{"id":7567,"date":"2014-09-03T07:59:05","date_gmt":"2014-09-03T10:59:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=7567"},"modified":"2014-09-03T07:59:05","modified_gmt":"2014-09-03T10:59:05","slug":"osx-entra-na-reta-final-de-negociacao-com-credores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/osx-entra-na-reta-final-de-negociacao-com-credores\/","title":{"rendered":"OSX entra na reta final de negocia\u00e7\u00e3o com credores"},"content":{"rendered":"<p>A OSX, empresa de constru\u00e7\u00e3o naval do empres\u00e1rio Eike Batista, est\u00e1 na reta final da negocia\u00e7\u00e3o com credores para aprovar o novo plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial da companhia. Isso deveria ter acontecido em meados de agosto, mas a Justi\u00e7a adiou a assembleia em que o plano seria votado depois de uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es movidas por credores.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas duas semanas, a empresa elaborou um documento que, agora, est\u00e1 sendo apresentado a bancos e fornecedores com d\u00edvidas a receber da OSX. &#8220;Estamos muito confiantes porque temos o apoio dos credores&#8221;, diz Fl\u00e1vio Galdino, advogado que responde pela recupera\u00e7\u00e3o judicial da companhia. Ao todo, a empresa tem uma d\u00edvida de R$ 5 bilh\u00f5es, com cerca de 200 credores. A expectativa \u00e9 de que o novo plano seja protocolado ainda neste m\u00eas.<\/p>\n<p>Mas para levar o processo adiante e pagar o que deve, a empresa precisa de dinheiro novo. No in\u00edcio, cogitou buscar os recursos com investidores, mas as negocia\u00e7\u00f5es, entre elas com um fundo estrangeiro, n\u00e3o deram certo. Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, a sa\u00edda encontrada pela OSX, e que est\u00e1 sendo proposta aos credores neste momento, \u00e9 que eles pr\u00f3prios fa\u00e7am novos empr\u00e9stimos para reestruturar a empresa. Em troca, quem assumir o risco da reestrutura\u00e7\u00e3o ter\u00e1 prioridade na hora de receber o pagamento da d\u00edvida.<\/p>\n<p>Esse mecanismo, chamado de &#8220;financiamento Dip&#8221;, foi o que tornou vi\u00e1vel a aprova\u00e7\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o judicial da OGX, petroleira fundada por Eike Batista e origem da crise do grupo. A diferen\u00e7a \u00e9 que, na empresa de \u00f3leo e g\u00e1s, rebatizada de OGPar, a moeda de troca s\u00e3o a\u00e7\u00f5es da nova companhia e n\u00e3o a antecipa\u00e7\u00e3o do pagamento.<\/p>\n<p>O documento que est\u00e1 sendo apresentado aos credores prop\u00f5e um valor m\u00ednimo de R$ 100 milh\u00f5es para o financiamento. O valor total a ser captado ainda n\u00e3o foi definido porque depende de como se dar\u00e1 a conclus\u00e3o \u00e0 unidade de constru\u00e7\u00e3o naval OSX, localizado no Porto do A\u00e7u, no Rio, e que, por sua vez, pertence \u00e0 Prumo (antiga LLX, hoje, controlada pela EIG).<\/p>\n<p>A empresa de log\u00edstica, dona do porto, tamb\u00e9m \u00e9 credora da OSX e tem papel estrat\u00e9gico no processo de recupera\u00e7\u00e3o judicial. Por isso, o plano prev\u00ea uma parceria entre as duas empresas, cujos detalhes ser\u00e3o apresentados no novo plano. A partir dessa parceria, a empresa vai definir as etapas para concluir as obras da OSX no porto. Fontes pr\u00f3ximas \u00e0 companhia estimam que sejam necess\u00e1rios R$ 600 milh\u00f5es no total &#8211; esse valor, no entanto, pode ser menor, j\u00e1 que, \u00e0 medida que a obra avan\u00e7a, vai gerar receita para bancar o restante dela.<\/p>\n<p>\u00c9 da explora\u00e7\u00e3o da \u00e1rea da OSX dentro do A\u00e7u que vir\u00e1 boa parte do recurso para pagar os credores. Outra fonte \u00e9 a venda de tr\u00eas plataformas de petr\u00f3leo &#8211; duas delas est\u00e3o alugadas para a OGPar e outra est\u00e1 pronta, na Mal\u00e1sia. A empresa aguarda o melhor momento para negociar esses ativos, j\u00e1 que, com est\u00e1 no meio de um lit\u00edgio, a desvaloriza\u00e7\u00e3o das plataformas \u00e9 dada como certa. A venda s\u00f3 ser\u00e1 feita quando houver seguran\u00e7a jur\u00eddica e o excedente (ou o que superar a d\u00edvida desses ativos) vai ser destinado ao pagamento dos credores &#8211; com prioridade para quem aderir ao financiamento Dip.<\/p>\n<p><strong>Unifica\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>Quando entrou com pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial em novembro do ano passado, a OSX fez um pedido \u00fanico, incluindo as tr\u00eas companhias do grupo: a holging OSX Brasil e as subsidi\u00e1rias OSX Constru\u00e7\u00e3o Naval (que opera o estaleiro no Porto do A\u00e7u) e a OSX Servi\u00e7os. Sob o guarda-chuva da OSX Brasil, est\u00e1 ainda uma outra empresa, chamada OSX Leasing. Essa companhia, sediada na Holanda \u00e9 dona das plataformas de petr\u00f3leo que est\u00e3o alugadas para a OGX. Ela n\u00e3o pediu recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>Esse emaranhado de empresas foi um dos pontos de tens\u00e3o na elabora\u00e7\u00e3o do plano. Inicialmente, a OSX apresentou um plano \u00fanico, o que foi contestado por alguns credores. A pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual do Rio, a empresa separou o plano em tr\u00eas &#8211; alvo de contesta\u00e7\u00e3o pela Caixa Econ\u00f4mica Federal, maior credora individual da companhia, com R$ 1,2 bilh\u00e3o. No in\u00edcio do m\u00eas passado, a Justi\u00e7a decidiu pela unifica\u00e7\u00e3o e \u00e9 o que est\u00e1 sendo considerado no documento apresentado aos credores. Na semana passada, o assunto voltou a ser questionado, dessa vez pelo Banco Votorantim, que tem R$ 450 milh\u00f5es a receber da OSX. A institui\u00e7\u00e3o entrou com uma peti\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a pedindo a separa\u00e7\u00e3o dos planos, com o argumento de que a unifica\u00e7\u00e3o enfraqueceria o poder de alguns credores.<\/p>\n<p>Fonte: Jornal do Commercio (PE)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A OSX, empresa de constru\u00e7\u00e3o naval do empres\u00e1rio Eike Batista, est\u00e1 na reta final da negocia\u00e7\u00e3o com credores para aprovar o novo plano de recupera\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":3640,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-7567","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7567","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7567"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7567\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7568,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7567\/revisions\/7568"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3640"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7567"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7567"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7567"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}