{"id":8561,"date":"2014-10-22T08:55:47","date_gmt":"2014-10-22T10:55:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=8561"},"modified":"2014-10-22T08:55:47","modified_gmt":"2014-10-22T10:55:47","slug":"maragogipe-ganha-estaleiro-e-aquece-economia-do-municipio-e-da-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/maragogipe-ganha-estaleiro-e-aquece-economia-do-municipio-e-da-regiao\/","title":{"rendered":"Maragogipe ganha estaleiro e aquece economia do munic\u00edpio e da regi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Com aplica\u00e7\u00e3o na ordem de R$ R$ 2,7 bilh\u00f5es, um dos maiores investimentos privados da Bahia, na \u00faltima d\u00e9cada, est\u00e1 sendo instalado ao distrito de S\u00e3o Roque do Paragua\u00e7u, em Maragogipe. Com tecnologia de ponta, a Enseada Ind\u00fastria Naval garante atender \u00e0 crescente demanda do setor naval, al\u00e9m de investidos em medidas socioambientais. Atualmente, a empresa conta com contratos de aproximadamente US$ 6,5 bilh\u00f5es e gera cerca de 5.500 empregos diretos. Apesar de j\u00e1 ter iniciado a fase de testes pr\u00e9-operacionais, construindo as sondas para explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal, a unidade tem a previs\u00e3o de ser inaugurada em 2015.<\/p>\n<p>O empreendimento para a explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal, atrav\u00e9s de recursos da iniciativa privada, j\u00e1 pode iniciar a opera\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o de navios-sonda para a Petrobras. O motivo da partida inicial seria o recebimento da Licen\u00e7a de Opera\u00e7\u00e3o (LO) concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), no \u00faltimo dia 10. Ap\u00f3s dois anos do in\u00edcio das obras, a Enseada concluiu cerca de 80% das obras para constru\u00e7\u00e3o da Unidade Paragua\u00e7u. Com mais da metade das obras conclu\u00eddas, finalizou a constru\u00e7\u00e3o do primeiro cais que tem capacidade para atracar embarca\u00e7\u00f5es com at\u00e9 210 metros de comprimento e uma \u00e1rea total de 5,2 mil metros quadrados. Hoje, as equipes atuam na conclus\u00e3o da obra da oficina de corte e tratamento de chapas de a\u00e7o.<\/p>\n<p>Em plena atividade, a Enseada poder\u00e1 processar 36 mil toneladas de a\u00e7o por ano trabalhando em regime de turno \u00fanico, o que permite uma ampla margem de produ\u00e7\u00e3o, para fabrica\u00e7\u00e3o, at\u00e9 simult\u00e2nea, de diferentes tipos de embarca\u00e7\u00f5es, como sondas e FPSOs. Em nota divulgada pela Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o do Estado (Secom), o secret\u00e1rio estadual da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Minera\u00e7\u00e3o, James Correia, afirma que o estaleiro possui padr\u00f5es de qualidade, produtividade e tecnologia equivalente aos melhores do mundo. \u201c\u00c9 um equipamento com a mais alta tecnologia mundial e um marco para a ind\u00fastria naval brasileira\u201d, garantiu. Para o coordenador executivo de Infraestrutura e Log\u00edstica da Casa Civil da Bahia, Eracy Lafuente, este \u00e9 um projeto de grande import\u00e2ncia para a economia da Bahia e do Brasil. \u201cA opera\u00e7\u00e3o inicial traz um impacto positivo no \u00e2mbito econ\u00f4mico e a constru\u00e7\u00e3o de navios-sonda contribui significativamente para a pol\u00edtica de desenvolvimento da camada do pr\u00e9-sal no pa\u00eds, pondo a Bahia em destaque no cen\u00e1rio nacional da ind\u00fastria naval\u201d, explicou, atrav\u00e9s da Secom.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com James Correia, o estaleiro de Maragogipe vai mudar radicalmente a economia de todo o Rec\u00f4ncavo Baiano. \u201cOs baianos precisam saber que est\u00e1 em curso uma revolu\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica no Rec\u00f4ncavo. Onde antes s\u00f3 havia empregos no pequeno com\u00e9rcio e na pesca artesanal, hoje s\u00e3o oferecidos milhares de postos de trabalho e diversas oportunidades na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, como hospedagem, alimenta\u00e7\u00e3o, transporte, seguran\u00e7a, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade\u201d, declarou o secret\u00e1rio, durante montagem do superguindaste Goliath, em agosto deste ano.<\/p>\n<p>A \u00e1rea ocupada pela empresa \u00e9 de 1,6 milh\u00e3o de metros quadrados em Maragogipe, dos quais 400 mil destinados \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental. O diretor de rela\u00e7\u00f5es institucionais e de sustentabilidade do empreendimento, Humberto Rangel, destaca que a quest\u00e3o socioambiental \u00e9 ponto primordial na implanta\u00e7\u00e3o do equipamento. \u201cJ\u00e1 foram investidos aproximadamente R$ 40 milh\u00f5es em medidas que incluem o mapeamento de esp\u00e9cies e manuten\u00e7\u00e3o de flora e fauna regionais\u201d, afirmou. Al\u00e9m disso, existe a cria\u00e7\u00e3o de viveiros com mais de 40 mil mudas de \u00e1rvores nativas, educa\u00e7\u00e3o ambiental para as comunidades do entorno, apoio financeiro e log\u00edstico \u00e0s cooperativas locais de costureiras, pescadores e mariscadeiras, a capacita\u00e7\u00e3o para forma\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias pesqueiras da Ba\u00eda do Iguape e o gerenciamento de res\u00edduos s\u00f3lidos. No in\u00edcio de outubro, a empresa obteve do Ibama a licen\u00e7a de opera\u00e7\u00e3o, v\u00e1lida pelos pr\u00f3ximos quatro anos.<\/p>\n<p>A Enseada tem como cliente em Maragogipe a Sete Brasil (companhia de investimentos especializada em gest\u00e3o de portf\u00f3lio de ativos voltados para o setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s na \u00e1rea offshore no Brasil) para a constru\u00e7\u00e3o de seis sondas de perfura\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal para a Petrobras.<\/p>\n<p><strong>A empresa<\/strong><\/p>\n<p>A Enseada Ind\u00fastria Naval, empresa formada por Odebrecht, OAS, UTC e KHI (Kawasaki Heavy Industries) &#8211; esta \u00faltima, acionista e tamb\u00e9m parceira tecnol\u00f3gica estrat\u00e9gica -, atua na constru\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o de unidades offshore, como plataformas, FPSOs e sondas de perfura\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da presen\u00e7a no Rec\u00f4ncavo Baiano, a Enseada tamb\u00e9m atua no Estaleiro Inha\u00fama, localizado no Rio de Janeiro, arrendado pela Petrobras em raz\u00e3o do contrato para convers\u00e3o dos cascos de quatro navios em plataformas FPSOs (Floating Production, StorageandOffloading,em portugu\u00eas, unidade flutuante de produ\u00e7\u00e3o, armazenamento e transfer\u00eancia).<\/p>\n<p>No Estaleiro Inha\u00fama, a Enseada come\u00e7ou a atuar em agosto de 2012, m\u00eas em que foi docado o navio Petrobras 74 (tipo VLCC \u2013 VeryLargeCrude Carrier), cujo casco ser\u00e1 convertido no FPSO P-74. Trata-se de um marco para a ind\u00fastria naval brasileira, pois a \u00faltima convers\u00e3o realizada no Pa\u00eds data de 2003, quando a P-48 foi conclu\u00edda.<\/p>\n<p>O contrato com a Petrobras inclui a convers\u00e3o dos cascos de quatro navios do tipo VLCC em futuras FPSOs P-74, P-75, P-76 e P-77. As plataformas ser\u00e3o destinadas \u00e0s \u00e1reas da Cess\u00e3o Onerosa, no pr\u00e9-sal da Bacia de Santos. Em Inha\u00fama, a Enseada tem tamb\u00e9m mais de cinco mil trabalhadores. As obras mais importantes para a convers\u00e3o dos navios ser\u00e3o o refor\u00e7o estrutural do casco; a amplia\u00e7\u00e3o, a reforma e a adapta\u00e7\u00e3o das acomoda\u00e7\u00f5es, que ter\u00e3o capacidade para 110 pessoas; as instala\u00e7\u00f5es de equipamentos e utilidades, al\u00e9m da adapta\u00e7\u00e3o do sistema de ancoragem, entre outras.<\/p>\n<p>Fonte: Tribuna da Bahia (BA)\/Daniela Pereira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com aplica\u00e7\u00e3o na ordem de R$ R$ 2,7 bilh\u00f5es, um dos maiores investimentos privados da Bahia, na \u00faltima d\u00e9cada, est\u00e1 sendo instalado ao distrito de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":7428,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-8561","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8561","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8561"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8561\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8562,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8561\/revisions\/8562"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7428"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8561"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8561"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8561"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}