{"id":7180,"date":"2014-08-14T08:19:16","date_gmt":"2014-08-14T11:19:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=7180"},"modified":"2014-08-14T08:19:16","modified_gmt":"2014-08-14T11:19:16","slug":"expansao-do-pre-sal-fara-industria-naval-faturar-us-17-bilhoes-por-ano-ate-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/expansao-do-pre-sal-fara-industria-naval-faturar-us-17-bilhoes-por-ano-ate-2020\/","title":{"rendered":"Expans\u00e3o do pr\u00e9-sal far\u00e1 ind\u00fastria naval faturar US$ 17 bilh\u00f5es por ano at\u00e9 2020"},"content":{"rendered":"<p>A expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no pr\u00e9-sal dobrar\u00e1 para 20%, at\u00e9 2020, a participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de petr\u00f3leo e g\u00e1s no Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds), e levar\u00e1 a ind\u00fastria naval e offshore (explora\u00e7\u00e3o em alto mar) brasileira a faturar em torno de US$ 17 bilh\u00f5es por ano no per\u00edodo. A informa\u00e7\u00e3o foi dada \u00e0 Ag\u00eancia Brasil pelo presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas\u00a0 de Constru\u00e7\u00e3o Naval e Offshore (Abenav), Augusto Mendon\u00e7a, que\u00a0 participou hoje (13) da Marintec South America \u2013 11\u00aa Navalshore, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante considerar que a ind\u00fastria de petr\u00f3leo e g\u00e1s \u00e9 de longa matura\u00e7\u00e3o. Quando voc\u00ea\u00a0 fala em abrir uma fronteira nova, na \u00e1rea de petr\u00f3leo, est\u00e1 falando em sete a dez anos para come\u00e7ar a produzir. A ind\u00fastria do setor naval tamb\u00e9m \u00e9 de longa matura\u00e7\u00e3o, porque trata de projetos que duram tr\u00eas a quatro anos para constru\u00e7\u00e3o de cada unidade, mais um ano de engenharia\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Da\u00ed, disse que a fotografia atual vislumbra um futuro promissor para a ind\u00fastria naval e para o setor de petr\u00f3leo no pa\u00eds, e adiantou: \u201cO que garante tudo isso \u00e9 o tamanho da reserva no pr\u00e9-sal, que coloca o Brasil entre as cinco ou seis maiores reservas do mundo\u201d. Mendon\u00e7a disse que enquanto o petr\u00f3leo for uma fonte de energia importante, \u201cn\u00f3s vamos ter mercado e ind\u00fastria\u201d. Segundo ele, o petr\u00f3leo responde por cerca de 95% da ind\u00fastria naval nacional, e a maior parte est\u00e1 relacionada\u00a0 \u00e0 explora\u00e7\u00e3o offshore.<\/p>\n<p>O setor engloba tr\u00eas segmentos distintos: a fabrica\u00e7\u00e3o de navios, a fabrica\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o de plataformas de perfura\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o. \u201cOs sistemas s\u00e3o distintos, porque os estaleiros ou se dedicam a um ou a outro [segmento]\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da Abenav, os estaleiros instalados no Brasil utilizam processos modernos, com tecnologia e inova\u00e7\u00e3o. \u201cA quest\u00e3o da tecnologia, para n\u00f3s, est\u00e1 superada. Mas n\u00e3o \u00e9 suficiente, porque 50% do custo v\u00eam de fora, de fornecedores\u201d, destacou. Por isso, a principal preocupa\u00e7\u00e3o do setor \u00e9 a cadeia de suprimentos, e o setor estimula a atra\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias produtoras estrangeiras, que pode atenuar esse problema, argumentou.<\/p>\n<p>Augusto Mendon\u00e7a disse que o grande desafio da ind\u00fastria naval e offshore \u00e9 a competitividade. \u201cTemos que fazer com que a nossa ind\u00fastria tenha competitividade internacional\u201d, disse ele, e acrescentou que o volume de encomendas no Brasil \u00e9 suficiente para desenvolver a ind\u00fastria em base competitiva. \u201cOu seja, quando algu\u00e9m, amanh\u00e3, pensar em comprar uma plataforma, com certeza vai querer comprar no Brasil\u201d, destacou.<\/p>\n<p>A carteira atual de encomendas dos estaleiros brasileiros inclui 373 embarca\u00e7\u00f5es. O dado importante, por\u00e9m, segundo o presidente da Abenav, \u00e9 que \u201cestamos falando da constru\u00e7\u00e3o, at\u00e9 2020, de 90 plataformas de produ\u00e7\u00e3o, que v\u00e3o entrar em opera\u00e7\u00e3o at\u00e9 2025. Isso significa US$ 120 bilh\u00f5es. \u00c9 um n\u00famero pequeno de unidades, mas tem valor agregado enorme para o pa\u00eds\u201d. Admiti tamb\u00e9m que o grande n\u00famero de barca\u00e7as (142) na carteira sinaliza, mais \u00e0 frente, que haver\u00e1 grande amplia\u00e7\u00e3o na navega\u00e7\u00e3o fluvial do pa\u00eds. Embora as barca\u00e7as tenham pouco valor agregado, elas poder\u00e3o impulsionar o crescimento do mercado, analisou. \u201c\u00c9 quase uma commodity [produto b\u00e1sico com cota\u00e7\u00e3o internacional, quase sempre para produtos agr\u00edcolas e minerais]\u201d.<\/p>\n<p>Mendon\u00e7a disse que os estaleiros t\u00eam resolvido o problema de qualifica\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra de f\u00e1brica com ajuda, muitas vezes, do Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). \u201cTodos t\u00eam centros de treinamento\u201d. A grande quest\u00e3o, admitiu, s\u00e3o os profissionais mais especializados, como t\u00e9cnicos e engenheiros. \u201c\u00c9 uma demanda cada dia maior. De um lado, voc\u00ea cresce o requisito e, de outro, a gente tem pouca forma\u00e7\u00e3o\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Em busca do desenvolvimento de mercado, da atra\u00e7\u00e3o de investimentos e do interc\u00e2mbio tecnol\u00f3gico, a Abenav firmou, durante a Marintec, acordo de coopera\u00e7\u00e3o com a Korea International Trade Association. \u201cN\u00f3s estamos falando de competitividade, e a Coreia foi, e ainda \u00e9, um \u00edcone na fabrica\u00e7\u00e3o de navios\u201d, disse ele, e lembrou que a Coreia desenvolveu boa cadeia de fornecedores, cujas empresas n\u00e3o vieram para o Brasil, ao contr\u00e1rio das companhias chinesas e japonesas. A ideia, destacou, \u00e9 justamente promover a aproxima\u00e7\u00e3o entre empresas brasileiras e coreanas, para que elas se instalem e fabriquem produtos no Brasil, com tecnologia da Coreia.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia BrasilAlana Gandra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no pr\u00e9-sal dobrar\u00e1 para 20%, at\u00e9 2020, a participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de petr\u00f3leo e g\u00e1s no Produto Interno Bruto&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-7180","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7180","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7180"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7180\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7181,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7180\/revisions\/7181"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}