{"id":8769,"date":"2014-10-28T08:27:31","date_gmt":"2014-10-28T10:27:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=8769"},"modified":"2014-10-27T11:37:37","modified_gmt":"2014-10-27T13:37:37","slug":"os-desafios-de-dilma-para-fazer-o-brasil-crescer-em-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/os-desafios-de-dilma-para-fazer-o-brasil-crescer-em-2015\/","title":{"rendered":"Os desafios de Dilma para fazer o Brasil crescer em 2015"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Mostrar compromisso em combater a infla\u00e7\u00e3o, governar tamb\u00e9m para a &#8220;outra metade da popula\u00e7\u00e3o&#8221; e colocar em pauta a reforma tribut\u00e1ria dever\u00e3o ser prioridade para a presidente reeleita<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Retomar a credibilidade, acalmar o \u00e2nimo da popula\u00e7\u00e3o brasileira e mostrar que h\u00e1 o compromisso de combater a infla\u00e7\u00e3o est\u00e3o entre os principais desafios a ser enfrentados por Dilma Rousseff, segundo cientistas pol\u00edticos e economistas consultados por \u00c9poca NEG\u00d3CIOS. \u201cTemos que acabar com as rela\u00e7\u00f5es de \u00f3dio que essas elei\u00e7\u00f5es geraram. A presidente precisa unir o pa\u00eds. Quem \u00e9 eleito por uma parcela vira governante de todos\u201d, afirma Marco Ant\u00f4nio Teixeira, professor de ci\u00eancia pol\u00edtica da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV).\u00a0<\/p>\n<p>Com elei\u00e7\u00f5es disputadas at\u00e9 o \u00faltimo dia e vit\u00f3ria com pouqu\u00edssima margem de diferen\u00e7a, Dilma tem como desafio governar para a &#8220;outra metade da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Carlos Pereira, cientista pol\u00edtico e professor da FGV. Em sua opini\u00e3o, o Brasil se dividiu na defesa de duas cren\u00e7as muito fortes: o grupo que apoia os programas de distribui\u00e7\u00e3o de renda e viu em Dilma seu maior representante e o grupo que preza pela estabilidade econ\u00f4mica e teme a volta da infla\u00e7\u00e3o, que encontrou em A\u00e9cio Neves um porto seguro. &#8220;Ela n\u00e3o pode ignorar as demandas da metade perdedora. Para evitar perder legitimidade, precisar\u00e1 sinalizar uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica na pol\u00edtica econ\u00f4mica, tomar decis\u00f5es claras sobre a macroeconomia\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Pereira tamb\u00e9m afirma que a sociedade brasileira se tornou mais demandante, participativa e vigilante nos \u00faltimos anos. Por isso, Dilma ter\u00e1 que prestar mais aten\u00e7\u00e3o \u00e0s exig\u00eancias desse novo eleitorado.<\/p>\n<p>Outro desafio, na esfera pol\u00edtica, ser\u00e1 a montagem de uma coaliz\u00e3o no Congresso. As elei\u00e7\u00f5es deste ano colocaram um n\u00famero maior de partidos na C\u00e2mara. A maioria dos partidos, segundo Pereira, tem interesse em ficar pr\u00f3ximo ao presidente eleito \u2013 exceto aqueles que pretendem lan\u00e7ar um candidato pr\u00f3prio para disputar as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es. No mandato que se encerra agora, a presidente n\u00e3o foi bem sucedida nessa tarefa, em sua avalia\u00e7\u00e3o. \u201cA coaliz\u00e3o do PT era uma salada de frutas, uma coaliz\u00e3o muito heterog\u00eanea\u201d, diz. \u201cEspero que o governo Dilma tenha aprendido com os erros do passado e fa\u00e7a ajustes, formando uma coaliz\u00e3o com menos partidos e ideias mais homog\u00eaneas, bem como uma divis\u00e3o justa de poder entre os aliados\u201d.<\/p>\n<p><strong>Economia<\/strong><\/p>\n<p>Especialistas ouvidos por NEG\u00d3CIOS concordam que 2015 ser\u00e1 um &#8220;ano de ajustes&#8221;, em v\u00e1rios setores da economia. O resultado do PIB do 2\u00ba trimestre n\u00e3o foi dos mais positivos. Pela segunda vez consecutiva, ele apresentou queda e a economia brasileira entrou em recess\u00e3o t\u00e9cnica. O baixo n\u00edvel de investimentos e desempenho da ind\u00fastria, os altos \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos meses e a forte queda das exporta\u00e7\u00f5es contribu\u00edram para o resultado. \u201cA curto e m\u00e9dio prazo, a perspectiva \u00e9 ruim. Ser\u00e1 preciso retomar o vigor da atividade econ\u00f4mica\u201d, diz Marco Ant\u00f4nio Teixeira. Ele afirma que durante os debates foram separados dois temas que na verdade deveriam caminhar juntos: a manuten\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas sociais depende de receita do governo.<\/p>\n<p>Para Francisco Pessoa, economista da LCA Consultores, a primeira medida de Dilma deve ser &#8220;retomar a credibilidade&#8221; das pol\u00edticas do governo para investidores e agentes econ\u00f4micos. &#8220;Isso passa por estabelecer uma meta fiscal transparente, cr\u00edvel e abandonar qualquer tipo de artif\u00edcio cont\u00e1bil &#8211; como manobras (empr\u00e9stimos, adiamentos)&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, est\u00e1 o de mostrar ao mercado e \u00e0 sociedade que \u201crealmente h\u00e1 um compromisso em combater a infla\u00e7\u00e3o\u201d. \u201c\u00c9 bem prov\u00e1vel que ano que vem ainda n\u00e3o se consiga atingir a meta. Mas n\u00e3o tem problema. O importante \u00e9 dar o caminho das pedras, mostrar o compromisso, para recuperar a confian\u00e7a do mercado e os investimentos\u201d.\u00a0 Pessoa avalia que h\u00e1 um cen\u00e1rio diferente desta vez: ao longo dos \u00faltimos 20 anos, os momentos de grande redu\u00e7\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o coincidiram com os de valoriza\u00e7\u00e3o do real.<\/p>\n<p>Outro desafio, um dos mais dif\u00edceis avalia Pessoa, \u00e9 realizar o ajuste fiscal. \u201cVoc\u00ea tem uma s\u00e9rie de desonera\u00e7\u00f5es para ajudar o n\u00edvel de atividade econ\u00f4mica , mas ela n\u00e3o est\u00e1 crescendo \u2013 e existem demandas sociais alt\u00edssimas no pais. Como gastar melhor sem aumentar a carga tributaria \u00e9 a quest\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>No primeiro mandato, ap\u00f3s buscar estimular a atividade econ\u00f4mica via consumo,o governo Dilma buscou faz\u00ea-la via concess\u00f5es p\u00fablicas de infraestrutura. Realizou o leil\u00e3o das rodovias e concedeu seis aeroportos \u00e0 iniciativa privada. Mas o modelo n\u00e3o atraiu a ades\u00e3o esperada de investidores &#8211; o leil\u00e3o de ferrovias, por exemplo, n\u00e3o saiu. Pessoa acredita que Dilma precisa insistir nesse caminho, buscando &#8220;desatar n\u00f3s, fazer uma for\u00e7a tarefa&#8221; e a\u00e7\u00f5es que atraiam a iniciativa privada. &#8220;S\u00f3 aumentaremos a competitividade do pa\u00eds se continuarmos os investimentos em infraestrutura&#8221;.<\/p>\n<p>Outra medida para ajudar a deslanchar os investimentos seria conseguir rapidamente colocar em pauta a reforma tribut\u00e1ria, algo que est\u00e1 tramitando\u00a0 no Congresso sem solu\u00e7\u00f5es h\u00e1 d\u00e9cadas. \u201cEm toda transi\u00e7\u00e3o de governo se levanta esse tema. Mas se n\u00e3o se faz no primeiro ano de mandato, quando n\u00e3o h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o alguma com elei\u00e7\u00f5es, n\u00e3o se faz mais\u201d, diz Texeira, da FGV.<\/p>\n<p>&#8220;Com a simplica\u00e7\u00e3o de tributos empresas gastariam menos tempo pagando impostos, teriam mais seguran\u00e7a para operar e isso tamb\u00e9m facilitaria a abertura de novos neg\u00f3cios. Temos que tornar a vida de quem quer crescer, produzir, mais f\u00e1cil no pa\u00eds&#8221;, avalia Pessoa.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 influ\u00eancia do cen\u00e1rio externo, Pessoa acha que o cen\u00e1rio &#8220;n\u00e3o pode piorar&#8221;. &#8220;A tend\u00eancia \u00e9 um cen\u00e1rio neutro, que n\u00e3o atrapalhe muito &#8211; e que a situa\u00e7\u00e3o com a Argentina, de exporta\u00e7\u00f5es de carro, e com a Venezuela, de com\u00e9rcio, melhore&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: \u00c9poca Neg\u00f3cios &#8211; Barbara Bigarelli E Marcela Bourroul<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mostrar compromisso em combater a infla\u00e7\u00e3o, governar tamb\u00e9m para a &#8220;outra metade da popula\u00e7\u00e3o&#8221; e colocar em pauta a reforma tribut\u00e1ria dever\u00e3o ser prioridade para&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":8770,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-8769","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8769","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8769"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8769\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8771,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8769\/revisions\/8771"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8770"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8769"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8769"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8769"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}