{"id":8259,"date":"2014-10-08T10:12:45","date_gmt":"2014-10-08T13:12:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=8259"},"modified":"2014-10-08T10:12:45","modified_gmt":"2014-10-08T13:12:45","slug":"logistica-deficiente-trava-nova-fronteira-para-graos-no-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/logistica-deficiente-trava-nova-fronteira-para-graos-no-para\/","title":{"rendered":"Log\u00edstica deficiente trava nova fronteira para gr\u00e3os no Par\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>Seis meses ap\u00f3s uma balsa que transportava \u00f3leo de dend\u00ea no rio Moju, no Par\u00e1, ter derrubado parte de uma ponte de 500 metros na rodovia estadual PA-483, que liga as regi\u00f5es sudeste e nordeste do Estado, os agricultores locais ainda sentem no bolso o aumento dos custos de transporte gerado pelo acidente, em mais um exemplo das defici\u00eancias da infraestrutura log\u00edstica no Norte do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Com o problema, alguns produtores n\u00e3o conseguiram arcar com os gastos adicionais e simplesmente tiveram que deixar de escoar sua produ\u00e7\u00e3o. O Movimento Pr\u00f3-Log\u00edstica, que monitora o imbr\u00f3glio desde o in\u00edcio, calcula que, para contornar o problema, o frete cobrado subiu at\u00e9 25% desde o m\u00eas de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>A ponte se encontra nos arredores do munic\u00edpio de Moju, distante 129 quil\u00f4metros da capital Bel\u00e9m, e faz parte do complexo rodovi\u00e1rio Al\u00e7a Vi\u00e1ria, que funciona como elo estrat\u00e9gico de escoamento de gr\u00e3os do sul paraense em dire\u00e7\u00e3o ao Porto Vila do Conde, em Barcarena, nordeste do Estado &#8211; onde j\u00e1 come\u00e7aram a operar terminais portu\u00e1rios dos grupos americanos Bunge e ADM.<\/p>\n<p>Com os investimentos feitos por essas e outras empresas na regi\u00e3o, a por\u00e7\u00e3o sul do Par\u00e1 passou a ser apontada como uma nova fronteira de destaque para a produ\u00e7\u00e3o de soja e milho no pa\u00eds, principalmente em \u00e1reas j\u00e1 degradadas.<\/p>\n<p>Os custos com o transporte rodovi\u00e1rio por causa do acidente encareceram porque, para contornarem o percurso da ponte Moju Cidade, os motoristas dos caminh\u00f5es est\u00e3o sendo obrigados a fazer desvios pela rodovia Bel\u00e9m-Bras\u00edlia ou vias estaduais em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, como a PA-150, o que aumenta o percurso em mais de 100 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>No Par\u00e1, o plantio come\u00e7a em dezembro e a comercializa\u00e7\u00e3o costuma ter in\u00edcio em mar\u00e7o do ano seguinte. Mas, como houve o problema com a ponte, a comercializa\u00e7\u00e3o foi prejudicada e at\u00e9 hoje h\u00e1 volumes remanescentes que precisam ser escoados.<\/p>\n<p>Leonir Rossetto, sojicultor de Reden\u00e7\u00e3o, no sudeste paraense, e um dos pioneiros na produ\u00e7\u00e3o da cultura no Estado, afirma que, com a queda da ponte, uma alternativa adotada foi transportar os carregamentos de soja para Porto Franco, em Tocantins. Mas esse destino est\u00e1 a 560 quil\u00f4metros de Reden\u00e7\u00e3o e n\u00e3o \u00e9 o caminho preferido dos produtores do Estado, pois de l\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o ainda precisa seguir por ferrovia at\u00e9 o Porto de Itaqui, no Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Para levar minha soja a Barcarena, s\u00e3o 800 quil\u00f4metros, mas a vantagem \u00e9 que n\u00e3o precisa sair do Estado do Par\u00e1&#8221;, diz Rossetto. &#8220;E, como a ponte caiu, o frete cobrado subiu para entre R$ 160 e R$ 170 por tonelada, enquanto pag\u00e1vamos entre R$ 130 e R$ 140 antes&#8221;. Ele acrescenta que a alta do frete dever\u00e1 elevar ainda mais o custo total dos produtores de soja e milho da regi\u00e3o sul do Par\u00e1, que j\u00e1 subiu por causa do encarecimento dos insumos.<\/p>\n<p>&#8220;Os produtores est\u00e3o indignados com a ponte intransit\u00e1vel e alguns j\u00e1 se recusam a embarcar a soja, pois acham que n\u00e3o compensa o custo&#8221;, diz Vanderlei Silva, presidente da Aprosoja no Par\u00e1.<\/p>\n<p>O diretor-executivo do Movimento Pr\u00f3-Log\u00edstica, Edeon Vaz, afirma que, pelo andamento das obras, a previs\u00e3o mais otimista \u00e9 que a ponte Moju Cidade volte a ser liberada para tr\u00e1fego em abril de 2015. &#8220;O Estado deveria acelerar a obra para conclu\u00ed-la at\u00e9 mar\u00e7o de 2015, o que causaria menos impacto aos produtores. Caso contr\u00e1rio, os custos altos de frete v\u00e3o continuar&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>Para Vaz, a op\u00e7\u00e3o log\u00edstica mais eficiente para escoar a produ\u00e7\u00e3o do sul do Par\u00e1 &#8211; e at\u00e9 a do norte de Mato Grosso -, seria transportar a carga de caminh\u00e3o at\u00e9 Marab\u00e1 e de l\u00e1 por barca\u00e7as pela Hidrovia Araguaia-Tocantins. O problema \u00e9 que essa hidrovia ainda n\u00e3o est\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Secretaria de Transportes do Par\u00e1 informa que a reconstru\u00e7\u00e3o da ponte j\u00e1 foi licitada e que as obras est\u00e3o prestes a serem iniciadas. Segundo a secretaria, o t\u00e9rmino dos trabalhos ainda est\u00e1 previsto para dezembro, mas as chuvas tendem a adiar para fevereiro a conclus\u00e3o das atividades de engenharia. Desde que a ponte foi parcialmente rompida, segundo o \u00f3rg\u00e3o, o governo local providenciou balsas para viabilizar o deslocamento de pessoas e ve\u00edculos.<\/p>\n<p>A Companhia de Navega\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia (CNA), respons\u00e1vel pela balsa que causou o acidente, se limitou a responder, por meio de sua assessoria de imprensa, que a reconstru\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo conduzida pelo governo do Par\u00e1.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4micoCristiano Zaia | De Bras\u00edlia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seis meses ap\u00f3s uma balsa que transportava \u00f3leo de dend\u00ea no rio Moju, no Par\u00e1, ter derrubado parte de uma ponte de 500 metros na&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":7428,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-8259","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8259","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8259"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8259\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8260,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8259\/revisions\/8260"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7428"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}