{"id":8721,"date":"2014-10-31T08:04:26","date_gmt":"2014-10-31T10:04:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=8721"},"modified":"2014-10-26T10:07:24","modified_gmt":"2014-10-26T12:07:24","slug":"receita-elabora-medidas-para-facilitar-comercio-exterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/receita-elabora-medidas-para-facilitar-comercio-exterior\/","title":{"rendered":"Receita elabora medidas para facilitar com\u00e9rcio exterior"},"content":{"rendered":"<p>A Receita Federal trabalha para implementar duas medidas que podem facilitar a vida das empresas que operam no com\u00e9rcio exterior. At\u00e9 o final do ano, o \u00f3rg\u00e3o quer fechar o modelo brasileiro de Operador Econ\u00f4mico Autorizado (OEA) e dar in\u00edcio ao processo de simplifica\u00e7\u00e3o do Recof &#8211; Regime Aduaneiro de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado. As medidas fazem parte do pacote anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para o setor exportador.<\/p>\n<p>O subsecret\u00e1rio substituto de Aduana da Receita, Lu\u00eds Felipe Reche, disse \u00e0 reportagem que o foco das medidas \u00e9 propiciar uma agiliza\u00e7\u00e3o do fluxo dos grandes exportadores e simplificar para permitir o acesso de pequenas e m\u00e9dias empresas que n\u00e3o exportam de maneira rotineira. &#8220;O principal desafio \u00e9 ser \u00e1gil e ao mesmo tempo ser eficaz no combate aos desvios&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Hoje h\u00e1 uma concentra\u00e7\u00e3o muito forte no com\u00e9rcio exterior brasileiro. Cerca de 40 empresas s\u00e3o respons\u00e1veis por 50% do valor das exporta\u00e7\u00f5es. &#8220;Essas propostas v\u00e3o permitir dar fluidez para o operador atual e simplificar para que outras empresas possam operar&#8221;, explicou.<\/p>\n<p><strong>Recof<\/strong><\/p>\n<p>A Receita iniciar\u00e1 ainda em 2014 a moderniza\u00e7\u00e3o do Recof, um regime que permite a importa\u00e7\u00e3o de insumos com suspens\u00e3o tribut\u00e1ria para a produ\u00e7\u00e3o de bens a serem exportados. As empresas habilitadas tamb\u00e9m recebem outras facilidades como operar na chamada linha azul da Receita, que garante o despacho aduaneiro mais r\u00e1pido das importa\u00e7\u00f5es porque n\u00e3o h\u00e1 checagem da carga no local.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que h\u00e1 exig\u00eancias para participarem do regime como um valor m\u00ednimo de exporta\u00e7\u00e3o por ano. O resultado \u00e9 que apenas grandes exportadores conseguem se habilitar. A Receita quer reduzir o compromisso de exporta\u00e7\u00e3o e simplificar o controle. &#8220;Vamos em um primeiro momento mudar o crit\u00e9rio cont\u00e1bil e num segundo momento trabalhar no modelo de controle para simplificar&#8221;, afirmou o subsecret\u00e1rio. &#8220;Esse ano, come\u00e7a uma simplifica\u00e7\u00e3o, mas a mudan\u00e7a do modelo em si ser\u00e1 em 2015&#8221;, completou.<\/p>\n<p><strong>OEA\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>O processo de instala\u00e7\u00e3o do OEA tamb\u00e9m ter\u00e1 in\u00edcio este ano, mas a implementa\u00e7\u00e3o completa s\u00f3 ocorrer\u00e1 no final de 2016. A programa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m inclui a revis\u00e3o do processo de habilita\u00e7\u00e3o da linha azul para ampliar o n\u00famero de empresas que usam esse canal. Em um segundo momento, a linha azul ser\u00e1 incorporada ao OEA.<\/p>\n<p>O Operador Econ\u00f4mico Autorizado \u00e9 um conceito mundial que permite identificar, baseado num conjunto de crit\u00e9rios, operadores considerados de baixo risco. Eles t\u00eam direito a um tratamento aduaneiro \u00e1gil, reduzindo ao m\u00e1ximo a interven\u00e7\u00e3o da aduana. Tamb\u00e9m permite que o Pa\u00eds assine conv\u00eanios de reconhecimento m\u00fatuo com outras na\u00e7\u00f5es, garantindo que as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras recebam tratamento agilizado no pa\u00eds de destino. &#8220;Esse \u00e9 um grande ganho do OEA&#8221;, defendeu Reche. Pa\u00edses como Estados Unidos e Uruguai j\u00e1 manifestaram o interesse de assinar o acordo de reconhecimento m\u00fatuo com o Brasil.<\/p>\n<p>O primeiro passo, que ser\u00e1 dado neste ano, \u00e9 definir o modelo brasileiro de OEA para permitir as primeiras habilita\u00e7\u00f5es. Ser\u00e3o empresas que j\u00e1 participam de um projeto piloto com a aduana dos Estados Unidos. Esses operadores certificados devem atender requisitos de seguran\u00e7a, como a n\u00e3o manipula\u00e7\u00e3o da carga.<\/p>\n<p>&#8220;Em 2015, queremos ter mais de 20% das opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00f5es com operadores do OEA&#8221;, informou o subsecret\u00e1rio. Podem ser habilitados transportadores, exportadores, importadores e outros operadores do com\u00e9rcio exterior que atendam o princ\u00edpio da seguran\u00e7a da cadeia. Na \u00faltima fase, em 2016, a Receita pretende incorporar ao sistema outros \u00f3rg\u00e3os do governo, como a Anvisa, que tamb\u00e9m s\u00e3o anuentes das opera\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n<p><strong>Protocolo de Kyoto<\/strong><\/p>\n<p>Entre as medidas anunciadas pelo ministro Mantega tamb\u00e9m est\u00e1 a implementa\u00e7\u00e3o do protocolo de Kyoto no que diz respeito \u00e0s melhorias dos procedimentos aduaneiros. &#8220;Na pr\u00e1tica, o Brasil j\u00e1 atende mais de 95% do que est\u00e1 recomendado na conven\u00e7\u00e3o de Kyoto. S\u00f3 que o Brasil nunca formalizou. Vamos mostrar para o mundo que o Pa\u00eds segue os padr\u00f5es internacionais&#8221;, disse Reche. O Brasil assinou o protocolo, mas n\u00e3o concluiu processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o. O documento precisa ser aprovado no Congresso e depois internalizado por ato do poder Executivo.<\/p>\n<p>Fonte: Jornal do Commercio (PE)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Receita Federal trabalha para implementar duas medidas que podem facilitar a vida das empresas que operam no com\u00e9rcio exterior. 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