{"id":8065,"date":"2014-09-30T08:26:07","date_gmt":"2014-09-30T11:26:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=8065"},"modified":"2014-09-29T17:27:15","modified_gmt":"2014-09-29T20:27:15","slug":"projeto-de-geracao-de-energia-maritima-no-porto-do-pecem-esta-abandonado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/projeto-de-geracao-de-energia-maritima-no-porto-do-pecem-esta-abandonado\/","title":{"rendered":"Projeto de gera\u00e7\u00e3o de energia mar\u00edtima no porto do Pec\u00e9m est\u00e1 abandonado"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil est\u00e1 a poucos passos de sujar sua matriz energ\u00e9tica, mesmo at\u00e9 pouco tempo tendo liderado a frente de defesa da produ\u00e7\u00e3o de energia de fontes renov\u00e1veis, como etanol, biodiesel, e\u00f3lica e solar. A leitura surge de um amplo estudo sobre sustentabilidade e economia verde, feito pela Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) e a Febraban, em fase de conclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Os motivos da mudan\u00e7a de prioridade, segundo a an\u00e1lise, seriam a descoberta e o in\u00edcio da explora\u00e7\u00e3o de grandes reservas de petr\u00f3leo no pr\u00e9-sal, o excesso de acomoda\u00e7\u00e3o com as usinas hidrel\u00e9tricas, al\u00e9m de aspectos tecnol\u00f3gicos e econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Mas o Brasil n\u00e3o pode perder essa onda, alertam cientistas e especialistas. O pa\u00eds come\u00e7a de forma t\u00edmida a desenvolver tecnologia nacional para gerar energia el\u00e9trica com as ondas do mar. Com 8 mil quil\u00f4metros de costa, e um potencial que pode chegar a 114 gigawatts (praticamente a atual capacidade instalada de energia el\u00e9trica no pa\u00eds), o Brasil teria tudo para se tornar um dos l\u00edderes globais do setor de energia mar\u00edtima, que engloba tamb\u00e9m o movimento das mar\u00e9s.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, o Brasil est\u00e1 entre os 12 pa\u00edses que correm para se destacar nesta nova fronteira energ\u00e9tica. O segmento de energia mar\u00edtima deve ter seu padr\u00e3o tecnol\u00f3gico definido at\u00e9 2020 e se tornar vi\u00e1vel economicamente em 2025. Mas o pa\u00eds est\u00e1 numa encruzilhada, pois come\u00e7a a enfrentar o desafio de investir mais recursos e de fechar parcerias com empresas.<\/p>\n<p>No total, j\u00e1 existem seis tecnologias para energia mar\u00edtima. Na elite mundial do segmento est\u00e3o Reino Unido \u2013 o pa\u00eds mais avan\u00e7ado, com centro de pesquisas para o setor -, Estados Unidos, Dinamarca, Portugal, China, Noruega, Canad\u00e1 e Austr\u00e1lia. Fran\u00e7a e Coreia do Sul j\u00e1 possuem projetos comerciais em energia das mar\u00e9s, mas este segmento come\u00e7a a ser abandonado pelo forte impacto ambiental que tem no litoral. A \u00cdndia avan\u00e7a nas pesquisas, mas seu objetivo principal \u00e9 a obten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua doce.<\/p>\n<p>O professor Ivan Eduardo Chab\u00fa, do Departamento de Engenharia de Energia e Automa\u00e7\u00e3o El\u00e9tricas da Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), alerta que embora as pesquisas tecnol\u00f3gicas no Brasil estejam praticamente no mesmo n\u00edvel das de outros pa\u00edses, aqui o n\u00famero \u00e9 reduzido: as principais, com o desenvolvimento de prot\u00f3tipos, s\u00e3o da Coppe\/UFRJ. Uma delas foi feita, mas j\u00e1 abandonada, no Porto de Pec\u00e9m; e outra est\u00e1 em desenvolvimento no Rio. Em outros pa\u00edses h\u00e1 mais de cem pesquisas e projetos em desenvolvimento.<\/p>\n<p>\u2013 O Brasil investe muito pouco em pesquisas nessas tecnologias diferentes, ex\u00f3ticas. Mas \u00e9 preciso desenvolver agora, porque n\u00e3o sabemos como ser\u00e1 nossa matriz energ\u00e9tica daqui a 20 anos, para n\u00e3o ficarmos atr\u00e1s do resto do mundo, como aconteceu com a e\u00f3lica \u2013 destaca Chab\u00fa.<\/p>\n<p>O financiamento das pesquisas poder\u00e1 vir das empresas, pois de acordo com as regras da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), 1% do faturamento do setor tem de ser empregado em pesquisa e tecnologia. Outra alternativa \u00e9 fazer uma parceria estrat\u00e9gica com a China, que j\u00e1 procurou a Coppe.<\/p>\n<p>Embora tenha sido considerado um \u201csucesso\u201d, o projeto de Pec\u00e9m foi abandonado h\u00e1 um ano, pelo fim do contrato de pesquisa com a Tractebel, multinacional que investiu R$ 15 milh\u00f5es no empreendimento, e por necessitar de melhorias tecnol\u00f3gicas, segundo a Coppe. Esta iniciativa, dizem, gerou muito conhecimento.<\/p>\n<p>\u2013 Pretendemos, no futuro (2017), retomar experimentos no Cear\u00e1. Vamos primeiro testar o novo prot\u00f3tipo do Rio \u2013 diz o professor Segen Estefen, do Programa de Engenharia Oce\u00e2nica da Coppe\/UFRJ.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de necessitar de altera\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, a mudan\u00e7a no porto auxiliou no abandono do projeto, que se for retomado ficar\u00e1 em outro local. O presidente da Tractebel Energia, Manoel Zaroni Torres, reafirmou o interesse em uma retomada:<\/p>\n<p>\u2013 Aproveitamos toda a estrutura criada para o desenvolvimento do petr\u00f3leo e do pr\u00e9-sal para criar esta tecnologia, mas temos consci\u00eancia dos problemas, pois agora precisaremos de no m\u00ednimo R$ 280 milh\u00f5es, para torn\u00e1-la comercial.<\/p>\n<p>Fonte: Cear\u00e1 Agora\/ Antonio Cardoso<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil est\u00e1 a poucos passos de sujar sua matriz energ\u00e9tica, mesmo at\u00e9 pouco tempo tendo liderado a frente de defesa da produ\u00e7\u00e3o de energia&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-8065","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8065","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8065"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8065\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8066,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8065\/revisions\/8066"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8065"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8065"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8065"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}