{"id":8440,"date":"2014-10-20T08:10:29","date_gmt":"2014-10-20T10:10:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=8440"},"modified":"2014-10-16T10:24:21","modified_gmt":"2014-10-16T13:24:21","slug":"exploracao-do-pre-sal-impulsiona-o-crescimento-da-industria-naval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/exploracao-do-pre-sal-impulsiona-o-crescimento-da-industria-naval\/","title":{"rendered":"Explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal impulsiona o crescimento da ind\u00fastria naval"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra \u00e9 o maior desafio dos estaleiros brasileiros. Setor emprega hoje quase 80 mil trabalhadores em todo o pa\u00eds<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Entre os principais entraves da ind\u00fastria naval brasileira est\u00e1 \u00e0 qualifica\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra especializada, que possibilite o aumento da produtividade e a competitividade internacional dos estaleiros, o desenvolvimento de novas tecnologias e a inova\u00e7\u00e3o na rede de fornecedores de conte\u00fado local para o setor, informa o Sindicato Nacional da Ind\u00fastria de Constru\u00e7\u00e3o e Repara\u00e7\u00e3o Naval e Offshore (Sinaval).<\/p>\n<p>Segundo dados do Sinaval, os estaleiros do pa\u00eds empregavam, em 2000, o total de 1.910 pessoas. Desde ent\u00e3o, esse n\u00famero vem crescendo ano a ano e, em 2008, chegou a 40.277 metal\u00fargicos empregados. Em setembro do ano passado, segundo o \u00faltimo relat\u00f3rio do Sinaval, o n\u00famero de trabalhadores do setor somou 78 mil pessoas.<\/p>\n<p>Recentemente, a presidenta Dilma Rousseff ressaltou em seu programa de r\u00e1dio \u201cCaf\u00e9 com a Presidenta\u201d, que a ind\u00fastria naval brasileira deve atingir a marca de 100 mil postos de trabalho at\u00e9 2017.\u00a0Dilma destacou ainda o bom momento que o setor naval apresenta no pa\u00eds. \u201cS\u00f3 em 2014, est\u00e3o em constru\u00e7\u00e3o ou contratados para serem constru\u00eddos aqui no Brasil 18 plataformas, 28 sondas de perfura\u00e7\u00e3o e 43 navios-tanque\u201d, afirmou.<br \/><strong><br \/>Estados que mais empregam<\/strong><\/p>\n<p>O Rio de Janeiro \u00e9 o estado que mais emprega trabalhadores na ind\u00fastria naval, de acordo com dados do Sinaval. S\u00e3o aproximadamente 30 mil profissionais, o que equivale a quase metade do n\u00famero total de empregos diretos na \u00e1rea no pa\u00eds. Em segundo lugar, o estado do Amazonas com 13,6 mil empregos, equivalente a aproximadamente 21%. J\u00e1 o Rio Grande do Sul, agrega pouco mais de seis mil empregos, que representam quase 10% do n\u00famero total de empregados no setor naval.<\/p>\n<p>Um estudo realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), aponta que para cada R$ 1 milh\u00e3o investido na constru\u00e7\u00e3o de navios gera-se 82 empregos diretos e indiretos, R$ 1,9 milh\u00e3o de valor adicionado, R$ 695 mil de sal\u00e1rios e R$ 549 mil de tributos.<\/p>\n<p>Durante a Semana de Infraestrutura (L.E.T.S.), realizada pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo em parceria com o Sistema Firjan (Fiesp), o diretor do Centro de Engenharia Naval do Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas (IPT), Carlos Padovezi, ressaltou que o custo da m\u00e3o de obra ser\u00e1 elevado at\u00e9 o Brasil recuperar um patamar de qualifica\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n<p>\u201cV\u00e1rios estaleiros est\u00e3o contratando gente, mas ainda precisa capacitar o pessoal. Vamos passar por um per\u00edodo que ainda n\u00e3o valer\u00e1 comparar a nossa produtividade com os pa\u00edses que est\u00e3o de modo permanente construindo navios e plataformas\u201d, disse Padonezi.<\/p>\n<p><strong>Novas encomendas at\u00e9 2020<\/p>\n<p><\/strong>A carteira de encomendas da ind\u00fastria naval do Brasil \u00e9 a quarta maior do mundo na categoria de navios em geral e a terceira em n\u00famero de petroleiros, segundo a Petrobras.\u00a0 A demanda da Estatal por embarca\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m aumentou com as novas descobertas do pr\u00e9-sal.<strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p>Segundo o Ipea, as estimativas de especialistas apontam para a necessidade de mais 12 a 15 plataformas, a partir de 2020, com investimento de R$ 36,75 bilh\u00f5es. Somente para a explora\u00e7\u00e3o do Campo de Libra, podem ser necess\u00e1rias 13 plataformas com investimento de mais R$ 31,85 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O Brasil, que j\u00e1 foi o maior construtor de navios nos anos 80, e tev\u00ea o setor praticamente paralisado nas duas d\u00e9cadas seguintes, retomou a todo vapor na constru\u00e7\u00e3o de navios, produ\u00e7\u00e3o em plataformas, sondas de perfura\u00e7\u00e3o, aquisi\u00e7\u00e3o de novos equipamentos, e tudo aquilo que a ind\u00fastria de petr\u00f3leo e g\u00e1s demanda. Antes do ressurgimento da ind\u00fastria naval, o setor estava 14 anos sem entregar navios ao Sistema Petrobras.<\/p>\n<p>Entre 2012 e 2020, as encomendas englobam 22 plataformas de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, 146 navios offshore, 26 petroleiros, 29 sondas de perfura\u00e7\u00e3o, cinco submarinos, dois navios graneleiros e sete porta-cont\u00eaineres, ressaltou o coordenador de Infraestrutura Econ\u00f4mica do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), Carlos Campos Neto, durante o painel &#8220;Investimentos em Petr\u00f3leo e o Impacto da Ind\u00fastria Naval&#8221; no evento L.E.T.S.<\/p>\n<p>Fonte: Reda\u00e7\u00e3o SINCOMAM \/ Margarida Putti<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra \u00e9 o maior desafio dos estaleiros brasileiros. 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