{"id":8691,"date":"2014-11-03T08:03:43","date_gmt":"2014-11-03T10:03:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=8691"},"modified":"2014-10-25T11:07:07","modified_gmt":"2014-10-25T13:07:07","slug":"producao-em-campo-de-atlanta-deve-dobrar-receita-da-queiroz-galvao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/producao-em-campo-de-atlanta-deve-dobrar-receita-da-queiroz-galvao\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o em campo de Atlanta deve dobrar receita da Queiroz Galv\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A Queiroz Galv\u00e3o Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o (QGEP) prev\u00ea mais que dobrar sua receita quando o campo de Atlanta, na Bacia de Santos, entrar em opera\u00e7\u00e3o, entre o fim de 2015 e o in\u00edcio de 2016. A expectativa da companhia se deve ao fato de a produ\u00e7\u00e3o atual da empresa ser basicamente de g\u00e1s natural, no campo de Manati, na Bacia de Camamu-Almada (BA). J\u00e1 Atlanta produzir\u00e1 principalmente petr\u00f3leo, que gera retorno maior ao projeto. \u201cHoje produzimos 17 mil a 18 mil barris de \u00f3leo equivalente (BOE) por dia. Mas isso [a produ\u00e7\u00e3o] \u00e9 g\u00e1s [natural], que \u00e9 completamente diferente. A diferen\u00e7a, financeiramente, \u00e9 muito grande\u201d, afirmou o diretor de Produ\u00e7\u00e3o da QGEP, Danilo Oliveira. No primeiro semestre, a produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia em Manati, no qual a QGEP det\u00e9m 45%, foi de 6 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos di\u00e1rios de g\u00e1s. Os demais s\u00f3cios s\u00e3o Petrobras (operadora com 35%), Brasoil (10%) e Geopark (10%).<\/p>\n<p>Para extrair o \u00f3leo de Atlanta da forma mais rent\u00e1vel poss\u00edvel, o cons\u00f3rcio dono do campo trabalha hoje com a possibilidade de instalar uma plataforma flutuante de produ\u00e7\u00e3o e armazenamento de \u00f3leo e g\u00e1s (FPSO, na sigla em ingl\u00eas) com capacidade para de 80 mil barris di\u00e1rios. Com isso, a QGEP (operadora, com 30% de participa\u00e7\u00e3o) teria direito a 24 mil barris di\u00e1rios. Os outros s\u00f3cios s\u00e3o \u00d3leo e G\u00e1s Participa\u00e7\u00f5es (OGPar, antiga OGX, com 40%) e Barra Energia (30%).<\/p>\n<p>De acordo com a Queiroz Galv\u00e3o, o processo de contrata\u00e7\u00e3o da FPSO de Atlanta est\u00e1 na segunda fase. Na primeira, a companhia recebeu propostas com especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas. Na etapa atual, a petroleira est\u00e1 recebendo as propostas or\u00e7ament\u00e1rias. A licita\u00e7\u00e3o deve ser conclu\u00edda at\u00e9 o fim do ano. Devido ao potencial de rentabilidade, a trata Atlanta como um projeto especial. O campo tamb\u00e9m \u00e9 considerado um marco pela petroleira devido \u00e0 complexidade tecnol\u00f3gica exigida para a extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no local. Por se tratar de um reservat\u00f3rio de \u00f3leo pesado, de 14 graus API, muito viscoso e localizado em \u00e1guas ultra-profundas, Atlanta exige um conjunto de inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para viabilizar sua produ\u00e7\u00e3o. \u201cEstamos abrindo uma nova fronteira para o desenvolvimento desse e diversos outros campos. \u00c9 uma realidade. \u00c9 poss\u00edvel produzir economicamente [em Atlanta] alavancando bom resultado para a empresa\u201d, afirmou Oliveira.<\/p>\n<p>O primeiro passo foi a perfura\u00e7\u00e3o de um po\u00e7o horizontal, que amplia o acesso ao reservat\u00f3rio e aumenta a vaz\u00e3o do \u00f3leo produzido. Para atingir a angula\u00e7\u00e3o ideal, foi necess\u00e1rio utilizar um fluido de perfura\u00e7\u00e3o in\u00e9dito, mais pesado. Segundo a empresa, pela primeira vez no Brasil, a perfura\u00e7\u00e3o usou uma t\u00e9cnica espec\u00edfica, chamada de \u201cpump &amp; dump\u201d para alcan\u00e7ar a inclina\u00e7\u00e3o desejada nos estudos. Para tirar o \u00f3leo em uma vaz\u00e3o considerada econ\u00f4mica no po\u00e7o, de 12 mil barris di\u00e1rios, foi necess\u00e1ria a ado\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo de eleva\u00e7\u00e3o artificial. A op\u00e7\u00e3o escolhida foi a instala\u00e7\u00e3o de uma bomba centr\u00edfuga submersa (BCS).<\/p>\n<p>\u201cUm dos maiores desafios \u00e9 a garantia de escoamento. Precisamos garantir que o \u00f3leo chegue \u00edntegro ao FPSO. Ele [o \u00f3leo de Atlanta] \u00e9 muito viscoso. Ele n\u00e3o pode esfriar\u201d, afirmou Paulo Rocha, gerente de reservat\u00f3rio da Queiroz Galv\u00e3o Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o. Segundo ele, a temperatura no fundo do mar \u00e9 de 4\u00ba a 5\u00ba C. O investimento no sistema antecipado de produ\u00e7\u00e3o de Atlanta, com dois po\u00e7os produtores, foi estimado em cerca de US$ 450 milh\u00f5es. \u201cLogo que tenhamos o FPSO definido e contratado, faremos uma nova divulga\u00e7\u00e3o ao mercado j\u00e1 com o capex [investimento] atualizado e a previs\u00e3o para o restante do projeto. S\u00e3o mais dez po\u00e7os a serem perfurados\u201d, afirmou o diretor.<\/p>\n<p>A Queiroz Galv\u00e3o Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o entrou em Atlanta, em 2011, quando adquiriu a participa\u00e7\u00e3o da Shell no bloco BS-4. Na ocasi\u00e3o, a \u00e1rea estava prestes a ser devolvida \u00e0 Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), porque os investidores estavam reticentes com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comercialidade do \u00f3leo encontrado na regi\u00e3o. \u201cEstamos mostrando para a ind\u00fastria que o \u00f3leo est\u00e1 l\u00e1 e pode ser produzido\u201d, disse o gerente de Perfura\u00e7\u00e3o da empresa, Jacques Salies. De acordo com relat\u00f3rio da certificadora Gaffney, Cline &amp; Associates, emitido em 30 de abril, Atlanta possui reservas provadas (1P) de 147 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo e 56 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de g\u00e1s natural. O volume de reservas poss\u00edveis (3P) do campo \u00e9 de 269 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo e 311 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de g\u00e1s.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Queiroz Galv\u00e3o Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o (QGEP) prev\u00ea mais que dobrar sua receita quando o campo de Atlanta, na Bacia de Santos, entrar em opera\u00e7\u00e3o,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-8691","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8691","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8691"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8691\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8692,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8691\/revisions\/8692"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}