{"id":7644,"date":"2014-09-08T08:38:30","date_gmt":"2014-09-08T11:38:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=7644"},"modified":"2014-09-07T18:04:25","modified_gmt":"2014-09-07T21:04:25","slug":"tratamento-de-residuos-nos-portos-estara-alinhado-em-3-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/tratamento-de-residuos-nos-portos-estara-alinhado-em-3-anos\/","title":{"rendered":"Tratamento de res\u00edduos nos portos estar\u00e1 alinhado em 3 anos"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Previs\u00e3o foi feita pelo coordenador do Instituto Alberto Luiz Coimbra de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa de Engenharia da UFRJ<\/p>\n<p><\/em><\/strong>O Instituto Virtual Internacional de Mudan\u00e7as Globais (Ivig), vinculado ao Instituto Alberto Luiz Coimbra de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, prev\u00ea que a maioria dos portos administrados pelo governo federal estar\u00e1 \u201cdentro da linha\u201d nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos no que se refere ao tratamento de res\u00edduos e efluentes.<strong><em><br \/><\/em><\/strong><\/p>\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 do coordenador do Instituto, professor Marcos Freitas, que anunciou hoje (3) \u00e0 Ag\u00eancia Brasil o in\u00edcio dos projetos b\u00e1sicos com essa finalidade. Adiantou, ainda que, antes desse prazo, alguns portos dever\u00e3o gerar sua pr\u00f3pria energia.<\/p>\n<p>Por meio do Programa de Planejamento Energ\u00e9tico (PPE) da Coppe, o Ivig desenvolve para a Secretaria de Portos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica o Programa de Gerenciamento de Res\u00edduos S\u00f3lidos e Efluentes, envolvendo 22 dos 33 portos sob administra\u00e7\u00e3o federal em todo pa\u00eds.<\/p>\n<p>A primeira fase do programa foi encerrada no fim do ano passado, com o lan\u00e7amento de um guia nacional, que identificou problemas de natureza qualitativa nos portos. O investimento alcan\u00e7ou R$ 16 milh\u00f5es no \u00e2mbito do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), dos quais R$ 9 milh\u00f5es foram destinados \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o das 17 universidades que participam do projeto.<\/p>\n<p>Em andamento, a segunda fase, tamb\u00e9m com custo avaliado em R$ 16 milh\u00f5es, tem conclus\u00e3o prevista para o fim do primeiro semestre de 2015. \u201cAgora, estamos definindo solu\u00e7\u00f5es quantitativas, que s\u00e3o os projetos b\u00e1sicos\u201d, disse Freitas. Acrescentou que a implementa\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es dever\u00e1 ser feita pelo mercado.<\/p>\n<p>Um dos resultados do programa s\u00e3o 22 manuais de boas pr\u00e1ticas portu\u00e1rias, com diagn\u00f3stico e orienta\u00e7\u00f5es para cada porto. Levantamento feito pelos pesquisadores identificou que os 22 portos participantes do programa geraram em 2013 cerca de 5,3 mil toneladas de material recicl\u00e1vel convencional, como madeira, papel e res\u00edduos ferrosos. Conforme os dados, se esse volume tivesse sido comercializado teria gerado para os portos cerca de R$ 2 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Marcos Freitas salientou que, mais importante que os recursos gerados, \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o do custo com os res\u00edduos, o que pode ocorrer com a reciclagem. \u201cHoje, os portos pagam, em m\u00e9dia, R$ 300 por tonelada para retirada desses res\u00edduos\u201d, ressaltou. Esse valor \u00e9 mais alto que o do lixo urbano, estimado em R$ 50 a tonelada. Segundo o especialista, uma melhor solu\u00e7\u00e3o pode dar aos portos condi\u00e7\u00f5es de reduzir custos com a retirada dos res\u00edduos e, ao mesmo tempo, ganhar dinheiro com o reaproveitamento desse material.<\/p>\n<p>Conforme o t\u00e9cnico, o exemplo \u00e9 o Porto de Paranagu\u00e1, que registra muita entrada e sa\u00edda de gr\u00e3os, aproveita os res\u00edduos de soja para gerar biodiesel para o pr\u00f3prio porto, eventualmente o substrato vegetal para recompor o solo, al\u00e9m de produzir capas de grama verde e at\u00e9 alguma coisa com biog\u00e1s\u201d, indicou Freitas.<\/p>\n<p>Destacou que hoje o mais importante \u00e9 buscar solu\u00e7\u00f5es para a integra\u00e7\u00e3o porto\/cidade. Com base em exemplos bem sucedidos na Europa e nos Estados Unidos, Freitas adiantou que deve ser dada imediata aten\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade da \u00e1gua no entorno dos portos, fruto da melhoria do tratamento do esgotamento sanit\u00e1rio da cidade e das \u00e1guas usadas pela estrutura portu\u00e1ria, al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o de res\u00edduos para fora das unidades ou para regi\u00f5es muito distantes.<\/p>\n<p>O Instituto e a rede de universidades tamb\u00e9m alertaram para o perigo de pandemia, vinculada \u00e0 fauna sinantr\u00f3pica nociva, como ratos, baratas, mosquitos da dengue e pombos, entre outros. \u201cReduzindo os res\u00edduos e efluentes, essa fauna tamb\u00e9m \u00e9 reduzida. Com isso, melhoramos a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, da cidade e do pa\u00eds, observou Marcos Freitas.<\/p>\n<p>Assinalou que a Coppe trabalha para, em 18 meses, dotar o Brasil de um ou dois pilotos de portos como geradores de sua pr\u00f3pria energia. Al\u00e9m de Paranagu\u00e1, est\u00e3o sob an\u00e1lise os portos de Santos, Rio de Janeiro e Fortaleza. Concluiu afirmando que, dependendo de entendimentos com a Secretaria de Portos, as 11 unidades restantes tamb\u00e9m poder\u00e3o ser inclu\u00eddas no programa de gerenciamento.<\/p>\n<p>Fonte: Exame \/ Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><strong><em><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Previs\u00e3o foi feita pelo coordenador do Instituto Alberto Luiz Coimbra de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa de Engenharia da UFRJ O Instituto Virtual Internacional de Mudan\u00e7as Globais&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":286,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-7644","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7644","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7644"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7644\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7645,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7644\/revisions\/7645"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/286"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}