{"id":8140,"date":"2014-10-02T09:08:52","date_gmt":"2014-10-02T12:08:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=8140"},"modified":"2014-10-02T09:08:52","modified_gmt":"2014-10-02T12:08:52","slug":"sinaval-defende-a-manutencao-da-lei-de-conteudo-local","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/sinaval-defende-a-manutencao-da-lei-de-conteudo-local\/","title":{"rendered":"Sinaval defende a manuten\u00e7\u00e3o da lei de conte\u00fado local"},"content":{"rendered":"<p>O vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o e Repara\u00e7\u00e3o Naval e Offshore (Sinaval), Franco Papini, afirmou que a entidade \u00e9 contra a flexibiliza\u00e7\u00e3o da lei de conte\u00fado local.<\/p>\n<p>Em sua opini\u00e3o, essa postura n\u00e3o \u00e9 boa para o pa\u00eds, uma vez que a constru\u00e7\u00e3o naval tem uma demanda concentrada nas encomendas da Petrobras, onde foram feitos, segundo ele, diversos investimentos de grande porte na constru\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o de estaleiros para fazer frente \u00e0s encomendas da estatal do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o de Papini rebate algumas teses que foram defendidas na Rio Oil &amp; Gas 2014, quando foi sugerido a flexibiliza\u00e7\u00e3o da lei de conte\u00fado local como forma de atender a demanda da Petrobras.<\/p>\n<p>O executivo do Sinaval lembrou que nas d\u00e9cadas de 70 e 80 o Brasil chegou a ser o segundo do mundo no setor, s\u00f3 perdendo para o Jap\u00e3o. Por decis\u00f5es pol\u00edticas o setor perdeu tudo, principalmente na cabotagem, entre outros.<\/p>\n<p>&#8211; Com isso, tamb\u00e9m perdemos a ind\u00fastria fornecedora. S\u00f3 para ter uma id\u00e9ia, de ind\u00fastria de motor principal n\u00f3s t\u00ednhamos tr\u00eas e todas n\u00f3s perdemos. Com a nova pol\u00edtica que come\u00e7ou em 2003, com o ex-presidente Lula, o setor ganhou prioridade, inclusive fazendo parte do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) &#8211; disse, ressaltando que, agora, o segmento est\u00e1 se preparando para atingir o patamar que tinha no passado: a \u00c1sia demorou 30 anos para chegar ao n\u00edvel que est\u00e1 hoje, que s\u00e3o os maiores do mundo. A pr\u00f3pria Europa perdeu e hoje s\u00f3 faz embarca\u00e7\u00f5es especiais, como \u00e9 o caso da Noruega. S\u00f3 com esse primeiro passo que foi dado, n\u00f3s sa\u00edmos de um patamar de 1.900 empregos para acima de 80 mil e, com o advento do pr\u00e9-sal, devemos passar de 100 mil empregos diretos?, disse, estimando a gera\u00e7\u00e3o de empregos indiretos deve girar em torno de 400 mil empregos no setor.<\/p>\n<p>Franco Papini fez quest\u00e3o de explicar ao Monitor Mercantil que, quando se fala em pol\u00edtica de conte\u00fado local, est\u00e1 se falando de uma pol\u00edtica para a ind\u00fastria fornecedora. &#8211; Apoio veementemente a condu\u00e7\u00e3o dessa pol\u00edtica de conte\u00fado local, apesar de alguns percal\u00e7os que n\u00f3s temos porque, durante muitos anos, basicamente n\u00e3o houve investimentos. Falta tecnologia, inova\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, esse \u00e9 o trabalho do Sinaval. Estamos acompanhando de perto a inser\u00e7\u00e3o de empresas internacionais para que haja troca de conhecimento, capacita\u00e7\u00e3o, como forma de atender a demanda grandiosa da Petrobras \u2013 disse, acrescentando que n\u00e3o h\u00e1 no mundo uma demanda como a da estatal: a demanda nos d\u00e1 uma perenidade de 30 ou 40 anos.<\/p>\n<p>O trabalho do Sinaval est\u00e1 concentrado na tentativa de atrair empresas internacionais, que possuem tecnologia, que inovaram, e que est\u00e3o cada vez mais se inserindo no mercado brasileiro, disse, informando que muitas empresas estrangeiras j\u00e1 vieram ao Brasil como, por exemplo, empresas japonesas e italianas, que vieram sozinhas ou se associaram com empresas brasileiras, em fun\u00e7\u00e3o do sistema tribut\u00e1rio do pa\u00eds ser complicado.<\/p>\n<p>O brasileiro j\u00e1 tem conhecimento desse sistema para poder instruir o novo s\u00f3cio de como funciona. Hoje, n\u00f3s temos o Fundo de Marinha Mercante (FMM) que \u00e9 o financiador de recursos atrav\u00e9s de bancos conveniados (BB, CEF, Bndes, Basa, Banco do Nordeste, e outros), para financiar a ind\u00fastria naval?<\/p>\n<p>Papini disse ainda que o Sinaval est\u00e1 tentando, atrav\u00e9s de um projeto junto ao Bndes e do BB, criar um produto dentro do FMM para financiar as empresas fornecedoras. A entidade, segundo ele, fez um levantamento para saber o quanto tem de navios petroleiros, de apoio, plataformas de produ\u00e7\u00e3o e perfura\u00e7\u00e3o (sondas) para saber quais s\u00e3o os gargalos.<\/p>\n<p>\u2013 Temos que saber as dificuldades em materiais e equipamentos. O Sinaval foi o maior incentivador de um fornecimento que houve para o estaleiro Alian\u00e7a, atrav\u00e9s da empresa de navega\u00e7\u00e3o CBO, que comprou 12 motores da Dayhatsu, japonesa com alternadores fabricados em Jaragu\u00e1 do Sul. Sa\u00edram do Brasil e foram para o Jap\u00e3o fazer o acoplamento, teste e depois voltaram para Niter\u00f3i. Isso \u00e9 uma log\u00edstica louca.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, de acordo com Papini, a ind\u00fastria de fornecimento poderia ser inserida. Por isso, a entidade, diz, est\u00e1 fazendo um trabalho junto \u00e0s associa\u00e7\u00f5es de classe, mostrando quais s\u00e3o as demandas dos estaleiros a n\u00edvel quantitativo, especificando tecnicamente, como forma de entender de que maneira se pode, cada vez mais, aumentar o investimento para a ind\u00fastria de petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n<p>\u2013 Existem alguns percal\u00e7os nesse processo. Por exemplo, os pre\u00e7os praticados no Brasil s\u00e3o mais elevados de certa forma. Qualidade, n\u00f3s temos em alguns produtos, temos prazo de entrega. Quando se fala de pre\u00e7o, n\u00f3s esbarramos num outro ponto, que \u00e9 a previsibilidade. Se pegarmos a Petrobras, que sabe o que acontece em seus po\u00e7os, quando vai ser a data de seu primeiro \u00f3leo, n\u00f3s colocamos a ind\u00fastria de fornecedores j\u00e1 participando dos projetos porque o mercado l\u00e1 fora \u00e9 ofertante, com pre\u00e7os convidativos, diferente do mercado que cumpre o conte\u00fado local. \u00c9 um caminho \u00e1rduo que n\u00e3o devemos abandonar. Somos positivos e o Sinaval vai acompanhar de perto.<\/p>\n<p>Outro ponto frisado por Papini em rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado local \u00e9 que todos os navios que est\u00e3o sendo constru\u00eddos, petroleiros, tanque, de apoio, ou plataformas v\u00e3o operar em \u00e1guas brasileiras. Por isso, ele afirma que \u00e9 muito mais pr\u00e1tico para o armador ter o seu fornecedor brasileiro perto dele caso haja algum tipo de problema \u2013 manuten\u00e7\u00e3o, por exemplo, que pode ser resolvido no dia seguinte por um telefonema.<\/p>\n<p>\u2013 Se o fornecedor for europeu, ele n\u00e3o pode vir no dia seguinte. Tem problema de largar a fam\u00edlia, organizar passagens, largar compromissos da empresa para poder se liberar e vir para o Brasil. Isso \u00e9 um incentivo para o conte\u00fado local.<\/p>\n<p>Fonte: Monitor Mercantil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o e Repara\u00e7\u00e3o Naval e Offshore (Sinaval), Franco Papini, afirmou que a entidade \u00e9 contra a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":7658,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-8140","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8140","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8140"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8140\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8141,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8140\/revisions\/8141"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7658"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}