{"id":7883,"date":"2014-09-19T08:20:40","date_gmt":"2014-09-19T11:20:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=7883"},"modified":"2014-09-18T21:52:42","modified_gmt":"2014-09-19T00:52:42","slug":"novas-areas-na-bacia-de-pelotas-rs-serao-leiloadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/novas-areas-na-bacia-de-pelotas-rs-serao-leiloadas\/","title":{"rendered":"Novas \u00e1reas na Bacia de Pelotas (RS) ser\u00e3o leiloadas"},"content":{"rendered":"<p>Uma nova chance de explora\u00e7\u00e3o da Bacia de Pelotas ser\u00e1 oportunizada a partir do pr\u00f3ximo ano. O secret\u00e1rio de Desenvolvimento e Promo\u00e7\u00e3o do Investimento, Mauro Knijnik, revela que a Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) ir\u00e1 incluir a bacia no leil\u00e3o de \u00e1reas explorat\u00f3rias de petr\u00f3leo, anunciado para o primeiro semestre de 2015. Ainda n\u00e3o foi definida a regi\u00e3o espec\u00edfica que ser\u00e1 ofertada.<\/p>\n<p>A Bacia de Pelotas envolve aproximadamente 210 mil quil\u00f4metros quadrados e se estende do Sul de Santa Catarina at\u00e9 a fronteira com o Uruguai, compreendendo toda a costa do Rio Grande do Sul, estando concentrada, em sua maior parte, no mar. Knijnik espera que a presen\u00e7a da bacia no leil\u00e3o desperte o interesse da Petrobras e de empresas internacionais.<\/p>\n<p>O vice-presidente da Ag\u00eancia Ga\u00facha de Desenvolvimento e Promo\u00e7\u00e3o do Investimento (AGDI), Alo\u00edsio N\u00f3brega, salienta que a \u00e1rea n\u00e3o participava de leil\u00f5es desde 2005. \u201cAo que tudo indica, Pelotas reconquistou o status de bacia com potencial petrol\u00edfero\u201d, comenta o dirigente. Representantes da AGDI est\u00e3o participando da feira Rio Oil &amp; Gas 2014, que se encerra amanh\u00e3 no Rio de Janeiro. No evento, segundo informa\u00e7\u00f5es do governo ga\u00facho, a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, definiu a Bacia de Pelotas como uma nova fronteira de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Knijnik enfatiza que o leil\u00e3o de 2015 incluir\u00e1 novas \u00e1reas dentro da bacia e n\u00e3o aquelas que j\u00e1 foram adquiridas pela Petrobras em disputa realizada em 2004. O direito foi conquistado pela estatal na Licita\u00e7\u00e3o n\u00ba 6 da ANP, quando a companhia venceu a concorr\u00eancia por um bloco explorat\u00f3rio, dividido em seis c\u00e9lulas, de cerca de 3,9 mil quil\u00f4metros quadrados de abrang\u00eancia. Recentemente, o Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade) deu a aprova\u00e7\u00e3o para que a empresa francesa Total entrasse como parceira da Petrobras na explora\u00e7\u00e3o da \u00e1rea.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio espera que se iniciem em breve as perfura\u00e7\u00f5es de po\u00e7os para que seja comprovada ou n\u00e3o a exist\u00eancia de g\u00e1s ou de petr\u00f3leo na regi\u00e3o. Apesar dos constantes atrasos da Petrobras para fazer as perfura\u00e7\u00f5es no bloco que assumiu na Licita\u00e7\u00e3o n\u00ba 6 (inicialmente previstas para 2012), Knijnik afirma que n\u00e3o tem d\u00favidas de que essas a\u00e7\u00f5es ser\u00e3o concretizadas. Na semana passada, durante semin\u00e1rio realizado em Porto Alegre, o gerente-geral de explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal da Petrobras, Jeferson Dias, informou que a perfura\u00e7\u00e3o de um po\u00e7o deve ocorrer em 2015.<\/p>\n<p>A deputada estadual Miriam Marroni (PT), que h\u00e1 anos acompanha a quest\u00e3o, aposta que essa estimativa ser\u00e1 cumprida. A parlamentar atribui o atraso \u00e0 demora no licenciamento ambiental que \u00e9 concedido pelo Ibama. \u201cMas, n\u00e3o tem mais o que o Ibama pedir\u201d, diz a deputada. Para Miriam, o interesse despertado pelo pr\u00e9-sal tamb\u00e9m fez com que a cobi\u00e7a por outras regi\u00f5es com menores possibilidades de presen\u00e7a de petr\u00f3leo ou g\u00e1s esmorecesse. A parlamentar recorda que a Petrobras tem planejadas as perfura\u00e7\u00f5es de dois po\u00e7os, o Guarani e o Pampeano, cuja localiza\u00e7\u00e3o fica a cerca de 150 quil\u00f4metros, mar adentro, a partir do munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte.<\/p>\n<p><strong>Perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7o necessita de intenso aporte de recursos<\/strong><\/p>\n<p>Apesar do otimismo da deputada Miriam Marroni e do secret\u00e1rio Mauro Knijnik, alguns fatores podem atrapalhar os trabalhos na Bacia de Pelotas. Um deles seria o elevado custo do desenvolvimento de po\u00e7os na regi\u00e3o, hoje estimado em mais de US$ 100 milh\u00f5es. Al\u00e9m disso, o tema n\u00e3o \u00e9 tratado com plena transpar\u00eancia. A Petrobras, por exemplo, recusa-se a divulgar o valor do neg\u00f3cio com a Total, que garantiu \u00e0 francesa participa\u00e7\u00e3o no empreendimento. J\u00e1 a assessoria de imprensa do Ibama comunicou que o t\u00e9cnico que acompanha o processo de licenciamento ambiental para a perfura\u00e7\u00e3o na Bacia de Pelotas encontrava-se ontem em reuni\u00e3o externa.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, n\u00e3o foi encontrado \u00f3leo ou g\u00e1s na regi\u00e3o. As pesquisas de hidrocarbonetos na Bacia de Pelotas foram iniciadas na d\u00e9cada de 1950, sendo que os primeiros estudos s\u00edsmicos mar\u00edtimos ocorreram somente a partir dos anos de 1970. Entre 1974 e 1995 foram perfurados cinco po\u00e7os explorat\u00f3rios e de 1995 a 1996 foram executados mais tr\u00eas.<\/p>\n<p>A Petrobras assinou seu primeiro contrato de concess\u00e3o com a ANP na Bacia de Pelotas em 1999, denominado Bloco BM-P-1, em parceria com a companhia Exxon. Em 2000, houve a aquisi\u00e7\u00e3o de 7,5 mil quil\u00f4metros de s\u00edsmica mar\u00edtima 2D e a perfura\u00e7\u00e3o de um po\u00e7o (1-RSS-4). Esse po\u00e7o, como os outros, tamb\u00e9m n\u00e3o resultou em descoberta de petr\u00f3leo. Em 2004, a estatal assinou o contrato de concess\u00e3o com a ANP quanto ao Bloco BM-P-2. A pr\u00f3xima etapa ocorreu em 2011, quando decidiu passar para o segundo per\u00edodo de opera\u00e7\u00e3o desse contrato de concess\u00e3o, com o compromisso de perfurar um po\u00e7o explorat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Fonte: Jornal do Comercio (POA)\/Jefferson Klein<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova chance de explora\u00e7\u00e3o da Bacia de Pelotas ser\u00e1 oportunizada a partir do pr\u00f3ximo ano. 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