{"id":7793,"date":"2014-09-16T08:24:47","date_gmt":"2014-09-16T11:24:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=7793"},"modified":"2014-09-15T23:32:40","modified_gmt":"2014-09-16T02:32:40","slug":"pernambuco-desponta-na-retomada-da-industria-naval-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/pernambuco-desponta-na-retomada-da-industria-naval-no-pais\/","title":{"rendered":"Pernambuco desponta na retomada da ind\u00fastria naval no Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>O renascimento da ind\u00fastria naval no Brasil colocou Pernambuco no radar do mercado construtor de embarca\u00e7\u00f5es. Criado h\u00e1 10 anos, o Programa de Moderniza\u00e7\u00e3o e Expans\u00e3o da Frota (Promef) da Transpetro (bra\u00e7o de log\u00edstica da Petrobras) permitiu que brotassem estaleiros em terras antes ocupadas pela secular cana-de-a\u00e7\u00facar, no munic\u00edpio de Ipojuca (distante 50 km do Recife). Desenvolvido para estimular a retomada da atividade no Pa\u00eds, o programa encomendou 49 embarca\u00e7\u00f5es, injetando R$ 11,2 bilh\u00f5es numa ind\u00fastria que tinha submergido desde os anos 80. O desafio do programa, agora, \u00e9 conquistar competitividade internacional e evitar a depend\u00eancia da \u201cm\u00e3e\u201d Petrobras, que ancora as encomendas.<\/p>\n<p><strong>Uma d\u00e9cada do Promef<\/strong><\/p>\n<p>O Promef promoveu a moderniza\u00e7\u00e3o de antigos estaleiros e o surgimento de novos. Das tr\u00eas plantas erguidas a partir do programa, duas est\u00e3o em Pernambuco (Atl\u00e2ntico Sul e Vard Promar) e uma em S\u00e3o Paulo (Rio Tiet\u00ea). Juntos, EAS e Promar representam investimento de R$ 2,5 bilh\u00f5es e a gera\u00e7\u00e3o de 6,7 mil empregos diretos (quatro vezes mais do que vai gerar a refinaria quando entrar em opera\u00e7\u00e3o). Do total de 49 embarca\u00e7\u00f5es encomendadas, o EAS abocanhou 22 embarca\u00e7\u00f5es (contrato de US$ 2,2 bilh\u00f5es) e o Vard outros oito navios (US$ 526 milh\u00f5es). As encomendas v\u00e3o ampliar a frota da Transpetro, que hoje \u00e9 de 60 navios.<\/p>\n<p>Ao longo de uma d\u00e9cada, o Promef enfrentou uma s\u00e9rie de dificuldades. O Jo\u00e3o C\u00e2ndido, primeiro navio do programa e primog\u00eanito do Atl\u00e2ntico Sul, foi entregue com 2 anos de atraso. Os problemas fizeram a Transpetro suspender temporariamente os contratos com empreendimento. O estaleiro sofreu com preju\u00edzo, problemas de gest\u00e3o, dificuldade de qualifica\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e com a debandada da Samsung (s\u00f3cia e parceira t\u00e9cnica) do neg\u00f3cio. Hoje o EAS vive uma nova fase. Se associou ao grupo japon\u00eas IHI Corporation e recoloca a casa em ordem. Com 5,3 mil funcion\u00e1rios, tem a miss\u00e3o de concluir a entrega das encomendas at\u00e9 2019.<\/p>\n<p>\u201cO Promef \u00e9 um marco na reinicia\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria naval no Pa\u00eds. O programa trouxe a previsibilidade de demanda que o mercado precisava para decidir investir\u201d, diz o presidente do Vard Promar, Miro Arantes, lembrando que antes do programa o empreendimento vivia de poucas encomendas de barcos de apoio para o setor offshore. O Vard investiu R$ 350 milh\u00f5es na planta de Suape e hoje conta com 1,4 mil colaboradores. Na avalia\u00e7\u00e3o do empres\u00e1rio, a m\u00e3o de obra \u00e9 um dos maiores desafios da retomada.<\/p>\n<p>\u201cOs empres\u00e1rios e a Petrobras foram otimistas nessa retomada. Quando se definiu o conte\u00fado nacional de 65% n\u00e3o se imaginava que ter\u00edamos tantos problemas com produtividade. Estamos gastando mais e levando mais tempo para construir os navios. Por isso, alguns estaleiros est\u00e3o importando cascos\u201d, observa.<\/p>\n<p>Arantes conta que s\u00f3 este ano o Vard est\u00e1 investindo R$ 10 milh\u00f5es em qualifica\u00e7\u00e3o de pessoal. A empresa construiu um centro de treinamento dentro da planta e desenvolve programas de reciclagem para as \u00e1reas t\u00e9cnicas e de gest\u00e3o. O empres\u00e1rio tamb\u00e9m destaca a alta rotatividade no setor. \u201cPernambuco vive um ciclo de desenvolvimento, com muitas obras de infraestrutura e grandes empreendimentos em implanta\u00e7\u00e3o. Isso dificulta a reten\u00e7\u00e3o de pessoal\u201d, refor\u00e7a, afirmando que o Vard desenvolve uma pol\u00edtica de fideliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 quem fuja das obras com data marcada para acabar e busque estabilidade. \u00c9 o caso de Everton da Silva e Danilo Barbosa, que conseguiram vaga de montador e soldador no Vard. \u201cTrabalhei na refinaria, mas sabia que a obra ia terminar e tentei uma vaga no estaleiro\u201d, diz Everton. \u201cQuero ter a chance de crescer na empresa\u201d, completa Danilo.<\/p>\n<p>Fonte: Jornal do Commercio (PE)\/Adriana Guarda<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O renascimento da ind\u00fastria naval no Brasil colocou Pernambuco no radar do mercado construtor de embarca\u00e7\u00f5es. 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