{"id":7702,"date":"2014-09-10T06:54:28","date_gmt":"2014-09-10T09:54:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=7702"},"modified":"2014-09-10T06:54:28","modified_gmt":"2014-09-10T09:54:28","slug":"hidrovia-parana-tiete-demanda-r-135-bi-para-melhoramentos-ate-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/hidrovia-parana-tiete-demanda-r-135-bi-para-melhoramentos-ate-2025\/","title":{"rendered":"Hidrovia Paran\u00e1-Tiet\u00ea demanda R$ 13,5 bi para melhoramentos at\u00e9 2025"},"content":{"rendered":"<p>Um Estudo de Viabilidade T\u00e9cnico, Econ\u00f4mica e Ambiental (Evtea) do plano de melhoramento da hidrovia do Paran\u00e1-Tiet\u00ea, foi apresentado na manh\u00e3 de ontem, ter\u00e7a-feira (9), em Campo Grande, pelo superintendente da Administra\u00e7\u00e3o da Hidrovia do Paran\u00e1 (Ahrana),\u00a0 Antonio Badih Chehin, que prev\u00ea a necessidade de investimento de R$ 13,5 bilh\u00f5es pelo governo federal at\u00e9 2025, para modernizar e ampliar a estrutura existente na via, incrementando sua navegabilidade e o volume de cargas escoadas.<\/p>\n<p>Segundo Chehin, esse volume de recursos projeta a implementa\u00e7\u00e3o de duas das tr\u00eas fases do plano de melhoramento. A primeira dedicada ao corredor Paran\u00e1-Tiet\u00ea e a segunda ao desenvolvimento do chamado Tramo Sul\u00a0 e do Corredor Iva\u00ed da hidrovia. O Evtea, que nasceu a partir de um ano de estudos de uma consultoria contratada pela Ahrana, aponta ainda uma s\u00e9rie de projetos e o valor estimado do investimento para concretiz\u00e1-los nos pr\u00f3ximos 11 anos.<\/p>\n<p>Para Mato Grosso do Sul, o estudo lista um total de 13 projetos para melhorar as condi\u00e7\u00f5es de navegabilidade da hidrovia. No rio Paran\u00e1, na primeira fase do plano, aponta a a necessidade da constru\u00e7\u00e3o de novas eclusas nas hidrel\u00e9tricas de Porto Primavera e Jupia, a regulariza\u00e7\u00e3o do leito da hidrovia e a adequa\u00e7\u00e3o das pontes Maur\u00edcio Joppert, que liga o Bataguassu (MS) a Presidente Epit\u00e1cio (SP) e Porto Camargo, que liga Navira\u00ed (MS) a Icara\u00edma (PR).<\/p>\n<p>Ainda na regi\u00e3o do rio Paran\u00e1, na \u00e1rea de Mato Grosso do Sul, foi listada entre os projetos o uso do Canal do Bugre, em Gua\u00edra (PR), como alternativa\u00a0 ao derrocamento do pedral resultado do afogamento do Salto das Sete Quedas pelo reservat\u00f3rio a hidrel\u00e9trica de Itaipu.<\/p>\n<p>Os outros projetos para o estado est\u00e3o previstos para serem realizados na segunda etapa do plano e preveem a regulariza\u00e7\u00e3o do leito, a sinaliza\u00e7\u00e3o e o balizamento do rio Amambai, a sinaliza\u00e7\u00e3o e o balizamento do rio Ivinhema, a constru\u00e7\u00e3o de uma eclusa no Salto da Laranja, no rio Sucuri\u00fa, e neste mesmo rio a execu\u00e7\u00e3o da regulariza\u00e7\u00e3o do leito, adequa\u00e7\u00e3o da ponte na BR-158, al\u00e9m da sinaliza\u00e7\u00e3o e balizamento. O total previsto de investimentos nestas obras em Mato Grosso do Sul \u00e9 de R$ 2,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O superintendente da Ahrana apontou ainda na apresenta\u00e7\u00e3o que com a viabiliza\u00e7\u00e3o dos projetos apontados no Evtea, o volume de cargas transportadas pela hidrovia deve passar das 6,2 milh\u00f5es de toneladas, em 2012, para 51,9 milh\u00f5es de toneladas em 2020, 55,8 milh\u00f5es de toneladas em 2025 e atingir 81,5 milh\u00f5es de toneladas em 2045.<\/p>\n<p>Entre os produtos que devem se beneficiar com maior uso da hidrovia est\u00e3o as commodities agr\u00edcolas como a soja, o milho e o farelo de soja, e produtos industrializados, com valor agregado, como a celulose e o etanol.<\/p>\n<p>Outro ponto destacado por Chehin quanto ao estudo \u00e9 o da amplia\u00e7\u00e3o de uso da hidrovia, atualmente em 1,6 mil quil\u00f4metros e que com a viabiliza\u00e7\u00e3o das tr\u00eas etapas do plano deve chegar a 6 mil quil\u00f4metros. Ele disse ainda que o Evtea apontou tamb\u00e9m qual o tipo e a composi\u00e7\u00e3o de barca\u00e7a que deve ser mais adequada para a navega\u00e7\u00e3o na hidrovia, que devem ser os comboios 3 x 2, com capacidade de at\u00e9 8,7 mil toneladas, e de 2 x1, de 2,9 mil toneladas.<\/p>\n<p>O superintendente destacou tamb\u00e9m que o poder p\u00fablico ao fazer os investimentos necess\u00e1rios e melhorar as condi\u00e7\u00f5es de navegabilidade da hidrovia vai atrair o investimento privado, principalmente para a constru\u00e7\u00e3o de terminais intermodais de carga. O gestor citou ainda que a Taxa Interna de Retorno (TIR) apurada no Evtea foi de 11,94% com a implementa\u00e7\u00e3o do plano de melhoria na hidrovia, o que representa um \u00edndice muito bom para investimentos tanto para o setor p\u00fablico quanto para o privado.<\/p>\n<p>J\u00e1 o diretor-corporativo da Fiems, Jaime Verruck, destacou a import\u00e2ncia de melhorar a navegabilidade da hidrovia Paran\u00e1-Tiet\u00ea e ampliar o seu uso, mas ressaltou que para Mato Grosso do Sul aumentar a competitividade de seus produtos agr\u00edcolas e industriais \u00e9 preciso investir na intermodalidade.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos melhorar o que j\u00e1 temos, como est\u00e1 ocorrendo com a duplica\u00e7\u00e3o da BR-163. Da mesma forma devemos melhorar a infraestrutura da hidrovia Paran\u00e1-Tiet\u00ea, da hidrovia do Paraguai, da malha ferrovi\u00e1ria oeste e integr\u00e1-las cada vez mais. Tamb\u00e9m s\u00e3o necess\u00e1rios novos investimentos e projetos. Somente com isso vamos reduzir nossos custos e oferecer produtos com pre\u00e7os mais atrativos. N\u00e3o adianta somente atrairmos novas empresas para o estado, precisamos de estrutura log\u00edstica para escoar a produ\u00e7\u00e3o dessas empresas\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Fonte: Anderson Viegas Do Agro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um Estudo de Viabilidade T\u00e9cnico, Econ\u00f4mica e Ambiental (Evtea) do plano de melhoramento da hidrovia do Paran\u00e1-Tiet\u00ea, foi apresentado na manh\u00e3 de ontem, ter\u00e7a-feira (9),&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":5570,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-7702","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7702","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7702"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7702\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7703,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7702\/revisions\/7703"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5570"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7702"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7702"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7702"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}