{"id":7837,"date":"2014-09-18T08:28:53","date_gmt":"2014-09-18T11:28:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=7837"},"modified":"2014-09-16T22:51:30","modified_gmt":"2014-09-17T01:51:30","slug":"porto-de-santos-estuda-a-construcao-de-terminais-de-aguas-profundas-no-exterior-da-baia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/porto-de-santos-estuda-a-construcao-de-terminais-de-aguas-profundas-no-exterior-da-baia\/","title":{"rendered":"Porto de Santos estuda a constru\u00e7\u00e3o de terminais de \u00e1guas profundas no exterior da Ba\u00eda"},"content":{"rendered":"<p>O porto de Santos, o maior da Am\u00e9rica do Sul, estuda ampliar sua \u00e1rea para terminais. E seus planos mudaram. N\u00e3o envolvem mais a implanta\u00e7\u00e3o de um conjunto de instala\u00e7\u00f5es de carga na parte central da regi\u00e3o portu\u00e1ria, entre as ilhas Barnab\u00e9 e Bagres, o denominado Complexo Barnab\u00e9-Bagres, debatido desde o final dos anos 90. O futuro do complexo santista n\u00e3o est\u00e1 mais no interior do canal de navega\u00e7\u00e3o, mas fora dele, com a constru\u00e7\u00e3o de terminais de \u00e1guas profundas no exterior da Ba\u00eda de Santos, o projeto Santosvlakte.<\/p>\n<p>O nome \u00e9 uma refer\u00eancia \u00e0 Maasvlakte, a \u00e1rea de expans\u00e3o do Porto de Roterd\u00e3, na Holanda, o principal complexo mar\u00edtimo do Ocidente. Para conseguir mais espa\u00e7o para suas opera\u00e7\u00f5es, a autoridade portu\u00e1ria holandesa aterrou uma \u00e1rea do Mar do Norte e ali ergueu seus novos terminais. \u00c9 neste exemplo em que a Companhia Docas do Estado de S\u00e3o Paulo (Codesp, a Autoridade Portu\u00e1ria de Santos) se inspira.<\/p>\n<p>O plano santista foi apresentado pelo engenheiro da Codesp Alu\u00edsio Moreira na \u00faltima semana, durante sua participa\u00e7\u00e3o no Semin\u00e1rio Internacional de Portos e Hidrovias (SIPH). O evento, realizado no campus principal da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fund\u00e3o, na capital fluminense, reuniu especialistas brasileiros, norte-americanos, brit\u00e2nicos, holandeses e belgas para debater novos paradigmas para obras costeiras e portu\u00e1rias.<\/p>\n<p>Em sua palestra no SIPH, Moreira explicou que, atualmente, a Codesp realiza os estudos necess\u00e1rios para avaliar a viabilidade do Santosvlakte. \u201cEstamos montando um banco de dados sobre o estu\u00e1rio para ent\u00e3o verificarmos se tal empreendimento pode ser feito, quais ser\u00e3o seus reflexos no meio ambiente. N\u00e3o sabemos se ele seria erguido a 10 quil\u00f4metros, a 20 quil\u00f4metros, mais para a esquerda ou \u00e0 direita. Mas essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o apontar qual a melhor localiza\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Moreira.<\/p>\n<p>O engenheiro destacou que tal empreendimento segue uma tend\u00eancia percebida nos principais portos do mundo, a de expandir suas \u00e1reas para al\u00e9m-mar. \u201cSantos vai precisar crescer e a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 no interior do estu\u00e1rio, mas l\u00e1 fora\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A ideia de construir um complexo de \u00e1guas profundas no exterior da Ba\u00eda de Santos ou na costa da regi\u00e3o teve origem a partir de dois estudos. Um deles \u00e9 o masterplan (plano mestre) do Porto, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e elaborado pelo cons\u00f3rcio The Louis Berger Group-Internave Engenharia Ltda. Conclu\u00eddo em 2010, ele previu tr\u00eas linhas de crescimento para a movimenta\u00e7\u00e3o de cargas do cais santista: uma pessimista, uma b\u00e1sica e uma otimista. Os resultados dos \u00faltimos anos confirmam a linha otimista, que projeta a opera\u00e7\u00e3o de 229,73 milh\u00f5es de toneladas em 2024.<\/p>\n<p>O outro levantamento considerado foi o Estudo de Acessibilidade do Porto, realizado pela Funda\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico da Engenharia (FDTE) tamb\u00e9m em 2010. Ele mostrou quais trechos das rodovias e linhas ferrovi\u00e1rias que atendem o cais santista estavam pr\u00f3ximos do limite de sua capacidade de transporte de cargas.<\/p>\n<p>Segundo Moreira, diante do aumento de movimenta\u00e7\u00e3o previsto pelo masterplan e das condi\u00e7\u00f5es de infraestrutura apontadas no Estudo de Acessibilidade, o Porto de Santos ter\u00e1 de expandir suas instala\u00e7\u00f5es e melhorar sua log\u00edstica. As liga\u00e7\u00f5es rodovi\u00e1rias e ferrovi\u00e1rias podem ser ampliadas ou ter seu excedente de cargas levado por barca\u00e7as. O problema est\u00e1 no canal de navega\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 mostra ind\u00edcios de exaust\u00e3o, com o crescimento do tamanho dos navios e do tempo m\u00e9dio de espera dos cargueiros para atracar, apontou.<\/p>\n<p>\u201cCada vez mais o canal est\u00e1 sendo demandado e, uma hora, chegar\u00e1 ao limite. Nesse momento, n\u00e3o temos uma op\u00e7\u00e3o. A sa\u00edda \u00e9 reduzir a necessidade do canal e levar os terminais para fora\u201d, explicou o engenheiro da Docas.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia \u00e9 utilizada por grandes portos mundiais desde o final do s\u00e9culo passado. Ela foi adotada tanto em Roterd\u00e3, com o Maasvlakte 1 e o 2 (inaugurado no ano passado), como em Le Havre, na Fran\u00e7a, com o projeto Port 2000, e em Xangai, na China, que construiu seu complexo de terminais de \u00e1guas profundas no arquip\u00e9lago de Yangshan, localizado a 32 quil\u00f4metros da costa da cidade.<\/p>\n<p>\u201cA explora\u00e7\u00e3o de \u00e1reas al\u00e9m-mar \u00e9 a sa\u00edda encontrada pelos principais portos do mundo. \u00c9 uma tend\u00eancia mundial. Com isso, eles conseguem locais com uma profundidade maior e uma menor necessidade de dragagem, pois h\u00e1 um menor assoreamento (dep\u00f3sito de sedimentos no leito de um mar ou rio, deixando-o mais raso). Tem uma melhor acessibilidade e um maior dimensionamento de terminais\u201d, afirmou o representante da Codesp em sua apresenta\u00e7\u00e3o, que se tornou um dos pontos altos do semin\u00e1rio ocorrido no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O primeiro passo para o projeto Santosvlakte foi dado no ano passado, quando a Docas firmou uma parceria com a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), v\u00e1lida por 25 anos. O acordo prev\u00ea que a institui\u00e7\u00e3o de ensino superior ir\u00e1 pesquisar os fen\u00f4menos estuarinos, oce\u00e2nicos e meteorol\u00f3gicos \u2013 como as condi\u00e7\u00f5es das mar\u00e9s, das correntes e dos ventos \u2013 da Ba\u00eda de Santos e \u00e1reas pr\u00f3ximas. A USP ainda treinar\u00e1 funcion\u00e1rios da Autoridade Portu\u00e1ria para estudar a implanta\u00e7\u00e3o do projeto de expans\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPrimeiro estamos recolhendo dados. Depois vamos analis\u00e1-los e, ent\u00e3o, poderemos verificar a viabilidade do Santosvlakte. Esse projeto mostra que o Porto de Santos j\u00e1 se prepara para o futuro\u201d, afirmou Alu\u00edsio Moreira.<\/p>\n<p>Fonte: Tribuna Online\/Leopoldo Figueiredo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O porto de Santos, o maior da Am\u00e9rica do Sul, estuda ampliar sua \u00e1rea para terminais. E seus planos mudaram. 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