{"id":7827,"date":"2014-09-17T08:25:20","date_gmt":"2014-09-17T11:25:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=7827"},"modified":"2014-09-16T22:33:51","modified_gmt":"2014-09-17T01:33:51","slug":"inicio-das-operacoes-no-comperj-podem-ficar-para-o-fim-de-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/inicio-das-operacoes-no-comperj-podem-ficar-para-o-fim-de-2016\/","title":{"rendered":"In\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es no Comperj podem ficar para o fim de 2016"},"content":{"rendered":"<p>Um dos principais empreendimentos da Petrobras em constru\u00e7\u00e3o, o Complexo Petroqu\u00edmico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) &#8211; que por enquanto tem apenas uma refinaria definida &#8211; \u00e9 o reflexo da situa\u00e7\u00e3o atual de aperto de caixa da companhia e da consequente crise financeira de parte da cadeia de fornecedores da estatal. Com a desist\u00eancia, e at\u00e9 mesmo a quebra, de algumas empresas contratadas, a refinaria, de US$ 13,2 bilh\u00f5es, pode sofrer novo atraso no seu cronograma.<\/p>\n<p>A Petrobras mant\u00e9m a previs\u00e3o de in\u00edcio de opera\u00e7\u00e3o do Comperj para agosto de 2016 &#8211; mesma data estipulada pelo Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC). Mas o pr\u00f3prio governo demonstra sinais de que a obra pode atrasar. De acordo com o Plano Decenal de Expans\u00e3o de Energia (PDE) 2023, cuja vers\u00e3o preliminar foi divulgada na semana passada pela Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica e o Minist\u00e9rio de Minas e Energia, a refinaria deve iniciar o funcionamento apenas em dezembro de 2016.<\/p>\n<p>&#8220;O Comperj, em constru\u00e7\u00e3o em Itabora\u00ed (RJ), foi originalmente planejado como uma refinaria de petr\u00f3leo voltada para a produ\u00e7\u00e3o de derivados petroqu\u00edmicos. Entretanto, seu projeto inicial foi alterado em fun\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o do mercado, e o novo projeto ser\u00e1 constitu\u00eddo por dois m\u00f3dulos. O primeiro m\u00f3dulo est\u00e1 previsto para entrar em opera\u00e7\u00e3o em dezembro de 2016 e o segundo, em janeiro de 2024&#8221;, diz o plano divulgado pelo governo.<\/p>\n<p>O atraso pode ser ainda maior, na avalia\u00e7\u00e3o de fornecedoras da Petrobras. Isso porque a estatal far\u00e1 tr\u00eas novas licita\u00e7\u00f5es para execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os remanescentes de obras abandonadas por empresas que desistiram dos contratos. As desist\u00eancias foram motivadas principalmente por problemas financeiros causados por diverg\u00eancias nos aditivos contratuais entre as contratadas e a estatal.<\/p>\n<p>As licita\u00e7\u00f5es s\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o e montagem do sistema de flare, torre de resfriamento e pr\u00e9dio administrativo, que seriam feitas pela Fidens Engenharia; a constru\u00e7\u00e3o e montagem das interliga\u00e7\u00f5es e tancagem, que estavam sob responsabilidade do cons\u00f3rcio Jaragu\u00e1 \/ Egesa; e a constru\u00e7\u00e3o e montagem do Centro Integrado de Controle (CIC), que estavam a cargo da Multitek Engenharia.<\/p>\n<p>&#8220;Um processo de licita\u00e7\u00e3o desses leva, no m\u00ednimo, seis meses para ser realizado&#8221;, disse o executivo de uma fornecedora da Petrobras, que pediu anonimato. Ele lembrou ainda que esse prazo pode ser estendido, caso participantes movam recursos contra o resultado da concorr\u00eancia, e ressaltou que \u00e9 preciso considerar ainda o per\u00edodo de execu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os.<\/p>\n<p>A Petrobras, no entanto, n\u00e3o considera a possibilidade de altera\u00e7\u00e3o no cronograma da refinaria. &#8220;As novas contrata\u00e7\u00f5es resultar\u00e3o na entrega das instala\u00e7\u00f5es sem atrasos, isto \u00e9, em prazo compat\u00edvel com a data de partida do Comperj&#8221;, afirmou a companhia, em nota ao Valor.<\/p>\n<p>O rompimento dos contratos tamb\u00e9m causou outro reflexo: a queda do n\u00famero de trabalhadores no canteiro de obras. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Ind\u00fastrias da Constru\u00e7\u00e3o e do Mobili\u00e1rio (Sinticom) em S\u00e3o Gon\u00e7alo e Itabora\u00ed, Manoel Vaz, a m\u00e3o de obra no local foi reduzida em cerca de 8 mil pessoas desde maio, totalizando agora cerca de 15 mil funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>A Petrobras contesta esses n\u00fameros. &#8220;Ocorreu uma pequena redu\u00e7\u00e3o de trabalhadores no Comperj. A quantidade de trabalhadores na obra em maio de 2014 era de 28.600. Neste m\u00eas de setembro, o total de trabalhadores no Comperj \u00e9 de aproximadamente 26.200&#8221;, informou a estatal, acrescentando que a redu\u00e7\u00e3o verificada nos \u00faltimos meses deve-se \u00e0 conclus\u00e3o de algumas atividades no empreendimento.<\/p>\n<p>Outro fator de preocupa\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o ao Comperj \u00e9 a obra do emiss\u00e1rio de efluentes do empreendimento, em Maric\u00e1 (RJ), na Regi\u00e3o dos Lagos. A obra foi suspensa no fim de agosto pela prefeitura, que alegou que a Petrobras alterou o projeto sem o aval do \u00f3rg\u00e3o e n\u00e3o fez o pagamento da verba compensat\u00f3ria.<\/p>\n<p>A Petrobras informou que os recursos de compensa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 obra do emiss\u00e1rio de efluentes est\u00e3o provisionados e devem ser investidos na \u00e1rea de influ\u00eancia direta do projeto. &#8220;A companhia est\u00e1 em contato com a prefeitura municipal de Maric\u00e1 para esclarecimentos, e espera, em breve, poder definir as alternativas t\u00e9cnicas que viabilizar\u00e3o o in\u00edcio dos repasses.&#8221;<\/p>\n<p>A prefeitura de Maric\u00e1 afirmou que as obras devem recome\u00e7ar hoje, conforme acordo estabelecido pelas duas partes em reuni\u00e3o na \u00faltima semana. &#8220;Na ocasi\u00e3o, foi decidido que a primeira parte do repasse de R$ 20 milh\u00f5es ser\u00e1 compensada entre outubro e novembro deste ano&#8221;, informou a prefeitura, em nota.<\/p>\n<p>De acordo com a Petrobras, o avan\u00e7o f\u00edsico das obras do primeiro trem de refino (primeira etapa) do Comperj est\u00e1 em 75%. Com investimento estimado em US$ 13,2 bilh\u00f5es, segundo o plano de neg\u00f3cios e gest\u00e3o 2014-2018 da Petrobras, o primeiro trem de refino ter\u00e1 capacidade de processamento de 165 mil barris di\u00e1rios e vai produzir nafta petroqu\u00edmica, querosene de avia\u00e7\u00e3o (QAV), coque, GLP (g\u00e1s de cozinha) e \u00f3leo combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Na concep\u00e7\u00e3o inicial do projeto, o primeiro trem de refino (primeira etapa) do Comperj estava previsto para come\u00e7ar a operar em 2013. O segundo trem, que atualmente est\u00e1 &#8220;em avalia\u00e7\u00e3o&#8221; e n\u00e3o tem uma data oficial de implanta\u00e7\u00e3o pela estatal, estava previsto inicialmente para 2018 e adicionaria outros 300 mil barris di\u00e1rios de capacidade de processamento \u00e0 refinaria.<\/p>\n<p>A etapa da petroqu\u00edmica do Comperj, por\u00e9m, ainda est\u00e1 indefinida. Com o avan\u00e7o da explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural n\u00e3o convencional com custo mais baixo nos Estados Unidos, a produ\u00e7\u00e3o petroqu\u00edmica a partir do g\u00e1s no Brasil perdeu competitividade em \u00e2mbito global, o que levou a Petrobras e a Braskem a reverem a implanta\u00e7\u00e3o do projeto. Atualmente, essa fase est\u00e1 em an\u00e1lise pelas duas empresas.<\/p>\n<p>Para o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Consultorias em Engenharia (ABCE), Mauro Viegas Filho, a situa\u00e7\u00e3o do Comperj contribui para o ritmo fraco do mercado de engenharia brasileira na \u00e1rea de \u00f3leo e g\u00e1s. Segundo ele, os investimentos em refinarias est\u00e3o parados e o pr\u00e9-sal demanda mais equipamentos e servi\u00e7os estrangeiros. &#8220;O que dava volume eram as refinarias, mas as duas &#8216;premiuns&#8217; [refinarias Premium I e II, no Maranh\u00e3o e Cear\u00e1] est\u00e3o passando por mudan\u00e7as e o Comperj tamb\u00e9m est\u00e1 devagar&#8221;, afirmou o executivo.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico\/Por Rodrigo Polito, Andr\u00e9 Ramalho e Renata Batista | Do Rio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos principais empreendimentos da Petrobras em constru\u00e7\u00e3o, o Complexo Petroqu\u00edmico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) &#8211; que por enquanto tem apenas uma&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":4139,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-7827","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7827","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7827"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7827\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7828,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7827\/revisions\/7828"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4139"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7827"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7827"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7827"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}