{"id":8577,"date":"2014-10-23T08:00:17","date_gmt":"2014-10-23T10:00:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=8577"},"modified":"2014-10-22T09:30:30","modified_gmt":"2014-10-22T11:30:30","slug":"em-forum-na-fiesp-estado-maior-da-armada-destaca-a-importancia-da-industria-em-projetos-da-marinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/em-forum-na-fiesp-estado-maior-da-armada-destaca-a-importancia-da-industria-em-projetos-da-marinha\/","title":{"rendered":"Em f\u00f3rum na Fiesp, Estado-Maior da Armada destaca a import\u00e2ncia da ind\u00fastria em projetos da Marinha"},"content":{"rendered":"<p>Representantes do \u00f3rg\u00e3o apresentam projetos em desenvolvimento e formas de financiamento. Com a presen\u00e7a de empres\u00e1rios e autoridades, a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp) sediou na tarde desta segunda-feira (20\/10) o \u201cF\u00f3rum com o Estado-Maior da Armada da Marinha do Brasil\u201d.<\/p>\n<p>O encontro, que contou com a participa\u00e7\u00e3o do diretor titular do Departamento de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, Jairo C\u00e2ndido, e do chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Carlos Augusto de Sousa, teve o objetivo de apresentar aos empres\u00e1rios a estrutura da institui\u00e7\u00e3o, os projetos j\u00e1 desenvolvidos em parceria com a ind\u00fastria e o modelo de financiamento dos projetos estrat\u00e9gicos da Marinha do Brasil. O diretor titular do Comdefesa\/Fiesp deu as boas-vindas, enaltecendo a primeira visita do Estado-Maior da Armada \u00e0 entidade. \u201cCostumo dizer que a Fiesp \u00e9 uma federa\u00e7\u00e3o de bastante prestigio e que s\u00f3 aumenta e amplia a sua import\u00e2ncia quando recebe um F\u00f3rum dessa magnitude e com a presen\u00e7a de t\u00e3o importantes autoridades\u02dc, disse C\u00e2ndido, acrescentando que uma das miss\u00f5es do departamento \u00e9 fortalecer a ind\u00fastria brasileira e que o evento foi organizado tamb\u00e9m com esse prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>Em seu discurso, o chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Carlos Augusto de Sousa, enfatizou a crescente percep\u00e7\u00e3o da sociedade sobre a import\u00e2ncia de o Brasil proteger a soberania de seu territ\u00f3rio e de seus recursos naturais. \u201cA sociedade vem paulatinamente se conscientizando da imperiosa necessidade de um pa\u00eds possuir um Poder Naval forte, balanceado e dotado de credibilidade a fim de resguardar principalmente a plena soberania sobre a Amaz\u00f4nia Azul\u201d, afirmou, destacando que a prote\u00e7\u00e3o a \u201ceste mar que nos pertence\u201d \u00e9 de responsabilidade de todos os brasileiros.<\/p>\n<p>Souza observou que um dos benef\u00edcios para o pa\u00eds foi constatado pela pr\u00f3pria ind\u00fastria brasileira. \u201c\u00c9 fato que o conhecimento alcan\u00e7ado pela Marinha no desenvolvimento de projetos de engenharia e arquitetura naval, assim como a tecnologia absorvida pelo arsenal de Marinha do Rio de Janeiro na constru\u00e7\u00e3o de fragatas e submarinos associada pelos estaleiros privados nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980, contribu\u00edram de maneira sin\u00e9rgica para a capacita\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria naval brasileira.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ele, o incremento desse segmento implica processos evolutivos em outros setores e segmentos: eletroeletr\u00f4nico, metal\u00fargico, mec\u00e2nica pesada, motores de propuls\u00e3o mar\u00edtimos, armamentos e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, entre tantos outros. \u201cPor outro lado, o emprego de alta tecnologia e a necessidade de autossufici\u00eancia na constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o desses meios t\u00eam feito que o Brasil intente alcan\u00e7ar a independ\u00eancia e a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica em distintas \u00e1reas, especificamente para a Defesa\u201d, destacou Souza.<\/p>\n<p><strong>Amaz\u00f4nia Azul e o papel estrat\u00e9gico do Brasil<\/strong><\/p>\n<p>O chefe do Estado-Maior da Armada ressaltou que a Pol\u00edtica de Defesa Brasileira se firma no \u201cbin\u00f4mio indissoci\u00e1vel Desenvolvimento\/Defesa\u201d e que o Brasil tem uma import\u00e2ncia geopol\u00edtica. \u201cNeste momento acresce a percep\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia do Atl\u00e2ntico Sul, como \u00e1rea de di\u00e1logo, de paz, livre de armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa e caracterizado por avan\u00e7os permanentes em v\u00e1rios campos, dentre eles, o da seguran\u00e7a mar\u00edtima.\u201d<\/p>\n<p>\u201cNa Amaz\u00f4nia Azul, parcela brasileira desse espa\u00e7o oce\u00e2nico, circula cerca de 95% do com\u00e9rcio externo internacional e \u00e9 onde est\u00e3o situadas enormes reservas minerais e petrol\u00edferas, e abundantes recursos de biodiversidade. O Brasil possui ainda milhares de quil\u00f4metros de rios naveg\u00e1veis, dezenas de portos mar\u00edtimos ao longo de cerca 8.500 quil\u00f4metros de costa de onde chegam e partem mais de 1.400 navios ao dia, revelando a import\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o da Marinha em uma extensa \u00e1rea continental\u201d. Diante dessa responsabilidade foram estabelecidos os projetos estrat\u00e9gicos do Plano de Articula\u00e7\u00e3o da Marinha. Na elabora\u00e7\u00e3o atentou-se para a necessidade de desenvolver projetos guiados pela independ\u00eancia nacional e pela capacita\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e autonomia. E a efetiva\u00e7\u00e3o desses projetos, segundo ele, s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel com o trabalho conjunto com a iniciativa privada. Na sequ\u00eancia, o contra-almirante Flavio Augusto Viana Rocha, sub-chefe de estrat\u00e9gia do Estado Maior da Armada, destacou v\u00e1rios projetos j\u00e1 em andamento na Marinha, que est\u00e3o sendo desenvolvidos com a participa\u00e7\u00e3o da iniciativa privada.<\/p>\n<p>Ele esclareceu que a Marinha Brasileira atua em apoio \u00e0 pol\u00edtica externa brasileira e tamb\u00e9m em miss\u00f5es de paz, citando como exemplo a miss\u00e3o Haiti, e tamb\u00e9m informou que a Marinha Brasileira pode assumir o comando de uma For\u00e7a-Tarefa mar\u00edtima sob mandato da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Entre as outras atividades desenvolvidas est\u00e3o a de orientar e controlar a Marinha Mercante, no que interesse \u00e0 defesa nacional; prover seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o; implementar e monitorar o cumprimento das leis e regulamentos no mar e nas \u00e1guas interiores; atuar na preven\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o de crimes ambientais no mar. Segundo o contra-almirante Rocha, dentro da postura dissuas\u00f3ria adotada pelo Brasil est\u00e1 a nega\u00e7\u00e3o do uso do mar para pr\u00e1ticas hostis. Ele destacou entre os projetos j\u00e1 em andamento duas iniciativas: o Programa de Desenvolvimento do Submarino Brasileiro (Prosub) e a instala\u00e7\u00e3o da segunda Esquadra da Marinha na regi\u00e3o Nordeste, que ir\u00e1 ampliar o alcance do Sistema de Vigil\u00e2ncia da Amaz\u00f4nia Azul (SisGAAz), que, no primeiro momento, priorizar\u00e1 a vigil\u00e2ncia das \u00e1reas do Pr\u00e9-Sal.<\/p>\n<p>Dos 52 projetos priorit\u00e1rios para nacionaliza\u00e7\u00e3o de tecnologia, ainda h\u00e1 oito que precisam de parcerias com a ind\u00fastria brasileira. S\u00e3o projetos que necessitam desde fabricantes de hardware, sistemas de detec\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios, queimadores catal\u00edticos, blocos de conex\u00e3o de alta press\u00e3o, console de governo, entre outros equipamentos e tecnologias. O contra-almirante Rocha destacou que a participa\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias em projetos estrat\u00e9gicos, bem como o aumento da sinergia entre a Marinha e a ind\u00fastria, ter\u00e3o claros reflexos no desenvolvimento do pa\u00eds, em benef\u00edcio da popula\u00e7\u00e3o. \u201cIsso trar\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o de custos e a t\u00e3o almejada gera\u00e7\u00e3o de empregos. O desenvolvimento da ind\u00fastria nacional com a transfer\u00eancia de tecnologia de maneira sustent\u00e1vel gerar\u00e1 capacita\u00e7\u00e3o para a ind\u00fastria e para a Marinha tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p><strong>Financiamento a projetos da Marinha<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O vice-almirante Anatal\u00edcio Risden Junior, diretor de Coordena\u00e7\u00e3o do Or\u00e7amento da Marinha, tamb\u00e9m participou do f\u00f3rum. Ao apresentar modelos de financiamento interno e externo para o setor, ele destacou a necessidade de robustez or\u00e7ament\u00e1ria, sem os quais os projetos da Marinha ficam invi\u00e1veis. \u201cSem patamar or\u00e7ament\u00e1rio, dificilmente conseguimos prosseguir em grandes projetos\u201d, disse o vice-almirante. Ele tamb\u00e9m avaliou, durante sua exposi\u00e7\u00e3o, a influ\u00eancia da demanda ao longo do tempo, sobretudo do pr\u00f3prio Estado, para manter os investimentos em projetos da Marinha de qualquer pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Sobre o Estado-Maior da Armada<\/strong><\/p>\n<p>O Contra-Almirante Paulo Ricardo Finotto deu um panorama sobre toda o organograma da Marinha do Brasil e a miss\u00e3o da Armada. \u201cEstado-Maior da Armada \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o geral\u201d, resumiu. As principais atribui\u00e7\u00f5es do \u00f3rg\u00e3o s\u00e3o coordenar as atividades desenvolvidas pela Marinha, assessorar o Comandante e atuar como interlocutor com o Minist\u00e9rio da Defesa, demais minist\u00e9rios, entre outros atores.<\/p>\n<p>De acordo com Finotto, ter um Estado-Maior da Armada n\u00e3o \u00e9 exclusividade da Marinha do Brasil \u2013 diversos outros pa\u00edses t\u00eam \u00f3rg\u00e3o semelhante, assim como as outras duas For\u00e7as Armadas: Ex\u00e9rcito e Aeron\u00e1utica.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> FIESP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representantes do \u00f3rg\u00e3o apresentam projetos em desenvolvimento e formas de financiamento. 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