, aborda que o projeto possui o custo estimado em R$ 23 bilh\u00f5es (cerca de US$ 10 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>\u201cO Brasil \u00e9 detentor de riquezas que est\u00e3o no nosso mar. \u00c9 responsabilidade nossa ter uma for\u00e7a armada forte. N\u00e3o para fazer guerra, mas para n\u00e3o entrar em guerra. Para que n\u00e3o tentem tomar nossas riquezas. O submarino de propuls\u00e3o nuclear \u00e9 uma das armas com maior possibilidade de dissuas\u00e3o\u201d, disse o Almirante-de-Esquadra Hirschfeld, em mat\u00e9ria publicada pela Exame com informa\u00e7\u00f5es da AFP.<\/p>\n<p><strong>Projeto no Brasil<br \/><\/strong><br \/>Em meados de 2013, ocorreu a inaugura\u00e7\u00e3o da Unidade de Fabrica\u00e7\u00e3o de Estruturas Met\u00e1licas (UFEM) em Itagua\u00ed, ao sul do Rio de Janeiro. A f\u00e1brica faz parte do projeto do Prosub da Marinha, iniciou suas opera\u00e7\u00f5es em seguida com din\u00e2mica maior ao ritmo da constru\u00e7\u00e3o do SBR-1.<\/p>\n<p>Na unidade fabril, o primeiro submarino convencional (SBR1), previsto para lan\u00e7amento ao mar em 2017, est\u00e1 45% conclu\u00eddo, e o segundo (previsto para 2019) come\u00e7a a ser constru\u00eddo. Os demais ficar\u00e3o prontos a cada 18 meses.<\/p>\n<p>Os submarinos ser\u00e3o equipados com torpedos convencionais, pois a Constitui\u00e7\u00e3o brasileira e o Tratado de N\u00e3o-prolifera\u00e7\u00e3o Nuclear (TNP), do qual o pa\u00eds \u00e9 signat\u00e1rio, pro\u00edbem desenvolver ou adquirir armas at\u00f4micas.<\/p>\n<p>Paralelamente \u00e0 constru\u00e7\u00e3o e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o de toda a estrutura fabril em Itagua\u00ed e \u00e0 qualifica\u00e7\u00e3o dos profissionais na Fran\u00e7a \u2013 militares e civis da Marinha, da NUCLEP, da ICN e de outras empresas -, a Marinha e a DCNS iniciaram o processo de sele\u00e7\u00e3o de empresas fornecedoras para os submarinos do Prosub, adotando neste campo, uma das principais diretrizes do programa: a nacionaliza\u00e7\u00e3o de sistemas e de equipamentos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de promover o estabelecimento de um parque industrial nacional com capacidade de desenvolver e fabricar equipamentos e componentes para todos os cinco submarinos, o Prosub visa estabelecer uma base industrial e comercial no Brasil de modo a assegurar a continuidade e a opera\u00e7\u00e3o do projeto nos prazos e custos previstos.<\/p>\n<p>Atualmente, apenas cinco pa\u00edses projetam e constroem submarinos nucleares: China, Reino Unido, EUA, R\u00fassia e Fran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>F\u00e1brica<\/strong><\/p>\n<p>Na unidade de fabrica\u00e7\u00e3o, com 38 metros de altura, oper\u00e1rios trabalham nas enormes chapas de a\u00e7o que, unidas, formar\u00e3o o casco resistente dos submarinos convencionais que, prontos, ter\u00e3o 75 metros de comprimento e pesar\u00e3o 2.000 toneladas. Tamb\u00e9m trabalham em ritmo acelerado 3.000 pessoas para erguer o estaleiro, com inaugura\u00e7\u00e3o prevista para novembro deste ano, onde as se\u00e7\u00f5es dos submarinos ser\u00e3o montadas.<\/p>\n<p>O complexo tem 540 mil metros quadrados, e abriga a empreiteira brasileira Odebrecht, a estatal francesa de Defesa DCNS e a Marinha do Brasil, que trabalham em conjunto para cumprir um cronograma que se estende at\u00e9 2025.<\/p>\n<p>A infraestrutura ainda comporta um estaleiro de manuten\u00e7\u00e3o, uma base naval e um complexo radiol\u00f3gico, onde ser\u00e1 feita a troca do combust\u00edvel nuclear.<\/p>\n<p><strong>Ve\u00edculo nucelar<\/strong><\/p>\n<p>Os submarinos de propuls\u00e3o nuclear s\u00e3o mais velozes e n\u00e3o precisam vir \u00e0 tona, pois utilizam energia at\u00f4mica, fonte praticamente inesgot\u00e1vel, para mover seus motores, e o ar respirado \u00e9 purificado atrav\u00e9s de um composto qu\u00edmico.<\/p>\n<p><strong>Patrim\u00f4nio brasileiro<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a Marinha, os submarinos convencionais patrulhar\u00e3o pontos de comunica\u00e7\u00e3o muito intensa, como portos. O nuclear atuar\u00e1 em \u00e1reas mais distantes, onde est\u00e3o as reservas do pr\u00e9-sal &#8211; estimadas em at\u00e9 35 bilh\u00f5es de barris &#8211; e a Amaz\u00f4nia Azul, um territ\u00f3rio mar\u00edtimo de 3,5 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados, situado at\u00e9 200 milhas n\u00e1uticas (370 km) ao longo da costa.<\/p>\n<p>Rica em biodiversidade, a Amaz\u00f4nia Azul, onde o Brasil exerce soberania, com direito a explora\u00e7\u00e3o, aproveitamento e gest\u00e3o dos recursos naturais, tem minerais como fosforita, ouro, mangan\u00eas e calc\u00e1rio, com aplica\u00e7\u00f5es diversas, da agricultura \u00e0 constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, 95% do com\u00e9rcio exterior brasileiro passam pelo mar, onde o Brasil tamb\u00e9m prospecta a maior parte do petr\u00f3leo e g\u00e1s natural\u201d, destaca a Marinha.<\/p>\n<p>Fonte: SINCOMAM \/ Margarida Putti<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novos submarinos v\u00e3o substituir os cinco convencionais que o Brasil disp\u00f5e. 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